CAPÍTULO 49 ZT NARRANDO O telefone ainda estava na minha mão quando a ligação caiu. Mariana não desligava primeiro. Nunca. Aquilo já me colocou em estado de alerta antes mesmo da raiva chegar. O silêncio depois da chamada foi mais alto que qualquer tiro. Fiquei alguns segundos encarando a tela apagada, como se ela fosse me devolver alguma resposta que não veio. — Filho da put@… — rosnei. GB tinha sumido. Não atrasado. Não cercado. Sumido. E quando um homem como ele some desse jeito, é porque escolheu o pior caminho possível: o invisível. Andei de um lado pro outro da sala improvisada que eu usava como base. Rádio no ouvido, arma na cintura, mapa aberto sobre a mesa. Meu morro sempre foi organizado. Cada acesso tinha função, cada vigia tinha horário, cada rota tinha redundância

