Ataque rebelde

1301 Words
PONTO DE VISTA DO REI BRAEDON Rosnei, o som ecoando pela floresta enquanto eu encarava meu oponente, minha cauda balançando de um lado para o outro, minha mandíbula recuada, meus olhos pequenos e negros. Saltei alto, encontrando o outro lobo no ar, pousando em suas costas e arranhando-as deliberadamente enquanto ele soltava um uivo de dor, seu sangue escorrendo por seu corpo e pingando na grama. Rolei para longe e depois saltei, arranhando sua área do tronco antes que ele pudesse se mover, abrindo sua barriga enquanto ele soltava um grito abafado, seu corpo caindo no chão, seus olhos lentamente perdendo o brilho à medida que a vida se esvaía deles. Me aproximei silenciosamente e usei minha pata traseira para esmagar seu crânio, antes de caminhar pela floresta em busca de mais deles. Nada. Não senti cheiro de carne podre ou de ovos podres vindo na minha direção. Apenas o cheiro de pinheiros e terra, como a floresta deveria cheirar. Rosnei baixo, voltando em direção à minha matilha, minha casa em formato de castelo, minha raiva visível em meu rosto. Segui para os terrenos e me transformei, meus ossos rangendo e se ajustando alto, até que eu estivesse ali, na forma humana, olhando severamente para a minha patrulha, que parecia envergonhada, e meu Beta, James, que estava coberto de arranhões da cabeça aos pés, mas felizmente ileso. — Quantos ficaram feridos? — Eu exigi, minha voz era gelada e fria. — Ninguém. Todas as pessoas estão ilesas e contabilizadas, principalmente graças a você — Disse James rapidamente, enquanto a patrulha baixava a cabeça e evitava meu olhar. Um ômega me entregou silenciosamente algumas roupas e comecei a me vestir, meus movimentos bruscos e irritadiços. — Quantos rebeldes no total? — Perguntei com uma voz perigosa, enquanto fechava lentamente os botões da minha camisa — Quantos rebeldes chegaram ao meu território? A expressão de James era sombria. — Vinte rebeldes. Você cuidou de pelo menos nove enquanto nós cuidamos dos outros — Disse com tensão. Meus olhos faiscaram enquanto lutava contra o lobo que estava perto de se transformar e rasgar minha patrulha, que havia falhado esta noite. Os rebeldes nunca deveriam ter chegado tão perto da casa da alcateia. Eles deveriam ter sido avistados antes de entrarem no território. Fiquei olhando fixamente para todos eles. — O que aconteceu? Exijo uma explicação — Rugi. Os homens se encolheram. Nenhum deles olhou nos meus olhos. Minha voz ficou perigosamente calma — Eu preciso usar meu tom Alfa? Se isso acontecer, todos vocês serão punidos e banidos — Rosnei, completamente inclinado a matar todos. O mais jovem, com não mais do que dezoito anos, limpou a garganta e olhou para mim, tremendo. — Foi culpa minha — Sussurrou. Inclinei a cabeça, instigando-o a continuar. Ele engoliu em seco — Eu deveria estar de vigia e abandonei meu posto — Disse culpado. — Para fazer o quê? — Eu falei bruscamente. Ele corou. — Para encontrar uma garota — Murmurou. — Para encontrar uma garota? — Repeti em voz baixa — Você colocou essa alcateia em risco, apenas para conseguir ficar com alguém — Minha voz estava alta e indignada — O garoto corou e assentiu, olhando miseravelmente para o chão — E o outro? — Perguntei severamente e o garoto ficou confuso. — O outro? — Ele gaguejou. — Deve sempre haver dois vigias, em lados opostos, por causa desse exato e e******o motivo — Disse entre os dentes cerrados — Por que o outro não viu os rebeldes se aproximando? Os outros homens olharam nervosamente uns para os outros, até que James falou, parecendo confuso. — Não havia outro vigia, Rei Braedon. Você não colocou um no cronograma — Disse ele. Eu o encarei incrédulo. — Eu sempre coloco dois vigias no cronograma. Tem sido assim por anos — Disse de forma rígida — E se não foi, deveria ter me chamado a atenção. — Achei estranho — Disse James, com vergonha — Deveria ter questionado. Rosnei para todos eles. — Todos vocês devem ser punidos pelo que aconteceu esta noite. Já tenho outra patrulha caminhando pelo perímetro por causa do espetáculo de hoje à noite — Estalei os dedos — Todos vocês terão descontados o pagamento de hoje à noite — Eles assentiram, parecendo aliviados, mas eu ainda não tinha terminado. Virei-me para o jovem que havia causado toda essa confusão com sua incompetência e ao abandonar seu posto — Você será punido — Disse gelidamente — E a garota? Ela deveria pensar melhor antes de convencê-lo a sair de seu posto por algo tão irresponsável. Ela sabia que você estava de patrulha hoje à noite? — Rosnei. Ele hesitou. Eu esperei, me perguntando se ele seria t**o o suficiente para mentir para mim. Ele engoliu em seco e me olhou, seus olhos arregalados e sua expressão angustiada. — Sim, ela sabia, mas sinceramente, ela não sabia que haveria um ataque de rebeldes. Nós só queríamos passar um tempo sozinhos, sem nossos pais ficarem sabendo — Disse ele tentando suplicar. — Não importa — Eu disse com desdém — Toda garota ou mulher que está em idade de saber disso, conhece as regras e as consequências de encorajar um m****o da patrulha ou guerreiro a deixar seu posto quando está de serviço. Você não pode impedir que ela seja punida. Agora quero o nome dela — Disse, cruzando os braços sobre o peito e encarando-o diretamente. James discretamente fez um sinal para que os outros homens saíssem. O jovem parecia próximo de chorar. Eu não tinha simpatia por ele. Ele soltou um grande suspiro. — Rose Winters — Ele disse engasgado e eu assenti para James. — Você passará uma semana nas masmorras, apenas com pão e água para comer e beber — Minha voz mudou e eu irradiei minha aura Alfa, fazendo-o cair de joelhos — Você tinha algum conhecimento prévio desse ataque dos rebeldes? — Não, alteza, não sabia — Ele ofegou. Satisfeito, deixei minha aura desvanecer. — Você não será torturado, mas ficará acorrentado, você e sua garota — Disse com raiva, — E terá tempo para refletir sobre as graves consequências que sua estupidez poderia ter gerado. Você também deve um pedido de desculpas a cada um dos guerreiros que foram feridos, mesmo que levemente, esta noite. — Entendo — Ele disse gravemente, abaixando a cabeça. Olhei para James. — Tire esse i****a da minha vista. Quero a garota em uma cela separada — Sibilei — E garanta que uma ômega feminina esteja lá para cuidar dela. Não sou ingênuo quanto ao que pode acontecer com ela e, se alguém tocar nela, eu os matarei. Deixe isso bem claro — Disse a ele, friamente. Sempre tinha um guarda que achava que poderia se safar de alguma coisa e eu não permitiria que algo acontecesse sob minhas ordens, mesmo que a garota tivesse me irritado. Eu não era um completo monstro. Eu não tolerava nenhum tipo de estupro na minha alcateia. — Eu cuidarei disso pessoalmente — Disse James com respeito. — Bom. Certifique-se de que haja dois vigias e altere os horários se necessário também — Instruí, sentindo-me cansado. Ele assentiu. Eu me virei e segui pisando forte em direção à casa da alcateia, sentindo-me volátil e agressivo. “Eu realmente preciso encontrar minha companheira em breve”, pensei, ou tomar minha companheira escolhida, porque nesse ritmo meu lobo assumiria o controle e eu não seria capaz de continuar lutando contra ele. Tinha sido um esforço enorme voltar à forma humana esta noite, algo que eu não iria informar a James. A última coisa que eu precisava era que ele ficasse preocupado e me proibisse de me transformar. Depois dessa festa estúpida que estava por vir, eu resolveria esse problema de uma maneira ou de outra.
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