CONTINUAÇÃO...
ALINE NARRANDO
A surra dessa noite porque ele queria t*****r e como todas as vezes eu neguei, depois de ele gozar vendo que eu não demonstrava satisfação alguma, ele me quebrou, ele não bato no meu rosto, nem nas minhas pernas quando tem eventos próximos, então dessa vez, as pancadas foram na costela e no meio da coxa para cima, isso porque hoje tem pagode no morro e eu tenho que estar lá como o troféu dele.
Entro de baixo de chuveiro e deixo a água levar um pouco da minha dor, as crianças estão com a minha mãe e eu tenho que ir ver elas e por isso já vou me arrumar para esse inferno de pagode e depois o demônio vai me buscar lá, porque ai de mim chegar no pagode sozinha.
Deixo algumas lagrimas cair e sinto a minha costela pulsar de dor se tiver quebrado não é novidade, não sei como ainda conseguem cicatrizar, já perdi até as contas de quantas vezes eu as tive quebradas já.
Aline nunca tentou fugir? Não, nunca tive como nem tentar. Barão é chefe da maré e comando o TCP, ele tem vapores e seguranças por cada canto desse morro, fiquei dois anos presa totalmente, depois passei sair só com ele, depois ele passou a dizer que eu estava ficando feia como se eu me importasse com o oque ele pensasse, mas foi ai que ele me mandou pra academia, ele fechou a academia por duas horas pra eu não ter contato com ninguém, treinava e treino na força do ódio, descarregado a minha dor e meu ódio no treino porquê da um tiro nele ou uma facada é impossível.
Sabe atirar? Sim, a quatro anos atras ele foi preso, tive que aprender a atirar e amo uma faca, isso porque estavam com poucos vapores no morro e os da boca não estavam sendo confiáveis, ai ele me mandou ficar lá com o lobo e o canhão que é o gerente dele, engraçado é ele pensa que podia confiar em mim, é porque eu sempre tinha gente de olho em mim e ninguém nunca conseguiu falar comigo diretamente, senão eu já tinha fudido com a vida dele sem pensa duas vezes.
Já participei de duas invasões, já tive que ir visitar ele na prisão por seis meses que foi o tempo que ele ficou preso, enfim eu já passei de tudo nessa vida de merda e a única coisa que me mantém de paz são os meus filhos
Mas se sabe usar facas porque não fez o trabalho? Vai ser até engraçado o que eu vou falar, mas é a verdade. Na casa só tem talheres de plástico, copos e pratos de vidro, mais os talheres reais, ficam dentro de uma dispensa trancada, para ser usado quando tem resenha aqui. Mas você o mataria? Sem pensa duas vezes, mas para mim fazes isso eu precisava ter a segurança que canhão não me matasse em seguida. Como assim? Canhão é o gerente do barão, diferente de lobo que tem uma amizade comigo, canhão não me suporta, não me pergunte por que, mas ele é o responsável por me matar se eu fizer algo com o barão. Como sabe disso? Quando barão saiu da prisão ele fez uma reunião comigo e com canhão e ele deixou bem claro isso, então mesmo que uma faca fosse deixada na mesa por descuido, eu não poderia o matar, pois morreria no segundo depois e eu tenho os meus filhos pequenos que ainda precisam de mim.
Saio do banho com muita dor ainda, me seco como consigo, vou até o armário do banheiro e tomo um remédio para dor, faço a minha higiene pessoal e depois vou me vestir para enfrentar mais um problema na minha vida.
Barão fez o favor de fazer a minha mãe acreditar que eu fui a responsável pela morte do ver que eu chamava de pai, por um lado sim foi minha culpa, mas não foi eu que procurei que ele tentasse abusar de mim. Barão falou não sei o que pra minha mãe que ela m*l fala comigo, o máximo é como as crianças ficara e passaram o dia e as palavras dela quando voltou ao morro foi ‘ se estou aqui são pelos meus netos, pra mim você morreu’, me desmanchei de chorar aquele dia, porque ela era a única pessoa que eu queria perto de mim, que pudesse saber o que eu realmente passo e que pudesse me da conforto quando eu fosse até ela, mas não, eu não posso. Quando eu vou pegar as crianças eu pego no portão e quando ela me deixa entra para ver eles como hoje que eu só vou ir lá e depois sair, ela me deixa ficar na varanda da casa. Ela não mora mais na mesma casa, barão a colocou mais para cima do morro e a casa fica cercada de segurança, mas não é pela segurança dos meu filhos e sim para garantir que a garantia dele para me manter presa não suma e nem se firam, enfim de todas as formas e jeito eu vivo um inferno e não sei se um dia eu vou sair dele.
Me olho no espelho e sinto os meus olhos encher de lagrimas, essas lagrimas que eu só derramo quando estou sozinha, quando só eu sinto tudo que eu passei e passo. Coloquei um vestido longo, com um decote mais abeto e as costas nuas, ele tem uma f***a na parte esquerda que só aparece quando ando, coloco uma rasteirinha nos pés e respiros fundo para mais uma encenação. Quando solto o ar eu vejo até estrela de dor e eu não sei o que vou fazer dessa vez, porque o filho da p**a não mandou a Gabi dessa vez e ela é a única que sabe cuida disso e me passa os remédio certos e por falar em Gabi.
Minha amiga já chorou muito comigo, já ofereceu me ajuda, mas ela não pode, ninguém pode me ajudar, barão mata toda e qualquer pessoa que tenta me tirar dele e sem falar que se eu tenta e der errado ele mata os meus filhos e eu não posso suportar essa dor, então eu vivo com ela, suporto ela porque eu sei que Murilo e Maya estão bem e seguros, mas se um dia algo acontecer com qualquer um deles eu não vou aguentar.
Saio de casa e pego o carro, tenho que andar nos carros mais chics e caros pelo morro, as minhas roupas não sou eu que escolho então por isso uso tudo sem pensa se eu vou apanhar ou não, já que foi ele que comprou, ele que aceite e pronto. Buzino e o portão é aberto, moro o pico do morro, uma casa com sete quartos, três salas, cozinha, área de lazer, sala de jogos e o c*****o, literalmente uma mansão dentro da favela, qualquer mulher ficaria feliz por isso, mas eu não vejo beleza em um lugar que eu vivo só dor e sofrimento, mesmo tudo ali sendo lindo e perfeito eu não consigo ver beleza em nada.
Sigo descendo o morro e vendo tudo ao meu redor, muitas pessoas sorrindo, crianças brincando e eu penso que os meus nos máximo vão para a escola, mas para eles irem eu também apanhei muito. Mas você apanha dele por quê? Como eu me disse nunca compactuei com o errado e tudo que ele fez comigo foi errado, então eu bato de frente com ele, eu não me sujeito as coisas que ele quer, nem mesmo se isso me custa uma surra, eu nunca abaixei a cabeça e nem vou baixa para ele. Sei que muitas pensam que eu devia ficar na minha, mas tem coisas que não dá para aceitar e ficar calada, por isso eu falo mesmo e suporto tudo calada e sem deixa nenhuma lagrima cair, não na frente dele pelo menos. Paro o carro na frente da casa da minha mãe e desço do mesmo depois de desligá-lo, sinto a minha costela e tento respirar fundo porque eu sei que não vou suportar a dor dos meus pequenos pular no meu colo quando me veem.
Toco a campainha e nada de virem abrir, toco mais um, duas, três vezes e o meu desespero bate, sinto meus olhos encherem de lagrimas e pego o meu celular que só tem o número da minha mãe e do barão, ele é bloqueado para a internet e eu só uso para a ligação quando saio de casa. Disco o número da minha mãe, mas antes de chamar eu a vejo vindo com os meus filhos e respiro aliviada.
MURILO/MAYA- MAMÃE. _ eles gritam chamando atenção de vários na rua que nos olham e correm na minha direção.
ALINE- bom dia meus amores. _ falo abraçando-os.
MURILO- está com dor mamãe? _ ele pergunta por que não consegui segurar o gemido.
ALINE- não filho, foi só um m*l jeito. Aonde foram? _ já pergunto para mudar de assunto.
MAYA- almoçamos da tia sara. _ ela fala do restaurante da praça, onde vai ter o pagode.
ALINE- que gostosa e agora vão brincar? _ pergunto vendo a minha mãe abrir o portão e entrando.
MURILO- nós estamos montando uma casa com jornais enrolados. _ fala e eu sorrio, minha mãe e eu fazíamos muitas dessas casinha quando eu tinha a idade dele, enrolavas as folhas de jornais e colava uma na outra e assim íamos levantando uma casinha como o teto em triangulo que abri e permitiam guardar coisas lá dentro.
ALINE- nossa acho que vai filha linda. _ eu falo e Maya sorri.
MAYA- vamos entrar mamãe para você vê como esta. _ ele fala e eu n**o sabendo que não posso entrar.
ALINE- deixa para eu ver quando estiver pronta, assim eu vou ficar ainda mais surpresa. _ eu falo e ela sorri. - Eu amo vocês sabiam. _ eu falo e eles sorriem. Amo tanto meus filhos, mesmo tento vindo da forma que vieram eles são tudo para mim e como não teve mais? Na consulta após o resguardo da Maya, Gabi colocou um Dil em mim, barão nem sonha com isso, porque ele nunca me deixou tomar remédio e nem me cuida, mas eu precisava, não ia ficar engravidando de um monstro, amo meu filhos, mas não pretendo colocar outro no mundo para viver o que vivemos.
Sento na varando com meus filhos e fico ali conversando com eles, sinto uma tontura de leve e deve ser por não ter comido nada desde ontem de tarde. As crianças correm para dentro de casa para pegar a sobremesa que a minha mãe fez para eles e voltam com pudim, sorrio ao ver meus filhos bem e feliz, quase sempre eu consigo deixar eles só assim felizes, mas as vezes eles choram pelo medo que tem do barão e por como ele os trata e isso é o que mais me dói.
Vejo um carro parando na frente do portão e já sei quem é, me despeço dos meus filhos dizendo que amanhã venho pegar eles, mas acredito que eu não vá conseguir vir, porque essa noite eu vou passar o mesmo que a passa e como amanhã não tem evento, ele vai acabar comigo. Fica na sua Aline! Não dá para ficar na minha enquanto ele faz comigo o que quer, sem eu querer. Entrei no carro cala e ele puxão meu rosto com força e beija a minha boca, sinto nojo, mas me mantenho calada e ele segue puto de ódio já.
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