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... 1 ...
***
Oi Rick, tudo bem? Se você ainda não percebeu é o Jefferson. Sinceramente eu não dou a mínima se está bem ou não então vou me poupar de ser educado ok?
Que bom que você não atendeu, assim posso ter o monólogo que tanto ensaiei hoje a noite.
Relaxa... Não precisa desligar. Não vou dizer que estou arrependido de terminar com você. Não vou dizer que entendi sua traição. Que a culpa também é minha. Por que não é.
A culpa é toda sua.
Mas não te liguei pra relembrar esse episódio patético. O que você fez comigo percorreu um caminho inesperado sabia? Fui do fundo do poço (literalmente) até o topo da montanha. Estou verdadeiramente grato por tudo que aconteceu.
Brigado Rick. Mesmo!
Você sabia que eu pensei até em me matar Rick? Triste né? Mas também imagina minha situação: No alto dos meus 33 anos, 11 de relação, com apartamento próprio, sociedade na academia, em vésperas de nós casarmos... E eu descubro que você vem tendo um caso com um atendente de farmácia a pelo menos 2 anos!?
E o pior! Quando eu te confronto diz estar apaixonado por ele! Que quer separar, dissolver a sociedade e seguir sua vida... Você consegue ao menos imaginar como eu fiquei?
Mas como você mesmo disse, isso é passado não é? Não quero mesmo falar sobre assuntos patéticos.
Quero te contar por que eu estou te agradecendo.
Quando eu me vi sozinho (Nada vai superar a sua cara de espanto quando eu te expulsei de casa. Soube que ainda está na sua mãe né? Como ela tá?) Eu fiquei perdido. Me sentia feio, m*l amado... um lixo.
Me forçava a ir trabalhar na academia, me forçava a comer, dormir... Estava machucado, sangrando por dentro. Quando você me ligou dizendo que começou a arrumar a papelada pra dissolver a sociedade, pra vender o apartamento... Confesso que eu quase pedi pra gente tentar mais uma vez.
Graças a Deus eu não fiz isso!! Não que você fosse aceitar, nossos amigos em comum tinham me alertado que você continuava com o Hugo... Hahahahah, que nome mais tosco... Hugo. Parece nome de duende.
Naquela semana da ligação eu pesquisei no YouTube sobre suicídio. Descobri umas 2 ou 3 maneiras que me pareceu o mais indolor possível. Cheguei até a comprar os remédios...
Antes que você se dê muita importância é bom eu te avisar: Eu não ia fazer isso só por sua causa. Você ERA especial pra mim. Muito!! Mas o que mais doía era a vergonha. A sensação de solidão absoluta que sua atitude fez comigo. Eu estava sem perspectiva nenhuma pro meu futuro. Logo estaria sem casa, sem serviço, sem você.
E voltar pra Santa Catarina estava fora de cogitação... Eu preferia morrer a ter que encarar meu pai preconceituoso de novo.
Assim semana passada eu deixei todo meu projeto suicida organizado em cima da cama. Pílulas, uma boa vodca, papel e caneta pra algum possível bilhete... E fui para o que, até então, seria o meu último dia de serviço.
Foi quando conheci minha fluoxetina caipira. Não sabe o que é fluoxetina? Não sou o Google. Pesquisa.
Ele estava esperando na porta da academia. Não eram nem 8 da manhã ainda. Cabelos e olhos claros, um belo corpo forte e uma cara de inocente. Muito, mas muito mais bonito e interessante que você. Cumprimentei ele sem muita animação (não estava muito no clima, você há de imaginar) e entrei pra ligar as luzes e o computador. O Loirão veio logo atrás.
Conversamos um pouco. Seu nome era João, tinha se mudado a poucos dias do interior pra cidade grande à trabalho e comprou uma casa na mesma rua da academia. Você sabe qual é. Aquele Sobradinho amarelo na esquina, lembra?
Disse que só ia começar o serviço dali a 2 semanas e precisava estravazar um pouco, por isso foi até a academia.
Você tinha que ver que gracinha era ele falando. Uma voz grossa e infantil ao mesmo tempo. Com aquele sotaque mineiro/caipira que eu sempre gostei. Um olhar curioso pra tudo e todos. Prestei mais atenção nele à despeito da minha amargura.
Conversamos por horas! Pela primeira vez em um bom tempo eu esqueci dos meus problemas. Ele me olhava nos olhos e tinha aquela ingenuidade e educação de gente da roça. Mesmo eu tendo esse jeitinho ele foi gentil o suficiente para me perguntar se eu tinha namorada...
Bonitinho...
Quando eu disse que tinha sido traído e acabado de romper com um cara ele, sem pestanejar, colocou a mão no meu ombro e olhou direto pra mim.
- Que barra, Jefferson. O cara deve ser um babaca pra sacanear alguém legal como você.
Ele foi tão carinhoso e simpático que eu não consegui me segurar. Abri o berreiro. Hahahahah.
Tentei me segurar mas quando percebi ele já tinha dado a volta no balcão e me abraçou com força. Aí já era demais. Chorei como um bebê. Foi horrível e libertador ao mesmo tempo.
O João, um completo desconhecido, continuou abraçado a mim e eu a ele. Quando me acalmei e caí em mim eu pedi desculpas e me afastei sem graça. Ele não me perguntou mais nada a respeito e eu gostei um pouco mais dele por isso.
Ele fez a inscrição na academia e prometeu voltar de noitinha pra começar a treinar. Quando ele foi embora percebi que eu estava mais calmo e tranquilo como não ficava a semanas.
Antes que eu me desse conta já era hora do almoço. Quem você acha que apareceu com uma marmita pra mim?
Eu nem acreditei. Ele foi logo sentando no balcão e me deu um sorriso. Me estendeu a marmita e avisou que ele mesmo havia feito o prato agora a pouco e como tinha sobrado muito lembrou de mim e trouxe um pouco.
Era frango caipira com quiabo. Estava divino! Ele disse que adorava cozinhar, aliás, o serviço que ele havia conseguido aqui perto era de chef de um restaurante de cozinha mineira.
Ele não tinha o tipo de cozinheiro. Se eu tivesse que adivinhar eu ia chutar algo mais... manual.
Eu e meu pré julgamento. Só por que o cara era gostoso e forte, sem uma grama de gordura, não poderia ser cozinheiro? Desde quando todos os cozinheiros eram cheinhos né?
Conversamos mais um tempão. Evitei falar de você e do nosso término. Falei um pouco da minha vida e do meu passado. Meu ânimo foi elevado durante o papo, você e minha situação solitária mais uma vez esquecido no fundo da minha mente.
Ele era de papo fácil. Franco e bobão (no melhor sentido possível). A cada minuto de conversa eu o via de uma forma mais colorida, mais interessante. Dei até uma gargalhada em algum momento da conversa.
Você sabe a quanto tempo eu não dava uma gargalhada?
Ele me falou dele também. 28 anos. Solteiro. Recém formado em gastronomia na cidadezinha dele. E gay.
É Rick... Minha fluoxetina caipira ainda por cima era gay!
Eu meio que duvidei. Ele não parecia nada gay. Nem voz nem trejeito. Bem diferente do seu duendinho biba.
Ele me explicou que esteve dentro do armário a vida toda. Cidade pequena, todo mundo conhecia todo mundo... Por isso ele saiu de lá e veio pra capital.
- Tive muita sorte. - ele sorriu pra mim - você é o primeiro viado que eu conheço.
Pela primeira vez olhei ele com algum interesse. Não que ele não fosse interessante. Ele era e muito! Mas eu simplesmente não estava no clima ou momento de conhecer ninguém naquele momento. Até então meus planos eram outros.
Ele deve ter reparado no meu semblante sombrio por que começou a fazer algumas piadas e brincadeiras até que eu melhorei.
- Você fica muito melhor quando sorri. - ele falou.
Ele estava me paquerando? Eu já estava a tanto tempo sem paquerar que sinceramente não sabia. Pela primeira vez na semana desejei ter me arrumado mais pra vir trabalhar.
Ele ficou mais um tempo batendo papo e depois se foi. Prometendo voltar pra treinar.
Corri no banheiro e me analisei. Eu estava um caco. Era de entender por que ele queria tanto me alimentar. Eu tinha olheiras e estava com o rosto encovado. Barba por fazer, cabelo desgrenhado, roupas largas... Não. Ele não tinha me paquerado. Tinha ficado com pena de mim.
Fiquei num clima melancólico até a noite, quando o João voltou.
Ele voltou pronto pra treinar. Só de regata branca e um short minúsculo. Tentei mas não consegui deixar de encarar seus músculos da coxa e braços. Ele era queimado de sol e seus músculos não pareciam ser de academia, mas sim de serviço braçal.
- Tô bonito? - ele perguntou sorrindo se exibindo
Concordei com a cabeça e sorri.
- Você também. - Ele piscou pra mim.
Ele foi pra aquela esteira que fica ao lado do balcão pra continuarmos o papo. Perguntei sobre seu porte físico sarado e ele me contou que ajudava o pai na fazenda.
O papo rolou pra todos os tópicos possíveis. Menos você.
Antes de fechar a academia já conversávamos sobre tudo. Perguntei se ele tinha pego muitos cowboys na terra dele e ele riu safado e inocente ao mesmo tempo.
- Tive minhas aventuras. Os pião as vezes se sentem muito sozinhos.
Aguardei ele fazer a última série de exercícios e apaguei as luzes. Saímos da academia e eu já sentia a melancolia voltando.
Ele esperou eu fechar tudo e me abraçou apertado. Seu cheiro era uma mistura de suor e Malbec. Me arrepiei.
- Jeff, você foi meu ponto alto do dia...
"Fim da mensagem.
Para ouvir novamente tecle 1, para ouvir a próxima mensagem tecle 2."
... 2 ...
Oi Rick, acabou que eu me estendi demais e não coube em uma mensagem só. Mas prometo que essa será a última.
Fui pra casa um pouco atordoado. Meus pensamentos vagavam no João. Que caipira lindo e apaixonante! E ele pareceu verdadeiramente feliz em me conhecer!
Quando cheguei em casa a realidade da minha vida me deu um soco no estômago. Fiquei quase uma hora encarando as pílulas e a bebida colocada cuidadosamente em cima da cama.
Peguei todas essas coisas e coloquei dentro da gaveta da escrivaninha. A idéia não estava descartada. Mas já não era mais tão convidativa assim.
Fui dormir calmo e acordei animado pra encontrar meu caipira.
Não sonhei com você, Rick. Não pensei em você e não me lembrei de você.
No dia seguinte cedo dei um tapa no visual. Fiz a barba e arrumei o cabelo. Escolhi as roupas com mai cuidado e até levei um conjunto hora pra treinar nas horas livres.
Era engraçado mas eu via o mundo um pouco mais nítido. Com mais cor.
João chegou perto das 9 horas. Trazia um saco nas mãos.
- Caramba Jeff! - ele me abraçou e me encarou de cima a baixo. - Você tá lindão!
Ele estava constantemente perfumado e sua cara amassada de sono só dava a ele um ar mais bonito.
Agradeci envaidecido e ele já foi logo se sentando no balcão e tirando da sacola uma Tupperware cheia de pães de queijo quentinhos e uma garrafa térmica com café com leite.
- Você está lindo mas está muito magrinho. - tinha muita gente já na academia mas ele nem prestava atenção. Distribuiu os pãezinhos pelo balcão e ficou me encarando.
Ele só parou de me encarar quando comi tudo. E estava maravilhoso.
- João... Por que você está fazendo tudo isso? - perguntei pra ele, ainda com a boca cheia.
- Não sei. - ele respondeu apenas. - Gostei de você. E gosto de te fazer sorrir.
Quase caí no choro de novo. Ele se inclinou no balcão e me deu um beijo na bochecha.
- No almoço eu volto tá? - e se foi.
Fiquei com aquele sorriso bobo. É bom ser elogiado né Rick?
No almoço ganhei um tutu de feijão com couve de matar. Recebi mais alguns elogios e me permiti dar alguns também. O clima ficou mais íntimo entre a gente. Devolvi os sorrisos e as trocas de olhares.
Ele me disse que voltaria a noite pra treinar e eu sugeri que ele viesse perto da hora de fechar. Assim ficaríamos mais a vontade. Ele pareceu entender e piscou pra mim antes de ir.
Naquela tarde você me ligou. Lembra? Foi sua primeira ligação desde que você me veio com a notícia da venda do apartamento. Tive a enorme satisfação de ignorar sua chamada e não me importar com isso.
Perto de hora de fechar eu me troquei e me perfumei. Vesti aquele conjunto azul escuro e preto que mais parece um pijama de tão curto e fiquei esperando minha fluoxetina caipira( já pesquisou o que é?)
Já estava trancando as portas quando ele apareceu. Usava o mesmo conjunto de ontem. Regata branca e short cinza. Trazia outra sacola nas mãos.
Me deu um beijo na bochecha e me fez dá uma voltinha.
- Olha só. Tá bonito hein?
- Olha pra você! Você quê é o bonito da dupla.
Ele me encarou sério e passou a mão pelo meu rosto.
- Você realmente não sabe como é especial né?
Me arrepiei inteiro e meus olhos marejaram.
Tranquei a academia e começamos a treinar. Na verdade o João começou a treinar e eu a ficar de olho nele. Como ele é gostoso e focado. Franzia a sombrancelha pra fazer cada exercício perfeitamente. Seus músculos saltando a cada flexão ou supino.
Em algum momento eu me perdi observando ele e quando percebi ele me encarava no meio de uma abdominal aérea.
Ele estava sério e eu fiquei sem graça.
- Desculpa João... Eu viajei na maionese... Tava perdido nas idéias.
Ele me encarou por mais um tempo com o semblante sério.
- Posso tirar a camisa?
Fiquei vermelho na hora. Se era uma paquera por que ele não sorria? Concordei e ele rapidamente tirou a camisa. Que corpo! Queimado e definido. Nunca tirou os olhos de mim.
Ele deu a volta por mim pegou um banco comprido nos braços.
- Me ajuda Jeff?
Segurei o banco com ele e fomos para o vestiário. Entendi a idéia dele. As janelas grandes de vidro da academia era uma janela e tanto pra qualquer bisbilhoteiro.
Ele deitou no banco e segurou dois pesos de 10 kg cada.
Sentei atrás dele e servi de apoio pro levantamento de peso dele.
Sua cabeça ficava roçando meu abdômen enquanto fazia sua sequência. Ele era lizinho e seus músculos despontavam por todo seu corpo.
Eu segurava seu antebraço pra apoia-lo mas não conseguia dezviar meu olhar do seu rosto concentrado e do seu corpo. Ele só com aquele short era como se estivesse de cueca.
Fui ficando e******o com aquela situação. E com medo. Afinal você sabe há quanto tempo que eu não transava né Rick? Você nunca foi um exemplo de máquina s****l mas nos últimos meses você não estava nem pra uma sucata s****l.
Ao menos não pra mim.
Não me contive e apertei de leve seu tríceps. Firme e musculoso. Ele pareceu sair do transe da concentração e olhou pra mim sorrindo sacana.
- Tenho algo pra gente. - Falou e saiu correndo. Voltou com a sacola e tirou uma garrafa de vinho dela. - Pra brindar esse encontro.
Minha atenção ia da garrafa ao seu calção. Ele estava e******o?
Ele deu um gole gigante no gargalo que quase acabou com um terço do vinho. Estendeu a garrafa pra mim.
- Eu só não trouxe taças.
- Não tenho problema com isso. - respondi olhando nos seus olhos.
Secamos a garrafa rapidamente e o João segurou os mesmos pesos de antes. Ficou de costas pra mim e começou fazer uma sequência de levantamento. Eu já sabia que ele queria.
Me aproximei por trás dele e colei meu tronco em suas costas. Eu era um pouco mais alto do que ele e meu p*u duro se encostou gentilmente no alto de sua b***a. Ele parou o levantamento no meio de uma sequência e olhou sério de lado pra mim. Passei minha mão por baixo de seu braço e puxei ele pra mais perto.
- Você é lindo. - sussurrei em seu ouvido.
Que sensação boa sentir um macho se arrepiando em suas mãos. Um macho de verdade. Não um bebê duende.
- Você que é. - ele respondeu sussurrando também.
Eu passava minhas mãos pelo seu braço inteiro. Apertava seus músculos e cheirava sua nuca. Ele continuou no levantamento mas suspirava e gemia baixinho a cada investida minha.
E ele não sorria.
Apertei seu mamilo de leve e ele deu um gemido alto e soltou um dos pesos no susto.
- Desculpa Jeff. - Ele recolheu o peso do chão e colocou no lugar.
- Por que você não sorri pra mim? - perguntei um pouco receoso.
- Eu estou um pouco nervoso. - ele admitiu olhando pra baixo, sem graça. - pegar pião atrás da moita é uma coisa. Ter algo com alguém como você é outra. Tenho medo de pisar na bola. Eu realmente gostei de você.
Fiquei encarando ele sem resposta.
- João... Só seja você mesmo.
Ele sorriu mais a vontade e pediu que eu deitasse no chão pra me alongar.
Obedeci e ele se ajoelhou na minha frente. Colocou uma coxa entre minhas pernas e eu soltei um gemido quando meu p*u foi pressionado por ela. Ele voltou a ficar concentrado e levantou uma de minhas pernas pro alto.
Segurei seu short com t***o. Minha vontade era rasgar nossas roupas e pedir pra ele me comer naquela posição. Mas fiquei sem graça de falar algo. Ele ergueu minha perna ainda mais e eu soltei outro gemido.
Ele sorriu pela primeira vez.
- Você está de barraca armada.
- Você também.
Ele me encarou pensativo. Seus olhos brilhavam.
- Eu posso te beijar?
Concordei com a cabeça. Se eu tentasse responder talvez iria chorar.
Ele se inclinou pra mim e me deu um beijo.
Seus lábios eram suaves e másculos. Lábios de quem controla um beijo com precisão. Sua língua invadiu minha boca com calma e tato. Fiquei entregue e mole pra ele. Ele se afastou o suficiente pra sussurrar pra mim.
- Jeff, que boca gostosa você tem!
Antes que eu pudesse responder ele me beijou novamente. Agora com mais energia. Percorreu cada cantinho da minha boca. Mordiscou meus lábios e fez carinho em mim. As lágrimas caíam dos meus olhos e eu não tinha força pra conte las.
- Ei seu lindo..- ele enxugou meu rosto com a mão. - Pode tirar essa tristeza do coração que eu vou te fazer muito feliz hoje viu?
Concordei novamente. João me levantou e me encostou nos armários do vestiário. Com calma e carinho ele voltou a me beijar. Senti seu p*u estourando junto ao meu e senti uma corrente elétrica por todo meu corpo. Que sensação gostosa! Que pegada!
Senti sua mão percorrer meus braços e minha nuca com suavidade. Ele tinha uma toque macio e carinhoso que destoava do seu corpo musculoso. Ele começou a levantar minha camisa e passei as mãos em suas costas, desci para sua b***a firme e redonda e apertei com fervor. Ele arqueou, suspirou alto e me beijou com mais urgência.
Ele me chamava de lindo, gostoso e todos os outros sinônimos possíveis. Mordiscava minha orelha enquanto me elogiava e eu morria de t***o.
Ele foi mais carinhoso e atencioso do que você jamais foi Rick. E estou falando a verdade.
Sua mão desceu até o meu p*u e ele apertou com jeitinho. Quase gozei ali mesmo. Dei um gemido fino e ele sorriu contente pra mim.
- Que p*u gostoso Jeff.
Larguei o pudor de lado e apanhei seu mastro também. Eu não conseguia ver mas parecia sérum pouco menor e mais grosso que o meu.
Nos punhetamos e nos beijamos até ficarmos quase loucos. Era gemido pra lá, gemido pra cá.
Por fim eu não aguentei e implorei pra ser comido. Ele sorriu e disse que estava esperando eu pedir.
Ah Rick. Que sexo maravilhoso! Fiquei moído e arregaçado por dois dias depois dessa transa. Transamos no banco de exercícios, nos armários e no chuveiro... Que delícia!
Minha primeira g****a foi tão boa e surreal que chorei. Chorei por mim e por você. Pelas coisas que eu perdi e pelas que estavam surgindo.
Durante todo o choro ele não parou de me beijar e de me dizer o quanto sou incrível.
Naquela noite eu dormi fora de casa com outro homem. Foi a primeira vez em 11 anos que eu fiz algo assim. E mão estava nada arrependido. Pedimos pizza e conversamos até amanhecer. Também fizemos amor mais algumas vezes, óbvio.
Contei realmente todos os meus problemas e o que eu tinha pensado em fazer comigo mesmo. Percebi que ele segurou as lágrimas nessa hora.
Antes de nos despedirmos ele prometeu que me ajudaria de todas as formas que ele conseguisse. E eu acreditei nele.
Fim, Rick. Linda história não? Parece mentira né? Que conveniente surgir esse príncipe encantado no meu momento de maior aflição!
Pois me diga querido, como você acha que eu consegui dinheiro pra comprar minha parte tanto do apartamento quanto da academia? Você deve ter recebido a papelada hoje cedo não?
Eu acreditei e ele cumpriu a promessa. Me emprestou uma bela grana com juros justos. Está do meu lado pra tudo, me apoiando e me fazendo feliz.
Não sou ingênuo amore. Não passei o sentimento que tinha por você para ele. E não, não estou apaixonado por ele. Posso um dia ficar, mas não ainda.
Conhecer ele me mostrou uma coisa. Eu não posso viver por alguém. Tenho que viver por mim! Os adendos que aparecerem é lucro.
Ficar desesperado por causa de homem é outra que não pretendo mais fazer.
Criei um vínculo muito especial com o João. Ele enxerga o melhor em mim e me faz enxergar o mesmo. Ouso falar que nunca estive tão feliz na minha vida.
Esse foi o motivo da ligação. Dizer que estou bem. Que sua atitude me derrubou mas eu levantei com pernas de aço Rick.
Não te odeio e não desejo seu m*l. Mas não espere que eu deseje o seu bem também.
Por falar nisso li a sua mensagem de ontem a noite querendo voltar. Dei uma sondada e soube que o Hugo duende já cansou de você. Terminaram e tudo... Pois é Rick, quando deixa de ser proibido as vezes perde a graça né? Vou desligar e te bloquear amore. Beijos e até nunca mais.
"Fim da mensagem"
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