Sayuri — A Verdade Que Quebra

899 Words

Sayuri Eu tô ali na cozinha, copo de suco gelado na mão, o celular ainda vibrando na bancada com o nome dele na tela. Eu não atendo. Decidi dar gelo nele, decidi que não vou me humilhar de forma alguma, que se ele me largou na cama como se fosse nada, eu também posso fingir que nada aconteceu. O meu coração tá acelerado, mas eu viro as costas pra pia, respiro fundo. E dou de cara com ela. — Oi, meu amor… como você está? A voz dela. Aquela voz que eu não ouço há anos. Doce-falsa, rouca de cigarro, urgente demais. Eu congelo. O copo quase cai da mão. Eu pisco. Pisco de novo. Acho que não é real. Acho que tô delirando. O corpo ainda tá cansado demais do que rolou com ele, a cabeça confusa demais com tudo — o sexo, o silêncio, o banho dele depois. Ou talvez o suco tá estragado

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