Capítulo 7

1080 Words
— e agora! - falo comigo mesmo adentrando no palco Marcos: Dia ou noite, noite ou madrugada já não fazia diferença nenhuma para mim pois o trabalho no hospital m*l me deixava descansar e até no dia da minha folga as vezes ligava pois tinha acontecido uma emergência fazendo com que eu tinha que correr para lá, ficando em meu escritório atento para qualquer pessoa que adentrava com as novidades dos pacientes para saber se iria sobreviver ou se não aguentou tendo que avisar os familiares caso ocorresse falecimento onde por mais que tentasse não me abalar acabava sempre mexendo um pouco comigo caso um dos meus pacientes morresse sobre minha supervisão. Era um dia ensopado mas logo anoiteceu onde passei a noite em claro para ficar supervisionando uma criança de seis anos que se negaria a parar quieta e descansar estando com uma febre altíssimo e com falta de ar que tive que entreter até ela cair no sono sendo que acabou dormindo só lá pelas cinco horas da manhã e que até essa hora não preguei o olho mas que assim que a menina despertou a febre baixou, sua respiração normalizou e assim pude dar alta para ela e sua família, indo atendendo ainda uns pacientes para poder finalmente bater meu ponto e ir para casa. Assim que cheguei em casa, nuvens cinzas se fizeram presente onde logo começou a chover, fui até o banheiro tomar um bom banho aproveitando aquele momento para relaxar um pouco para em seguida ir me deitar em minha cama logo adormecendo torcendo que nada e ninguém me ligasse do hospital precisando urgentemente descansar onde assim que encostei minha cabeça no travesseiro acabei adormecendo no mesmo instante e só acordei na manhã seguinte sem despertador nenhum onde assim que peguei o celular me assustei ao ver que indicava ser meio-dia já pulando da cama como se estivesse atrasado porém uma vez pronto e vestido me lembro que hoje era meu dia de folga que por um fio quase me esqueci que hoje era o dia de apresentação da minha sobrinha do balé me fazendo lembrar daquela conversa com aquela garotinha anos atrás que o Pupy que tinha recentemente falecido havia encontrado ela que ainda não sabia o nome daquela garota. — Será que ela desistiu do sonho de ser bailarina? - pergunto em voz alta para mim mesmo Acabo de me arrumar quando a campainha e tocado então me dirigi até lá vendo que era a minha irmã mais velha que até um tempo atrás não sabia da sua existência, descobrindo que ela era filha da mesma mãe que eu porém não do mesmo pai, me deixando chocado na época pois nunca iria imaginar que a minha mãe traia o meu pai com um outro homem que inclusive foi ele que me ajudou a sair daquela vida me adorando para que a assistência social não me colocasse em um abrigo me dando independência para que eu podia realizar meu sonho em me tornar médico e que de uma maneira ou outra financiava os cursos de medicina mas que após me formar eu tinha que pagá-lo de volta em todos os gastos que teve comigo que assim o fiz me livrando da dívida que tinha com ele e que hoje eu o considerava como se fosse meu próprio pai. — Está pronto? - pergunta a minha irmã mais velha — Estou! - falo pegando a minha mochila, colocando o celular em modo vibração Saímos de casa onde pegamos caminho até o local onde minha sobrinha iria se apresentar. Assim que chegamos fiquei impressionado ao ver quantas pessoas estavam lá, percebendo que estava esquecendo de aproveitar da vida devido a tanto trabalho no hospital e estava feliz por ter sido convidada pela minha irmã mais velha Dina para o espetáculo de balé da minha sobrinha que estava sentada em sua cadeira de criança toda animada por eu estar presente pois ela sabia que havia uma rotina corrida como também sabia que se recebia uma chamada de emergência eu teria que me retirar mas mesmo assim fazia questão de reforçar isso já que ela tinha apenas cinco anos. — Rozie sabe que se meu celular tocar… - começo a falar para ela mas logo sou interrompido — que deverá sair voando para salvar seus pacientes - responde ela para mim Sair voando, como Rozie era a coisa mais fofa do mundo pois via a minha profissão como se fosse um mundo cheio de magia e eu era o super-herói salvando a vida dos meus pacientes, concordo com a cabeça silenciosamente e assim que Dina estaciono o carro no estacionamento, me dirijo até a fila enquanto minha irmã mais velha leva a pequena Rozie nos bastidores para que ela se arrumasse e assim a minha irmã mais velha retorna até a fila onde eu aguardava pela mesma que me olhou se forma carinhosa. — obrigada por ter conseguido tirar um dia de folga e ter vindo aqui - fala a Dina — Não há de que - respondo para ela Adentramos no loção onde apresentamos os nossos ingressos indo sentar em nossos devidos lugares, aguardando as cortinas se abriram para ver a Rozie se apresentar no meio dessas crianças, estava de longe muito orgulhoso da minha sobrinha que havia crescido tão rápida desde que a conheci e hoje estava ela lá fazendo a sua primeira apresentação, me perguntando como Rozie estava pois se era eu na pele dela, com certeza estaria nervoso, será que ela estava? — Ela está bem, criança de cinco anos não tem insegurança ou se sentem nervosos pois para eles é apenas diversão - fala a minha irmã mais velha como se tivesse acabado de ler meus pensamentos. Sinto-me aliviado ao ouvir a Dina falar aquilo, sorrindo para ela de forma de agradecimento, me ajeito em uma posição confortável e assim as cortinas se levantam onde assim que percebo quem era a principal do palco meu coração congela por um momento, sem acreditar que lá estava aquela garotinha de rua que conheci quando ainda era pequena graça ao Pupy que hoje havia se tornado uma jovem adulta linda que podia se ver através dos seus olhos o brilho que sempre teve e onde meu coração se tornou dela na primeira vez que a conheci. — de hoje não passa, vou descobrir finalmente seu nome - falo comigo em voz alta — que? - pergunta a Dina — Nada, não! - respondo para ela
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