22: O altar profanado

711 Words

O trajeto até a pequena cidade do interior, onde o Pastor Alberto liderava sua congregação, foi feito em um silêncio sepulcral. Sofia olhava pela janela do carro, vendo as árvores secas passarem como borrões. Daniel dirigia com as mãos firmes no volante, mas seus olhos revelavam a mesma tempestade que rugia dentro dela. Eles não foram para a igreja. Foram para a casa pastoral, um imóvel de madeira antiga onde o cheiro de café e livros velhos costumava significar segurança. — Pai — Sofia disse, entrando na sala sem cerimônias. O Pastor Alberto estava sentado em sua poltrona, lendo a Bíblia. Ele parecia ter envelhecido dez anos em um mês. — Sofia, Daniel... que surpresa agradável. Pensei que estivessem ocupados com a repercussão do museu. — Estamos — Daniel disse, colocando o tablet sobr

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