Capítulo 7 Gabriel (GB narrando) O baile estava estralando. Do jeito que eu gostava. O som batia tão forte no peito que parecia que a noite inteira respirava junto comigo. Luzes piscavam, fumaça subia, gente dançava como se o mundo fosse acabar amanhã. Eu encostava na grade do camarote e observava tudo lá de cima, com a calma de quem sabia que era o centro daquele universo. Era fod@ ser o mais respeitado do Rio. Todo canto que eu olhava alguém tentava me cumprimentar, mandar beijo, levantar copo, filmar. Tinha uns malucos que até se arrepiavam quando percebiam que era eu ali, de postura firme, cercado pelos meus. O respeito não se pedia, se impunha. Algumas mulheres tentavam se aproximar da entrada do camarote, achando que charme abria porta. Aqui não. Só entrava quem era de casa, quem

