Chamei para uma enfermeira pedindo que me atualizasse para qualquer coisa relacionado a saúde da Sarah Martins, independente do que estivesse fazendo pois estava ansioso para que ela acordasse, querendo saber e descobrir o que tinha acontecido. Não que eu não confiava na palavra da senhora Oliveira porém queria saber das palavras da minha paciente pois se tinha algo que eu tinha tanto certeza era que ninguém além dela mesmo saberia me explicar o que sentiu antes do desmaio e essa informação era de muita importância.
Tomei caminho do escritório começando a trabalhar sobre documentações relacionados a outros pacientes, novos funcionários e até demais hospitais que queria fazer uma parceria portanto que deveria ser analisado com cuidado pois sabia que nesse mundo existia muita gente como aquela maldita mulher que apareceu em minha vida com intenção de me ferrar e hoje estava presa na prisão onde deveria estar e por isso que para certo documentos eu tinha que ficar mais atento não deixando nenhuma brecha passar. O dia acabou passando rapidamente, não obtive notícias do estado da Sarah Martins onde provavelmente continuava desmaiada, estava quase de noite e não sabia se arriscava em voltar para casa ou ficasse aqui caso alguma novidades ao respeito da minha paciente chegaria, optando então a ficar por aqui, adiantando alguns trabalhos, estando tão bem consentrado que nem vi a visita inesperada que adentrou em meu escritório.
— Então é assim que me trata, me expulsando do seu hospital? - pergunta o homem desconhecido
— Como o senhor me expulsou da sua casa quando a minha tia veio a falecer - respondo seco para ele
— Um pouco mais de respeito pelo seu tio é bom, visse? - disse ele
— SEGURANÇA A UM HOMEM ME IMPORTUNANDO E GOSTARIA QUE FOSSE RETIRADO POR FAVOR - grito em voz alto para ser ouvido
Logo um segurança vem e retira o tio Thiago do meu escritório como havia pedido, liguei para polícia estando irritado contando os acontecimentos após o falecimento da minha tia e principalmente da reação do meu tio Thiago o que foi convocado na delegacia tendo que me pagar os anos em que se negou a me acolher quando eu era pequeno ou caso recusasse teria que passar uns anos atrás de uma cela na prisão, o que obviamente ele não gostou nenhuma das duas opções tendo que me segurar para não rir da cara de raiva que ele fazia, sabendo que iria acabar irritando-o mais ainda, mesmo sabendo que essa história não estava presta a terminar mas sim começar pois conhecendo o jeito do meu tio Thiago, ele iria fazer de tudo para conseguir algum dinheiro comigo pois poderia morrer tentando que de mim não pegaria nenhum centavo.
Sentado em minha cadeira pego um quadro que estava na beira da minha mesa onde observava aquela mulher que aos meus olhos merecia ter todo meu respeito e que hoje sentia muita falta tanto da companhia dela quanto dos seus conselhos que me lembro que ainda pequeno eu era uma criança muita curioso e nenhuma pergunta que já fiz para ela não deixou de me responder que não era nem mais nem menos do que minha mãe que sentia saudades dela cada dia que se passava.
Os dias se passaram, descobri que Sarah Martins estava na verdade em um tipo de coma me deixando ainda mais preocupado querendo fazer logo todos os exames possíveis pois caso fosse uma doença grave como por exemplo um câncer queria começar o quanto antes o tratamento para poder cura-la pois ter que carregar a sua morte seria o fim do mundo para mim e não consegueria viver sabendo disso, portanto tentava manter mente positiva e pensar que tudo dará certo tentando evitar de me preocupar com antecedência de algo que ainda não teria acontecido e que esperava que não acontecerá.
Dia trabalhava no escritório, noite ficava acompanhando a respiração da Sarah Martins que aparentamente estava bem por mais de estar em coma, se alimentando por tubo diretamente ligado em suas veias, havia vezes que sua respiração estava mais acelerada do que deveria estar, outros que estava mais regularizado, me deixando mais tranquilo pois era assim que deveria estar sempre porém algo estava me deixando inquieto pois meus instintos se médico estava me deixando que tinha algo ali de muito errado e geralmente meus instintos não tinha uma tendência a errar, fazendo-me perguntar o que poderia ser e principalmente se tivesse cura pois sentia que haveria uma notícia r**m que poderia mudar todo o rumo da Sarah Martins portanto não sabia o que era, deixando o meu coração agoniado por uma razão desconhecido.
Sarah:
Acordei desorientada como se estivesse dormindo há muito tempo, talvez como a bela adormecida não sei, viro para um lado logo para o outro tentando me lembrar do que tinha acontecido porém cada esforço que fazia tentando recordar os acontecimentos a minha cabeça doía me deixando completamente sem entender nada, o que de fato estava começando a me assustar um pouco, pronta para levantar dessa cama mas quando encostei um pé no chão uma das enfermeiras veio correndo até mim pedindo para a outra avisar meu médico responsável que eu havia finalmente acordada, me deixando ainda mais confusa de que já estava.
— como assim acabei de acordar? - pergunto estando meio desorientada
— por favor aguarda que o médico já está vindo - responde a enfermeira
Logo ele adentrou, seu olhar, sua boca, seu jeito de caminhar, nada havia mudado apenas que ele estava crescido e estava mais lindo do que as minhas lembranças, meu médico que estava me atendendo era nem mais nem menos aquele garotinho de antigamente com esse traidor do Pupy que mostrou minha moradia naquela época, onde ele me aconselhou para não desistir do meu sonho em ser bailarina. Aquele que procurei por toda parte querendo agradecer e que nunca achava.
Meu coração batia cada vez mais forte, sua voz havia se tornado muito mas muito mais sexy do que as minhas lembranças, não conseguindo prestar atenção em nenhuma só palavra que ele dizia até que o mesmo perceba e simplesmente parou de falar me fazendo voltar a realidade que nem havia percebido que não estava prestando atenção.
— Senhorita Sarah Martins ouviu o que estava lhe dizendo? - pergunta ele
— Desculpa estava meio que viajando, lembrando do Pupy, de você ter me incentivado para não desistir do balé e que eu finalmente te achei após tanto anos te procurando para te agradecer pelo seu conselho pois se não fosse por você, talvez, eu teria desistido do meu sonho pela capricho da minha mãe e pela promessa que fiz a ela… - respondo para ele