CAPÍTULO 20

1359 Words
Dulce Maria Mais 3 dias haviam se passado. já estávamos de volta a capital, eu estava no trânsito a caminho da delegacia, chovia bastante o que atrapalhava ainda mais. Não parava de pensar em Anahi e em minha filha, que nos últimos dias eu notei que tinha algumas manchinhas roxas pelo seu corpo Ela se mostrava muito carente, querendo ficar comigo o tempo todo e lágrimas corriam pelo meu rosto. Entrei na sala e Christopher já estava lá, parecia estar arrumando sua mesa quando me viu entrar Ucker – Bom dia Dulce – Só se for para você Ucker – Por favor não começa com o seu m*l humor Vi que ele arrumava algumas fotos em cima de sua mesa com pessoas que eu não reconhecia, era ele mais novo, um homem e uma mulher Dulce – Quem são nas fotos? Ucker – Meus pais Dulce – Hum... Agora eu mexia em alguns papéis que estavam em cima da minha mesa enquanto ele continuava a falar Ucker – Eles não moram aqui, por isso você não os conhece, moram em Nova York Dulce – Não é tão longe do México Ucker – Não mesmo mas eu quase não os vejo devido ao trabalho aqui na polícia e também pelo fato de que meu pai viaja bastante Maite entrou na sala avisando que uma pessoa fez uma denúncia sobre a movimentação de entradas e saídas de homens e mulheres em um salão de beleza ao lado do estabelecimento dela o que realmente poderia ser muito estranho Dulce – Me passe todos os dados e o endereço, vou até lá agora mesmo Ucker – Precisa que eu vá junto? Eu estou organizando novamente as provas mas se quiser eu vou com você Dulce – Não preciso Ucker – Ok mas eu vou junto mesmo assim Dulce – Eu não preciso de ninguém Ucker – Eu sou o seu parceiro de investigação, então você vai ter que me aguentar Respirei fundo e assenti com a cabeça, peguei minhas chaves do carro, coloquei um boné, colocando o cabelo preso por dentro dele, óculos de sol, arrumei a arma em minha cintura e saí, com Christopher logo atrás de mim apertando minha b***a disfarçadamente Dulce – Para com isso, caramba! Ucker – A vontade de apertar você acaba sendo maior, desculpa Dulce – Tá vamos logo antes que eu me arrependa mais ainda de deixar você entrar na minha vida Ele veio até mim e sem mais nem menos deu um beijo em minha buchecha no meio do corredor da delegacia e com várias pessoas nos olhando Eu queria matar ele! ✨ Não demoramos muito a chegar, porém tivemos um pouco de dificuldade para entrar na rua devido ao comércio, viemos com o meu carro mesmo pois o de Christopher estava com pouca gasolina e com o da polícia poderia chamar muita atenção e consequentemente os suspeitos poderiam ir embora. Fomos até o estabelecimento de Josué, onde prontamente fomos atendidos por uma moça que foi chamar por ele. Era um mini mercado e enquanto ele não aparecia eu aproveitei para comprar algumas coisas para a casa pois eu já não aguentava mais comer miojo e Maria Paula já reclamava só de ver os mesmos legumes de sempre no prato. Josue – Unindo o útil ao agradável e aproveitando para fazer compras? Dulce – Sim, desculpe, como você estava demorando aproveitei para comprar algumas coisas, enfim, podemos conversar? Josue – Sim Dulce – Você disse que tem visto algumas movimentações suspeitas por aqui, certo? Josue – Sim, a hora que sairmos eu vou te mostrar onde é Dulce – Ok, há quanto tempo você vem notando essa movimentação? Josue – Não sei ao certo, mas faz uns 4 dias – pensativo Ucker – E como é essa movimentação? - Sério Josue – Muitos homens ficam na porta, alguns fumando e outros conversando. A maioria chega sozinho e sai acompanhado, o que é bem estranho, não é? Dulce – Com certeza. Saberia dizer o horário de funcionamento deles? Josue – Olha, eu posso estar equivocado mas pelo que vi hoje é o único dia em que está fechado e calmo. Digo isso a você pois muitas vezes supostamente o salão fecha, mas o entra e sai continua. Ucker – Pode nos mostrar onde é? Josue – Sim, me acompanhe Fomos até a porta do Mini mercado e ele apontou para um local bem próximo dali. Era um salão de beleza chamado " Dominu's hair ", onde as paredes da frente eram todas de porcelanato e parecia estar bem calmo mesmo. Dulce – Vamos lá, vou tocar a campainha – Ordenei Despedimos de Josue e seguimos para a porta do salão, tocamos algumas vezes mas foi em vão: ninguém nos atendeu Ucker – Não deve ter ninguém ou estão com a campainha quebrada Dulce – Sim – Suspirei Toquei mais uma vez, e mais uma vez não obtive sucesso Dulce – Voltarei aqui amanhã talvez Ucker – Está bem, nós viremos. Mas agora vamos voltar, temos muito trabalho a fazer Dulce – Vamos Fomos até o carro e entramos, lá estávamos nós outra vez a caminho da delegacia, o pior de tudo não era o caminho mas sim ter que aguentar Christopher falando o tempo todo quando eu só queria ficar quieta Ucker – Você acha que realmente tem algo nesse salão? Parece ser um local tão fino para ser casa de prostituição Dulce – Christopher você como investigador deveria saber que as aparências enganam muito bem, não é? Ucker – Isso é mesmo – Passando as mãos pelo rosto pensativo – E nós, quando vamos nos ver novamente ? Dulce – Já estamos nos vendo, eu estou do seu lado. Você está cego ? Ucker – c*****o Dulce, eu estou falando de sair, beijar, t*****r, c*****o! Dulce – Não vai rolar mais Christopher, isso é um erro que eu não quero cometer novamente, então se você quer pelo menos manter uma amizade civilizada não toque mais nesse assunto Ucker – Você que pensa que não vai rolar mais Dulce – Cala a boca, Christopher! Uckermann é tão cara de p*u que eu mandei ele calar a boca e ele continuou o caminho inteiro falando o quanto eu sou" gostosa pra c*****o " como ele mesmo diz e o quanto ele gosta de estar comigo, da minha companhia e etc. Mas aí eu me pergunto: até onde vai esse " gostar " dele? Pois se ele sentisse por mim 1/3 do que eu sinto por ele, ele largaria o noivado e ficaria comigo, mas não, toda vez ele joga na minha cara que mesmo traindo ela, é dela que ele gosta. ✨ Estávamos já na delegacia e enquanto eu passava pelos corredores pude ouvir alguém comentar sobre uma denúncia que tinha acabado de chegar: Uma criança chorava alto o tempo todo e os vizinhos estavam preocupados. Maite era uma das que estavam comentando, fui até ela Dulce – Da onde é essa denúncia? Maite – Parece que vem da sua rua, Dulce Dulce – Minha rua? Maite – Sim, você mora nas ruas das Mercês ou próxima da li, não é? Dulce – Sim! Já mandaram alguém até o local? Maite – Sim, duas viaturas acabaram de sair Dulce – Tomara que não seja nada demais Maite – Tomara mesmo Segui até a minha sala com essa denúncia em pensamento, será que realmente estavam maltratando uma criança ou era somente uma criança que chorava bastante? Entrei na sala e me sentei, Christopher já estava lá Por impulso peguei meu celular e conectei ele no aplicativo da câmera e não acreditava no que estava vendo nesse exato momento: Minha filha estava chorando, Juliana tentava dar comida para ela mas Maria Paula derrubou a comida no chão. Juliana deu -lhe um tapa na cara que fez minha filha cair e depois pegou em seu bracinho com tudo, puxando ela de volta para o sofá, fazendo minha filha bater a testa ELA DEU UM TAPA NA MINHA FILHA ELA PUXOU E BATEU A CABEÇA DA MINHA FILHA Dulce – EU VOU MATAR ELAAA! – Me levantei desesperada e sai gritando
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