Sarah:
Após ter sido escolhido não havia mais nenhum dia de descanso tendo todo dia ensaios de balé mas que cada suor que caia sobre meu rosto não deixava a minha felicidade desaparecer por ter voltado ao mundo do balé por mais que havia acabado de quebrar a promessa feito a minha mãe quando era pequena depois de ela ter ficado doente na época e tendo falecido, sentindo um leve aperto em meu peito como se tivesse traindo a mulher que eu mais admirava que ainda continuava a ser muito respeitada pelas pessoas de antigamente que continuava praticando balé acabando me deixando emocionada quando acabava ouvindo sem querer o nome da minha mãe sendo citado onde também às vezes algumas pessoas perguntando onde que sua filha foi parar, se referindo a mim, e eu fingia não estar prestando atenção.
Sim, eu não tinha revelado meu sobrenome pois não me achava no direito de ganhar toda atenção ou até tratamento especial só por ser filha da maior dançarina do mundo do balé onde me apresentei como Sarah deixando o sobrenome em branco na ficha que eu tinha que preencher por mais que sabia que um dia eles iriam perguntar mas por agora não queria me preocupar no assunto, querendo permanecer por enquanto anônima e continuando. Praticar balé sem ter perguntas de pessoas aleatórias querendo saber da vida pessoal da minha mãe quanto a minha.
Os ensaios eram geralmente na parte da noite me dando tempo o suficiente para trabalhar de manhã, estudar ou ensaiar a tarde para ir aos ensaios depois das seis da tarde onde no fim de semana eu ia até uma casa de idosa me apresentar para eles oferecendo um entretenimento, uma vez por semana sendo geralmente nos sábados que não tinha normalmente para poder descansar no domingo após ter uma semana corrida.
Estava sentada no chão olhando para a janela do meu apartamento enquanto fazia os meus alongamentos do dia, o dia estava ensolarado com uma brisa de vento agradável ou seja perfeito para uma boa corrida e a fim de se manter em forma que assim que acabei o alongamento, levantei de onde estava sentada calçando um par de tênis, pegando minha mochila, certificando que não estava esquecendo nada, colocando em minhas costas e por último meu celular com meu fone de ouvido que coloquei, escolhendo uma música agradável que apertei no play guardando o celular em meu bolso enquanto me dirigia para a saída que tranquei a porta atrás de mim, descendo as escadas que assim que cheguei no térreo comecei finalmente a minha corrida.
Meia hora depois parei de baixo de uma árvores cansada após a minha corrida, parando além de observar a vista relembrar de todo meu passado e o quanto batalhei para chegar onde eu estava hoje vendo uma lojinha que vendia jornais então fui até lá comprar um que assim segurando-o em minha mão sentei no banco que não estava tão longe abrindo o jornal para ler as notícias onde uma delas logo me chamou atenção que dizia que um rapaz virou dono do maior hospital de Nova York, chamado Marcos que inclusive seu nome não me era desconhecido porém de onde exatamente o conhecia, isso eu simplesmente não conseguia me lembrar no momento mas que sabia que brevemente iria lembrar depois.
Guardo o jornal em minha mochila e assim faço o trajeto contrário para voltar para casa onde assim que cheguei na esquina do condomínio vejo uma silhueta que logo reconheço sendo a minha professora de balé que normalmente não vinha até a casa dos alunos a não ser que tinha algo super importante que não poderia esperar o que obviamente me deixou muito curiosa, apressando os passos para chegar até ela que assim mais perto comprimento-a perguntando qual era o motivo da sua visita onde a mesma me anuncia que teria um espetáculo de balé para amadores e que se quisesse eu poderia participar portanto a hora de revelar meu sobrenome chegou agora caso decidisse participar da minha primeira participação em um espetáculo.
— não tem como deixar essa informação de lado - pergunto para minha professora
— Não, não tem! - afirma ela para mim
Por mais que não queria sabia que chegaria a hora de revelar minha identidade então após um momento de silêncio pedi para a minha professora aquele formulário onde assinei meu sobrenome entregando para ela que assim que leu olhou para mim surpresa, entreguei minha identidade para a mesma para provar que não estava mentindo que agora me olhava de forma admirador e que compreendia agora o motivo de querer esconder a minha verdadeira identidade.
— Você queria crescer no mundo do balé sem o peso nem as obrigações que sua mãe portava, não é? - pergunta ela
— Sim, exatamente… queria e quero evitar receber tratamento diferenciado só porque eu era filha dela… - compartilho com ela
A professora de balé me prometeu que manteria isso em sigilo o que agradeci a mesma por manter isso em segredo onde aceitei participar do espetáculo que iria acontecer daqui exatamente duas semanas e meio tendo que praticar cada vez mais, os horários dos ensaios mudaram sendo agora de manhã até fim de tarde, a professora pegava mais barra pesada comigo após o desabafo com ela em que meu sonho era de me tornar uma mini-cópia da minha mãe porém queria chegar ainda mais alto do que ela, pois minha mãe era a pessoa que eu mais admirava.
Minha professora de balé concordou e também falou que iria prestar mais atenção em me, aceitando passar do horário se precisasse mas em troca eu deveria dedicar cada energia, suor para os ensaios extras que ela me davam, as vezes saímos da sala de ensaio após dar meia-noite da sexta-feira, chegando aproximadamente de casa lá pelas duas horas da manhã devido aos transportes público que não contribui questão dos horários. Essa rotina se fez presente até o penúltimo dia do espetáculo que estávamos agora priorizando as roupas de balé e acessórios que usaria para subir no palco tendo um flashback de nostalgia vendo as crianças que aguardavam para eu entrar e onde iria dançar a mesma peça que me apresentei com a minha mãe no dia que eu tive que substituir uma criança que acabou torcendo o tornozelo e hoje quem seria a principal desse papel acompanhada pelas crianças seria eu onde senti arrepios de nervoso mas não ao ponto de me sentir insegura pois sabia que o balé nunca deixou de existir em mim, fazendo um sorriso aparecer sobre meu rosto assim que as cortinas se abriram e os aplausos do público se fizeram presente.