Um ano depois. O céu de Londres estava incomumente azul, sem o nevoeiro que outrora parecia esconder os pecados da cidade. Onde antes jazia um canteiro de obras cercado por escândalos e solo contaminado, agora erguia-se o Memorial de Southwark. Não era um monumento imponente ou pesado. Era uma praça aberta, com doze colunas de aço escovado que sustentavam um teto de vidro translúcido. No centro, sob o exato local onde a antiga viga doze caíra, havia um espelho d'água onde os nomes das vítimas estavam gravados no fundo, visíveis apenas quando a luz do sol batia na água. Sofia Castello — agora Sofia Verara — caminhava pelo local segurando a mão de Isaac, que já dava seus primeiros passos vacilantes. O menino, saudável e curioso, apontava para os reflexos no vidro. — Veja, Isaac — sussurr
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