Desde alguns meses antes do término do segundo namoro, minha parceira havia entrado num vazio, provocado ainda por aquele sentimento de 13 anos atrás – aquele maldito sentimento de falta, de não se encaixar, de uma angústia e uma tristeza tão fortes que ela nem comia nem bebia nada por dias. Uma vez, se bem me lembro – uma única –, ela tentou, contra minha vontade, se expressar por meio de um poema que havia encontrado em alguma rede social. Enquanto o lia, lágrimas rolavam de seus olhos, sua voz ficou trêmula, e eu desejei poder abraçá-la e acalentá-la, mas tudo que pude fazer por ela, foi esconder seu rosto. Sua mãe, se havia notado, ignorou, enquanto dava ordens para a filha parar de ler besteiras e de “rabiscar” coisas desnecessárias. Novamente, não havia muito que podíamos fazer – que

