Capítulo 03
DÉBORA NARRANDO
Enfim vamos abrir o salão de beleza, e pelo cômodo que o meu pai tem ali no centro do morro vai dar pra colocar tudo e ainda sobra espaço. Mandei uma mensagem pra Analu que já estava no morro e que ela poderia subir aqui quando ela quisesse que ela tava liberada, pra vim me ver, que é algo que eu acho impossível ela fazer, a mesma não se abre muito, a única coisa que eu sei dela é que ela mora com os avós desde os 15 anos, mas nunca explicou o motivo, ela não gosta de falar dos pais e nem do passado, ela fala o que a gente precisa saber e pronto, eu não fico investigando também, é uma privacidade dela, se ela quer se manter em silêncio sobre isso só resta a gente respeitar. Eu tenho olhos verdes e pele morena, meus cabelos são pretos, todo liso, meu corpo é bem modelado e não tenho com que reclamar, tenho uma tatuagem no braço que fiz com 18 anos, no geral eu só tenho que agradecer gosto de mim do jeito que eu sou.
O Samuel mudou demais nesses anos, e não foi só com relacionamento não, ele mudou com tudo. Se tornou um homem frio, de poucas palavras e a última vez que eu vi o meu irmão sorrir e se divertir foi a 4 anos atrás com aquela mulher, como eu mesmo disse naquela época, eu prefiro que ele se fecha ao amor pra sempre do que ver uma pessoa fazer m*l a ele novamente, mas eu queria que o brilho do meu irmão em seu olhar voltasse de novo, que alguém fosse capaz de ama-lo novamente, mas é impossível ele achar alguém aqui no morro, não existe uma mulher decente que não esteja interessado no dinheiro dele por aqui, ou querem nome de fiel da p***a toda ou querem dinheiro, aqui não tem uma que faça ele voltar a amar novamente.
A favela é a mesma, meu irmão fortalece isso daqui legal, os meninos também não fica atrás a segurança do morro tá bem ativa e por mais que os cana tão de olho pra pegar o meu irmão eles não podem arriscar por que eles não sabem quem realmente é o pesadelo
morte - mandada do c*****o, se afasta de mim por dois anos e quando chega nem me procura pra me dá um abraço né? - ele fala chegando na área onde geral tá e eu sorrio
Talibã - tu tira o olho da minha filha - ele passa um olhar sinistro pro Otávio e o tio Jp da um tapa na cabeça do meu pai
JP - tu te atipa e para de olhar pro meu filho com esse olhar de psicopata teu não - ele fala e eu sorrio
Débora - a pai supera eu já tenho 20 anos
talibã - tu pode ter 40 Débora, tu não se manda não, eu em - ele fala todo sério
morte - fica sussa tio, ela é como irmã pra mim - ele fala e o meu pai olha todo desconfiado pra ele
malu - tá com esse bico torcido por que Ravi? - ela pergunta entrando na área
talibã - nada não - ele fala marrento e eu sorrio
Débora - ciúmes mãe - falo rindo e ele me olha sério
talibã - fica de graça Débora, que tu vai ver - ele fala e eu sorrio
malu - já até sei de quem é - ela fala olhando para o Otávio que vem até mim e me abraça por traz
morte - o senhor tem que parar com essas neuroses tio, eu e a mandada da tua filha se considera irmãos praticamente pô - ele fala e ele fecha ainda mais a cara
talibã - irmão um c****e, o irmão dela é o pesadelo, tu é homem e tá cheio de intenção com minha menina
Débora - eu sempre dormi com o Otávio e o senhor nunca se importou, e aliás hoje eu vou dormir lá nele, tenho altos babados para contar
talibã - quero tu dormindo na casa de homem não Débora, se manca - ele fala e eu sorrio
Débora - não confia na sua filha? - finjo está ofendida
talibã - em tu eu confio, não confio é nele
morte - essa doeu - ele fala e eu n**o
Débora - mais vai ter que confiar, pô eu tenho 20 anos e nunca se quer eu dei um beijo nele, pode parar com esses ciúmes s*******o
talibã - olha o jeito que tu fala com o teu pai dona Débora, tá doida pra ficar de castigo - ele fala e eu sorrio e vou até ele e o abraço, eu sei que ele faz isso porque me ama, mas pensa em um homem que é ciumento, e não é só comigo não, minha mãe e ele direto briga por conta de ciúmes um do outro, é uma verdadeira loucura essa minha família.
Passamos o resto do dia ali curtindo a família, e como sempre meu irmão não veio, ele nunca vem, sinto falta dele nesses encontros em família, mais a gente não tem muito o que fazer.
Quando todos já estão indo embora o Otávio vem para o meu lado e eu já até sei o que ele quer.
Morte - pô Débora, bora dormir lá em casa - ele me abraça por trás e beija o topo da minha cabeça
Débora - tá carente é? Cadê as pütas? - brinco e ele n**a rindo
Morte - te valoriza garota, ideia mó torta essa tua, largo tu pra ficar com p**a não mulher - ele fala e eu sorrio
Débora - o que vai comprar pra mim comer?
Morte - tu só vai na base do interesse né garota? - ele fala rindo - o que tu quiser pô
Débora - quero caldo e uma coca bem gelada - falo e ele concorda
Morte - despede dos teus pais e vambora - ele fala e eu vou até meus pais e aviso que vou dormir na casa do Otávio, meu pai já fechou a cara mais não falou nada.
{ . . . . . }
Chegamos na casa dele e eu vou logo pro quarto e ele vem atrás.
Débora - vou tomar banho Otávio, bora sai daqui - falo e ele ri
Morte - quer ajuda? - ele fala e ri
Débora - vê se eu sou tuas pütas, vamos sai - falo empurrando ele e ele sai rindo
Morte - tu nėga mais por dentro tu quer que eu sei - ele grita do lado de fora e eu entro no banheiro rindo, Otávio é um bėsta mesmo.
Quando termino o meu banho, visto uma camisa dele e uma cueca e desço pra sala vendo ele entretido no celular, chego por traz vendo ele abrir e sair das conversas das pütas, um monte de mulher mandando foto pelada, é muita falta de amor próprio mesmo.
Débora - caralhö teu celular parece mais um puteiro tá louco - falo e ele me olha assustado
Morte - tá louca Débora, chegar assim sem fazer barulho - ele fala e eu sorrio
Débora - tá devendo é? - me afasto indo pra cozinha vendo o caldo ali em cima
Morte - tô nada, só me assustei, mais eai como foi lá? - ele pergunta então resolvo provocar
Débora - foi muito bom, principalmente minhas saídas com uns gatinhos lá - é eu falar e ele me olhar puto
Morte - gatinhos meu päu Débora, caralhö de gato o que - ele fala e eu sorrio
Débora - me diverti muito lá
Morte - quero saber não Débora, toma teu caldo calada aí - ele fala e eu sorrio, ele tá vermelho de raiva, mas eu não vou desmentir, mesmo que não pareça eu ainda sou virgem, mais tô por dentro de todos os babados, só que eu não quero que minha primeira vez seja com qualquer um, eu quero que seja com uma pessoa que não vai sair falando de mim por aí, e eu acabar ficando falada como essas meninas do morro.
Débora - vai falar comigo não? - ele me olha de canto
Morte - tô bom contigo não - ele fala e eu me levanto
Débora - então eu vou embora - me levanto indo até a porta mais antes mesmo de colocar o pé pra fora ele me puxa com força
Morte - nem füdendo que tu sai assim na rua Débora, não mete o louco não, bora pro quarto anda - ele fala e eu vou na frente e ele vem atrás - foi m*l não sei o que deu em mim - ele fala todo sentido e eu sorrio, por que ele é assim sempre, protetor, companheiro, eu amo o morte, ele é o meu melhor amigo e por ele eu sou capaz de morrer e matar.
Débora - isso é medo de me perder isso sim, quero vê quando eu namorar
Morte - tu tem que estragar as parada né Débora, caralhø eu tô tentando me desculpa e tu solta uma dessa mano - ele fala e eu sorrio
Débora - ué não menti - falo dando de ombros
Morte - tu vai namorar é comigo - ele fala e eu sorrio
Débora - tem certeza? Eu dou muita dispesas - falo e ele sorri
Morte - dinheiro eu tenho de sobra, gasto com tudo que tu quiser minha morena - ele fala e eu sorrio
Débora - se eu não fosse tão esperta eu caia nesse teu Papinho de malandro - ele sorri negando - vem vamos assistir uma série - chamo ele e a gente se deita na cama, ele liga o ar e abraça o meu corpo, não demora muito e eu escuto sua respiração pesar, eu desligo a tv e me aconchego em seus braços dormindo logo em seguida.