Sayuri — O Quarto Proibido

1007 Words

Sayuri Depois que a Daiane foi embora, eu fiquei no quarto um tempo olhando pro nada. O abraço dela ainda tá quente nos meus ombros, as palavras dela ecoando na cabeça: “O Jogador é teu, amiga. Só aguarda.” Eu quero acreditar, quero mesmo, mas depois do que vi no QG — a Ingrid saindo daquele jeito, o olhar frio dele, a grosseria — tudo parece uma mentira que eu conto pra mim mesma pra não desabar. Eu respiro fundo, enxugo o resto das lágrimas que ainda insistem em cair e decido fingir normalidade. Pelo menos por hoje. Não vou ficar trancada aqui chorando o dia inteiro. Levanto, pego uma toalha limpa e vou pro banheiro do quarto. Ligo o chuveiro quente, deixo a água cair pesada nos ombros, no cabelo, no rosto. Fico ali minutos inteiros, olhos fechados, tentando lavar embora o peso do dia

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