CAPÍTULO 23 CAMILA NARRANDO Eu ainda sentia o gosto do sim na minha boca. Não só pelo que eu tinha dito para ele, mas pelo que aquilo mudava dentro de mim. Era como se eu tivesse atravessado uma porta que eu mesma tinha medo de abrir. A UPA do morro, ele do outro lado, e eu ali no meio — escolhendo os dois. O ar dentro do quarto parecia mais quente do que deveria. Talvez fosse ele. Ou talvez fosse eu, finalmente parando de fugir. GB me olhava como se eu fosse alguma coisa que ele esperou tempo demais pra tocar. E, quando ele encostou a mão na minha cintura, eu senti como se meu corpo tivesse sido feito pra caber ali. — Tem certeza, Camila? — ele perguntou, a voz mais baixa do que eu já tinha ouvido. — Se eu não tivesse… não estaria aqui. — respondi, sem desviar os olhos. Ele sorriu

