Sayuri — A Casa

1003 Words

Sayuri Minha mãe no banco da frente, falando baixo com o motorista que eu nem conheço — um cara de terno preto, óculos escuros. Eu não pergunto nada. Não consigo. A cabeça tá girando, o peito apertado, as lágrimas secas na cara. A gente sai do complexo, pega avenida, entra em estrada. Fica noite. As luzes da cidade vão mudando. Do morro pro brilho das avenidas largas, shoppings, carros caros. Eu reconheço pouco a pouco: Barra da Tijuca. Aquela parte rica pra caramba, que eu só via em revista ou no i********: das amigas da escola particular. O carro entra num condomínio que parece de filme americano. Portões imensos de ferro preto, segurança particular com colete, fuzil pendurado, olhando o carro com lanterna. O guarda reconhece o motorista, abre sem perguntar. Jardim impecável dos dois

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