— fico feliz que seguiu meu conselho e que não desistiu e te agradeço por ter se lembrado de mim… - responde o mesmo estando meio sem graça
Marcos me explicou que precisava fazer alguns exames tendo uns de boas outros mais cansativos para poder descobrir o motivo por eu ter desmaiada, me contando um breve resumo do que teria acontecido sobre a versão da Dona Oliveira e assim aos poucos as coisas começaram a volta na minha cabeça onde contei tudo para o mesmo que estava presentando atenção em cada detalhe que estava lhe contando, depois Marcos pediu que eu descansasse um pouco para poder recuperar a minha energia pois enquanto conversamos ele me pediu para caminhar um pouco mais por ter tido no coma por tanto tempo que também tinha acabado de descobrir que estava, fiquei um tanto bamba e ainda não me sentia tão bem, como se pudesse acabar desmaiando novamente o que era tudo que menos queria o Marcos que se levantou de onde estava sentado se dirigindo até a saída.
— amanhã começamos os exames - disse ele ao sair do quarto do hospital que eu estava
— Está bem, Doutor! - respondo para ele.
Me ajeitei na cama e ali adormeci no mesmo instante. Na manhã seguinte acordei bem, quase me esquecendo que estava no hospital, a enfermeira estava ao meu lado para me ajudar a levantar, trocar de roupa usando a vestimenta do hospital para em seguida ir fazer o primeiro exames que logo foi o primeiro cansativo, mais tarde cheguei novamente no quarto onde logo deitei acabando dormindo sem nem perceber mas logo fui acordada por uma das enfermeiras, dizendo que eu tinha que tentar permanecer acordada, sendo uma das tarefas mais difíceis que eu poderia ter.
Os dias foram passando, cada exames e exercícios que fazia no dia a dia me era bastante cansativo, tendo tudo que eu mais queria era praticar balé novamente, a final após tantos ensaios, dedicação e aprendizado que tive tanto com a minha ex-professora e a escola Lavelo, estava era doida para voltar para onde eu precisava estar por isso não reclamava por quantos exames eu tinha que fazer pois minha prioridade era ficar boa novamente para sair daquele hospital mas é claro após ter conseguido o número do Marcos que estava cuidando tão bem de mim, aqui.
Nada ainda de notícia, Higor Oliveira vinha aqui regularmente para saber de mim querendo saber uma previsão de quando eu poderia retornar, aos poucos vendo que a resposta não sairia tão cedo a escola Lavelo decidiu me põe de atestado com prazo indeterminado, estava ficando cada vez mais nervosa pois dali sabia que coisa boa que não era, perguntando para o Marcos se havia alguma novidades mas nada, fazendo exames novos, outros novamente, parecendo que isso nunca iria acabar parecendo aquele ciclo r**m que você não consegue sair dessa, me deixando angustiada cada vez mais, apenas vendo os dias se passaram sem ter resposta a respeito da minha saúde, começando então a prejudicar o meu sono.
Demorava a dormir, acordando no meio da madrugada ficando horas sem conseguir pregar o olho até que finalmente consegui dormir sendo isso quase todas as noites já durante o dia estava com as esperanças em saber alguma coisa mas ainda nada, começando a piorar minha apetite , perdendo a vontade de comer, voltando a ser alimentada por tubo o que era desagradável demais mas mesmo assim a comida não descia e eu sabia que precisava me alimentar para seguir em diante com os exames.
Uma noite onde achei que seria a mesma palhaçada, consegui milagrosamente a dormir no mesmo instante porém naquela noite cheguei a passar muito m*l , chamei a enfermeira que chamou o Marcos que veio literalmente correndo até meu quarto onde chamou a sua equipe fazendo o último exame que era suposto fazer daqui duas semanas portanto insistiu em fazer agora, pediu licença para se retirar e uma hora depois voltou segurando um papel em sua mão, com um olhar triste, sentindo que a bomba iria cair agora em qualquer momento, engulo a minha saliva, conto mentalmente até três tentando me manter calma, olhando agora diretamente para o mesmo, esperando para o que estava por vir.
— Pode falar, Marcos! - Falo seriamente para ele
Marcos:
Não sabia como dizer isso para ela, magoava meu coração tendo que cortar seu baralho anunciando que como sua mãe ela tinha a mesma doença tendo que desistir dos seus maiores sonhos de balé e estando preocupado em saber qual seria a sua reação ao descobrir a verdade. Se para ela era duro de esperar para mim era difícil de lhe contar pois sabia que seria um grande choque para a Sarah Martins que tinha tanto sonhado em um dia ser tão reconhecida como um dia foi a mãe dela. Fechava os olhos tentando me manter calmo e não demostrar fraqueza na frente da mesma mas a tarefa não era das mais simples.
Ficando admirado pela força e determinação dessa garota que me encarava seriamente querendo saber logo o que eu havia a dizer, sem força nem capacidade me aproximo dela entregando o documento que estava em minha mão pegando-a de surpresa no início mas assim que entendeu que o documento era para ela, Sarah pega o mesmo da minha mão que logo cai no chão onde a mesma começou a chorar desesperadamente entendendo agora a gravidade da situação, enquanto eu ficava lá sem saber o que dizer, fazer oi agir me sentindo um verdadeiro lixo enquanto tentava uma maneira de anima-la um pouco.
— Vamos tentar achar uma cura eu prometo e se não pode ensaiar balé quem disse que não pode se tornar uma professora em? - falo para a Sarah
Sarah ficou calada , não me respondeu por um momento até que pediu para eu me retirar, não falei mais nada pois sabia que agora ela precisava passar por uma fase difícil, aceitar que a carreira de balé que tanto sonho já não existia mais e infelizmente isso não era algo que eu conseguiria tirar a dor dela por mais que eu queria onde mesmo sabendo que não era verdade me sentia culpado e atrasado por vê-la desse jeito mas ao mesmo tempo feliz que fui eu que trouxe essa dura verdade além de um da minha equipe que normalmente estaria cuidando dela se eu não tivesse pedido para trocar de lugar.
Cada dia que passava estava ficando mais apaixonado pela Sarah Martins portanto não sabia se ela sentia o mesmo por mim e sentia que agora não era o momento para me declarar por ela estar mais sensível e tomar uma decisão errada ou precipitada que poderia se arrepender depois então deixei mete sentimentos um momento de lado e assim continuei trabalhando enquanto cuidava da Sarah que estava iniciando uma crise de depressão tendo que se manter mais atento para evitar que fizesse qualquer besteira então instalei câmeras em seu quarto após receber sua permissão ligada diretamente em meu celular pessoal invés do computador ou celular da empresa que as vezes ficava com a Rozie quando tinha que resolver algumas coisas e não queria ocorrer o risco de nada por isso coloquei no meu.