Capítulo 4

1417 Words
Já se passaram alguns dias desde que Carl começou a treinar alguns moradores daqui. Tenho trabalhado bastante também. Todas as manhãs eu ajudo Carol na cozinha, e durante a tarde eu aproveito para treinar um pouco. Caso esse tal de governador decida realmente nos atacar, quero estar preparada para conseguir me defender. -Corre, corre! Escutei falarem do lado de fora da cozinha. Olhei para Carol e a mesma já estava me encarando, como se também tentasse entender. Saí e vi várias pessoas correrem. -Espera, o que aconteceu? -Parei uma garotinha que estava vindo correndo. -Ele vai atacar, ele vai atacar! -Falou e saiu correndo novamente. Não pensei duas vezes antes de sair correndo na direção da saída. Preciso encontrar a Lori. Quando pisei meus pés do lado de fora da prisão, vi um enorme tanque de guerra do lado de fora dos portões. Ao seu lado há dois carros, onde há algumas pessoas com armas apontadas para nossa direção. De frente para o tanque de guerra está um homem com uma katana posicionada na direção de Hershel e Michonne, se não me engano com os nomes deles. Olhando para o lado de dentro, vi Carl, Rick, Maggie, Glenn e Daryl posicionados com suas armas. Aquele deve ser o famoso governador. Droga, ele está com a katana muito próxima do pescoço de Hershel. Saí completamente de meus pensamentos quando Rick começou a falar: -Você, de r**o de cavalo, é isso o que você quer? É isso o que qualquer um de vocês querem? -O que a gente quer, é o que vocês tem. Ponto final. Tá na hora de você cair fora, seu cuzão.-Disse um homem que estava em cima do tanque. -Já lutei contra ele antes, e depois, aceitamos os antigos amigos dele. Agora abaixa essas suas armas e entrem por aqueles portões... e serão um de nós. Eles ficaram se entreolhando e Rick continuou a falar: -Vamos esquecer tudo isso e ninguém mais irá morrer. Todos os que estão vivos até agora, todos os que chegaram até aqui, fizemos todos os tipos de coisas só para ficarmos vivos. Mas ainda podemos voltar, não estamos tão perdidos. O governador foi afastando aos poucos a Katana. -Ainda podemos voltar, eu sei, nós podemos... mudar. -Mentiroso. -O governador aproximou novamente a Katana e sem pensar duas vezes, cortou o pescoço do Hershel. Meu Deus, ele cortou a cabeça do Hershel fora! Uma enorme v*****e de vomitar composta também por um aperto no peito foi ficando cada segundo mais forte dentro de mim. Hershel caiu no chão e eu tampei meus ouvidos assim que balas começaram a sair das armas de todos os que estavam aqui desse lado. Olhei para Carl e o vi completamente focado atirando nas pessoas consideradas inimigas. O mesmo parou por um milésimo de segundo para secar seu rosto. Provavelmente é para tirar alguma lágrima que acabou caindo. Olhando mais uma vez para Rick, vi que ele estava ferido na perna e isso acabou fazendo ele se esconder atrás de um ônibus que havia ali. Graças a isso me lembrei mais uma vez de minha função e dei meia volta para voltar para dentro da prisão. -Espera. -Escutei uma voz masculina logo atrás de mim. -Se machucou? Aonde vai? É Carl. -Sua mãe. Tenho que encontrar ela e mante-la segura. -Vou junto. Você n******e ficar andando sozinha sem uma a**a. Concordei e me virei para correr novamente. Ao passarmos por quase todos os blocos, enfim chegamos no bloco C, onde quase todos nós dormimos. -Carl. -Uma garotinha o gritou então nos viramos juntos. -A sua mãe. -Disse sem fôlego. -Onde ela está? -Pude ver ele morder seus lábios. -Vem comigo. Ela saiu correndo e nós a acompanhamos. Paramos no bloco D e pude ver Lori sentada olhando para baixo. Ao seu redor há bastante líquido. -Mãe. -Carl falou assim que a viu também. -Carl, Sofia. -Ela olhou para nós. -Minha bolsa, ela... ela acabou estourando e uma dor insuportável veio em cima. Eu pensei em pedir ajuda mas não consegui me levantar daqui e... -Tudo bem, tudo bem mãe. Estamos aqui agora. Fomos para perto dela e eu peguei em sua mão. -Vocês precisam encontrar alguém que possa me ajudar. -Suspirou. -Sim, é, tem razão. Carl saiu correndo, deixando nós duas aqui. -O que está a-acontecendo lá fora? -Suspirou mais uma vez. -Não se preocupe com isso agora, Lori. -Apertei mais forte a sua mão. -Está doendo tanto. -Pegou na barriga. Sem saber como ajudar, permaneci em silêncio até Carl voltar junto de Maggie. Maggie está completamente abalada, não atoa, já que acabou de perder seu pai. Eu sei mais do que ninguém o quanto essa dor é uma coisa h******l. Assim que eles pisaram os pés aqui dentro, um barulho muito alto veio de perto de nós. Quando olhei para trás, vi que a parede havia sido atingida por algo incrívelmente forte. -Vamos para outro lugar. -Falei. Carl e Maggie me ajudaram a colocar Lori de pé. Assim que conseguimos, saímos do bloco D e fomos andando em busca de algum lugar melhor. Por fim tivemos de entrar em um cômodo onde fica os geradores, já que ela não estava mais aguentando ficar de pé. A deitamos no chão e Carl não saiu de perto dela nenhum segundo. -Mãe, mãe, olha pra mim. Fica de olhos abertos! -Lori com todo esse sangue eu nem sei se a dilatação está completa. Não adianta forçar. -Disse Maggie. -Eu sei o que isso significa, eu não vou perder meu bebê. Você vai ter que me abrir. -Não, não posso. -Se exasperou. -Você não tem escolha. -Mas eu não tenho anestesia nem medicamentos. -O Carl, ele tem uma faca. -Mas você não vai sobreviver. -Minha bebê tem que sobreviver, por favor. Por favor Maggie, por favor! -Ela levantou sua blusa. -Corta bem em cima da cicatriz cesariana. -Não consigo. -Maggie falou já desesperada. -Consegue, você precisa. E Carl, toma conta do seu pai e da sua irmãzinha pra mim, tá? Eu amo você e sempre vou te amar, meu filho. -Eu também amo você. -Ele disse chorando. Eles se abraçaram. -Estou pronta. -Ela disse secando as lágrimas e separando do abraço. Carl deu a faca para Maggie que suspirou em seguida. -Sofia, -Olhou para mim. -ajude-os a cuidar da Judith. Ela vai precisar de você. Concordei e sorri olhando para ela. -Me desculpe. -Maggie cortou sua barriga e a Lori começou a gritar de dor. -NÃO, MÃE. -Carl falou chorando. Fui até ele e segurei seu braço, como uma falha tentativa de conforto. -Vai ficar tudo bem. -Falei, o que o fez chorar mais. -Carl, me dê suas mãos. -Maggie o chamou. Ele foi até ela. -Certo, vamos lá. Vou puxar agora. Tudo bem vou tirar o bebê dela. Suspirei alivada ao ver que Maggie havia conseguido retirar a Judith. Ela a pegou no colo e bateu em suas costas para chorar, em seguida cortou seu cordão umbilical. Carl retirou a blusa que estava usando por cima e deu para Maggie que cobriu Judith. -Precisamos sair daqui. Carl olhou para a sua mãe e começou a chorar mais ao vê-la desacordada. -Não podemos deixar ela assim. -Ele falou. -Certo. -Maggie tirou do seu bolso uma a**a e estava mirando na cabeça da Lori. -Não, eu vou fazer isso. -Carl, não. -Eu tenho que fazer isso. Ela é minha mãe. -Tudo bem. -Ela o entregou a a**a e saimos de lá. Preferimos deixar ele sozinho. Logo que saímos, pude escutar o som do tiro. Ficamos a sua espera e finalmente vimos a porta se abrindo. -Já podemos ir. -Ele foi andando na frente e eu e Maggie atrás. -Posso pegar ela? -Perguntei. -Claro, toma. -Peguei ela do seu colo e a deitei sobre meus braços. Enquanto passávamos pelos corredores, não avistei absolutamente ninguém. E quando saímos de dentro da prisão foi a mesma coisa. Assim que foquei minha atenção no portão, vi uma horda de zumbis entrando. Carl e Maggie pegaram suas armas e começaram a atirar nos que se aproximavam de nós. Segurei Judith mais forte na tentativa de passar segurança para ela que estava chorando assustada com os tiros. Assim que estavamos quase conseguindo sair, vi o corpo do Hershel e do governador no chão. Desviei o caminho e não contei isso pra ninguém, já que tenho certeza que Maggie desabaria se visse essa cena. Quando enfim saimos, começamos a caminhar por dentro da floresta e a procurar por um novo lugar seguro para passarmos a noite.
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