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A Vingança Perfeita

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Blurb

Se você descobrisse uma traição, o que faria? Para Emily que dedicou anos de sua vida ao casamento simplesmente deixar Kevin sair impune não é uma opção, mas vingar-se sim. Cansada de ser humilhada e desvalorizada ela põe em prática um plano para colocar um fim não somente na relação mas também no ego de seu marido. Ela conquistará o amante.

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Capítulo 1
Uma das coisas que mais me irritava no mundo era quando taxavam donas de casa como mulheres sem ambições. Eu tinha ambições. Ainda as tenho. Antes de colocar aquela aliança de ouro no dedo anelar eu pensava em mais coisas do que o que preciso preparar para o jantar ou qual lingerie devo usar para agradar meu marido. - Eu estou atrasado. - ouvi o Kevin pronunciar de maneira apressada assim que surgiu na cozinha e passou um rápido olhar sobre a mesa de café da manhã que eu havia preparado. - Qual gravata devo usar? - somente quando escutei sua pergunta deixei meus olhos recairem sobre suas mãos que seguravam duas gravatas de cores diferentes. - Você sabe que fica lindo de verde. - murmurei forçando um sorriso em seguida, varri para longe o pensamento de que não deveria ter acordado cedo para preparar panquecas e waffles visto que ele sequer sentaria para comer. - Tem muito trabalho no escritório de novo? - Você sabe que sim, Emily.- ignorei sua resposta curta e fria e caminhei até ele estendendo minhas mãos para ajeitar a sua gravata e acariciar sua camisa o livrando de qualquer pêlo de cachorro que pudesse haver. - Volto para o almoço, vai ficar a manhã toda em casa, não é!? - assenti com um sorriso me inclinando para deixar um beijo em seus lábios porém no último instante desviei e beijei sua bochecha. - O Bob precisa de ração, pode comprar quando estiver retornando para casa? - como se soubesse que eu estava falando dele nosso golden retriever adentrou a cozinha animado. - Você precisa de um pouco comida, não é amigão!? - murmurei me abaixando para acariciar seu queixo mas ao me levantar e ver o olhar cético do meu marido me arrependi de fazer voz infantil para falar com o cachorro. Kevin odiava quando eu fazia aquela voz, sobretudo odiava o fato de que eu tratava o cachorro como se fosse um bebê, na verdade, eu estava começando a me perguntar o que meu marido não odiava em mim. - Trarei a ração. - ele anunciou saindo da cozinha, o segui pela sala observando cada movimento seu com atenção. Esperei que ele me desse um beijo antes de partir, mas há algum tempo isso já não acontecia mais, suspirando alto voltei a cozinha sendo acompanhada pelo Bob. Tomei café da manhã sozinha assim como muitas vezes fazia, pelo menos eu tinha meu fiel companheiro para roubar minhas torradas e passar seu corpo peludo pelas minhas pernas em forma de carinho. Aquele dia não era como qualquer outro, estávamos completando 5 anos desde que havíamos nos conhecido então eu queria que fosse memorável. Infelizmente há algum tempo eu começava a sentir que somente eu queria isso. - Bob se comporte. - murmurei fazendo meu melhor tom sério, acariciei sua cabeça e logo em seguida apanhei as chaves do meu carro para ir as compras. Eu já havia comprado o presente perfeito para o Kevin, ele era um homem difícil de agradar mas eu esperava que a arma colecionável que lutei para comprar online o agradasse, agora só precisava fazer o seu prato favorito no jantar e usar a lingerie que estava guardada no fundo do guarda-roupa. Eu esperava que comprar ração para o nosso cachorro servisse como o lembrete perfeito de que não poderia chegar extremamente tarde hoje. Dirigi até o mercado mais próximo na expectativa de que tivesse tudo o que eu procurava mas antes que eu pudesse chegar até lá diminui a velocidade do carro ao notar um veículo familiar a frente de uma padaria. - Não pode ser. - murmurei para mim mesma ao olhar pela janela para dentro da padaria no mesmo instante em que o Kevin levava um donut a boca de um homem ruivo. Engoli a seco me perguntando se meus olhos estavam vendo coisas, mas não, aquilo não parecia ser uma amizade inocente... O homem que me prometeu no altar fidelidade estava ali acariciando o rosto de um homem lindo e sorrindo para ele de um modo que ele não sorria mais para mim. Despertei de meus pensamentos somente quando escutei a buzina do carro atrás de mim, acelerei imediatamente o carro parando somente quando cheguei ao estacionamento do mercado, tirei a chave da ignição mas não atrevi a me mexer. Uma parte de mim estava incrédula enquanto a outra não estava surpresa, o que era bastante confuso. Repassei mentalmente a cena diversas vezes torcendo para que fosse um delírio, contei a mim mesma diversas desculpas para justificar a cena. Mas aquele olhar, os sorrisos, as mãos juntas sobre a mesa e o modo como ele dava comida em sua boca era inconfundível, aquilo não era apenas dois amigos se encontrando, e eu sabia disso pois era assim que o Kevin me olhava quando começamos a namorar. Eu já estive no lugar daquele ruivo. Pegando meu celular olhei a lista de contatos, desejei ligar para a Elena e contar o que havia visto mas por conhecer bem a minha irmã eu sabia que ela o mataria antes mesmo de fazer alguma pergunta a ele, se eu não a impedisse ela já teria feito isso por motivos menores, quis ligar para meu melhor amigo mas parecia bobo dizer que vi o Kevin tomando café da manhã com outro. Descendo do carro adentrei o mercado e comprei tudo o que precisava, acabei levando mais tempo do que o necessário mas eu não queria voltar para casa ainda eu precisava processar aquilo. - Eu posso ajudar a senhorita? - despertei de meus pensamentos ao ouvir aquela voz rouca, erguendo minha cabeça percebi que eu estava parada em frente ao balcão de armas que havia no fundo do estabelecimento. Um pouco confusa olhei para minha cesta cheia de ingredientes para fazer lasanha e depois para o senhor de sorriso amigável que estava dentre as mais diversas armas. - A senhora está procurando uma arma específica? - ele pegou uma pequena arma preta e a colocou sobre o balcão. - Esta é ótima para as mulheres, é pequena e... - neguei com a cabeça o interrompendo. Eu não sei o que havia me levado até ali, e talvez fosse melhor não descobrir. - Eu agradeço, mas estava apenas dando uma olhada. - sorri simpática e me afastei rapidamente. Caminhei até o caixa mas não sem antes pegar um bom vinho, seja lá o que fosse acontecer no decorrer do dia eu sabia que iria precisar dele mais tarde. Assim que cheguei em casa com as diversas sacolas fui recebida pelo Bob e suas lambidas carinhosas, levei as compras a cozinha e me empenhei em preparar o almoço antes que o Kevin chegasse da rua. - Emily! - olhei para trás vendo um homem furioso caminhar em minha direção. - Sabia que eu iria vir almoçar, por que a comida ainda não está pronta? - Desculpe meu amor. - murmurei após o encarar por longos instantes, abandonando a panela no fogão caminhei até ele. Quando estava próxima dele respirei fundo inalando o cheiro do seu perfume misturado a outro que claramente não lhe pertencia, levando minhas mãos até o seu pescoço o vi dá um passo para trás na tentativa de se desvencilhar porém não obteve sucesso, analisei com um sorriso nos lábios sua roupa até que meus olhos se fixaram no fio de cabelo em sua gola, passei o dedo suavemente por ali o apanhando e depois virei-me de costas para ele. - Vá tomar um banho, é o tempo que a carne fica pronta. - murmurei retornando ao fogão. Assim que ouvi os passos dele se afastando abri minha mão e ergui com a ponta dos dedos aquele fio que claramente era ruivo. Travei meu maxilar desligando o fogo, caminhando até a sala observei a pasta de trabalho do Kevin sobre o sofá, andei até lá e a abri vasculhando seus papéis até encontrar seu celular, como esperado havia senha mas para o azar do Kevin eu havia assistido várias temporadas de séries criminais e sabia que era só analisar as digitais para saber quais os quatro números mais usados. O ano em que ele nasceu. Como o egocêntrico que era sua senha era bastante óbvia. - Agora eu te pego. - sorri vitoriosa assim que desbloqueei seu celular mas meu sorriso logo morreu ao notar que todos os aplicativos precisavam de biometria, exceto um. Assim que abri sua agenda de contatos li o nome da última pessoa para quem ele havia ligado. Luke. Bloqueei seu celular e o devolvi para o mesmo lugar, subi as escadas até o nosso quarto e peguei uma caixa preta sobre o guarda roupa, apanhando o conteúdo dentro dela o coloquei em minha cintura cobrindo-o com a blusa e desci até a cozinha, sentei-me com uma taça de vinho em mãos e esperei ansiosamente até que o traidor aparecesse. - Como foi no seu trabalho? - perguntei vendo-o sentar a mesa, levei a taça a boca e observei ele começar a comer. - Foi bastante puxado. - Kevin murmurou baixo. - Terei que trabalhar agora a tarde, entregar alguns relatórios pendentes. - sorri assentindo me perguntando até onde a sua mentira iria. - Nem deve ter tido tempo para comer. - Kevin me olhou por um instante e sorriu assentindo voltando a colocar mais comida do que realmente cabia naquela boca mentirosa. - Você tem trabalhado tanto. - falei descendo minha mão até a minha cintura passando meus dedos pela arma que havia ali. - Preciso trabalhar para sustentar você e seus caprichos. - ele resmungou enquanto despejava o vinho de modo bruto na taça. - Chegarei tarde hoje. - É o nosso aniversário de cinco anos. - pronunciei vendo a surpresa em seu olhar. - Claro que eu sei disso, eu até lhe comprei um presente amor. - ele estendeu sua mão sobre a mesa pedindo que eu a segurasse. Removendo minha mão da arma a coloquei sobre a sua e sorri forçadamente. - Vamos jantar juntos essa noite, cozinhe algo. - Kevin puxou minha mão suavemente deixando um beijo nela disfarcei meu nojo e assenti com a cabeça pois se eu arriscasse dizer algo poderia denunciar meu desgosto. Assisti o Kevin terminar de comer e arrumar-se novamente para o trabalho, assim que ele saiu repassei em minha mente todas as coisas que eu poderia ter feito com aquela arma, mas no fundo eu sabia que era estupidez. Como a boa dona de casa que era limpei tudo, lavei os pratos e sentei-me no sofá com um notebook em mãos, com apenas um nome e uma rápida visão sobre o rosto daquele homem levei um tempo para conseguir encontrar suas redes sociais. Eu não sei bem o que estava fazendo mas quando me dei conta já estava mergulhada na vida de Luke Jacobs, talvez eu quisesse alimentar o meu ódio antes de explodir com o Kevin e foi com este pensamento que eu sai de casa e dirigi até a rua daquele ruivo alto de sorriso com covinhas. Descendo do carro comecei a andar sem pretensão por ali, mas quando a vi sair de casa me escondi atrás do muro de uma casa temendo ser vista por ele, meu coração batia acelerado devido a toda adrenalina ele simplesmente parou quando sai de detrás do muro e dei de cara com o Luke. - Oi. - ele sorriu largamente enquanto ajeitava um gato gordo em seus braços. - Eu vi o momento em que você pulou para dentro do jardim da senhora Jackson então como policial eu queria garantir que está tudo bem. - engoli a seco abrindo a boca na tentativa de dizer algo mas nada saia. - Você não é uma criminosa, é? - ele sorriu como se tivesse contado uma piada mas tudo o que eu conseguia pensar é que deveria ter pesquisado melhor sobre a vida do amante do meu marido antes de sair para espioná-lo com uma arma na cintura. - Err... - olhei para ele que sorriu assentindo a cabeça como se me incentivasse a continuar falando. - Cachorro. - falei rapidamente vendo-o franzir a testa. - Cachorro? - Luke repetiu confusa. - Perdeu seu cachorro? - assenti rapidamente com a cabeça. - Eu sinto muito por isso, me diga como ele é, caso eu o veja segurarei para você. - Grande. - falei me amaldiçoando por estar tão nervosa e não conseguir falar nada coerente. Ele que deveria estar nervoso, ele era o amante sujo e errado, não eu. Era ele quem estava saindo com um homem casado, ele que deveria tremer diante de mim, se bem que eu duvido que ele soubesse quem eu era realmente, ou sabia e estava fingindo ser bonzinho. - Certo, um cachorro grande. - Luke falou sem abandonar aquele maldito sorriso gentil do rosto. - Ficarei de olho para você, a propósito eu sou o Luke. Observei sua mão estendida por alguns instantes antes de cumprimentá-lobcom um sorriso forçado. - Você namora, Luke? - perguntei nervosamente vendo-o fazer uma careta em resposta. - Desculpe, é que eu não sei se você é gay ou... - Você é muito bonita e eu fico lisonjeado. - o homem a minha frente sorriu sem graça se inclinando para tocar meu braço. Ele achou que eu estava dando em cima dele? Como ele se atreve a pensar que eu teria interesse em um amante de quinta categoria... se bem que, se fossem os tempos do colegial talvez eu não me importasse tanto com seu equívoco. - Mas estou saindo com alguém há um tempinho, ainda não é namoro mas quem sabe. - forcei meu melhor sorriso para disfarçar a vontade de vomitar. - Boa sorte para você na busca pelo cachorro. Luke e seu gato se afastaram lentamente até que ele desapareceu pela esquina, fiquei ali parada por alguns instantes mas logo passei a caminhar até meu carro. Eu poderia estar sendo ingênua mas algo dentro de mim acreditava que o Luke não sabia que estava saindo com um homem casado, por outro lado, meu amado marido sabia muito bem o que estava fazendo. Adentrei o veículo e removi a arma da cintura a deixando no banco do carona, pegando meu celular disquei o número da única pessoa que poderia me entender. - Alô? - o ouvi dizer após o segundo toque. - Justin? - engoli a seco e respirei fundo antes de continuar a falar. - Acredito que o Kevin tenha um amante. - a ligação ficou muda por alguns instantes tudo o que eu ouvia era sua respiração pesada. - U-Um homem? - ele pareceu chocado. - Certo, o que faremos com ele? - ao ouvir sua pergunta olhei para a arma sobre o banco mas logo voltei meu foco a ligação. - Emily, você está bem? - Eu ficarei. - murmurei baixinho. - Vamos matar ele e o amante? - Justin perguntou num sussurro sombrio, recostei minha cabeça no banco do carro e sorri. - Não. - me limitei a dizer. Mas, em minha mente começava a nascer um plano para poder me vingar e desmascará-lo, e eu acreditava que seria muito melhor que matá-los.

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