cap.06 Analu

1338 Words
ANALU NARRANDO Eu estou com medo do que está por vir, meus avós não me respondem de jeito nenhum, e eu não quero pensar que algo pode ter acontecido com eles, porque eles são os únicos que me amam e cuidam de mim. Quando ele gritou comigo eu me assustei, sua voz é fria, ele não sorri, seu semblante é sério, como se já tivesse se decepcionado muito na vida. Subi para o quarto que ele falou que era o meu e não trouxe as malas, que saco, quando passar um tempo eu vou lá e pego, só não bati de frente com ele hoje por que minha cabeça tá estourando de dor e minha fixa ainda não caiu sobre o que está acontecendo, é como se eu ainda estivesse em transe, os meus pais me vendeu, eles realmente me vendeu, mesmo eu fazendo de tudo por eles, o meu maior medo era isso acontecer, e quando eu volto pro morro eles não medem esforços pra me entregar ao diabø, por que é isso que ele é, mas não sei o porquê que eu não consigo me intimidar com ele, não sinto medo, pelo contrário eu senti atração, não tá certo isso. Me deito ali naquela cama e olho meu celular vendo que as meninas me ligou, provavelmente elas nem se quer imagina que eu esteja aqui no morro, quero ver a cara delas quando descobrir que eu fui vendida pra ele e o pior é que ele aceitou, sei que vão ficar com raiva por eu nunca ter contado nada, mais a verdade é que eu não queria que elas soubesse que o meu pai e minha mãe era dois viciados, e que eu saí de casa por que a pessoa que tinha que cuidar de mim e me proteger fez foi tentar abusar de mim, e agora os dois me venderam. Eu não queria perder a amizade delas por causa disso, mas não sei como elas vão reagir ao saber a minha verdade. Escuto o barulho do carro e sei que ele saiu, então saio do quarto e vou até a parte debaixo e pego as minhas coisas, vou até o banheiro e tomo um banho demorado e logo após saio, passo os meus produtos corporais e visto meu pijama do stitch, eu sou apaixonada nesse pijama, ele é bem curto, tanto a bermuda como a blusa, encima ele é branco com o desenho e a bermuda é azul cheia dos desenhos do stitch. Penteio o meu cabelo e sinto minha barriga roncar, estou com fome e com cede. Analu - Pørra Ana Luiza logo agora tu vem sentir fome e cede - falo comigo mesmo, vou aproveitar que o outro lá saiu e vou arrumar algo pra mim. Desço e vou até a cozinha, a casa dele é bem espaçosa pra morar só ele aqui, a sala tá mais para uma sala de cinema, e a cozinha é grande mais duvido muito que ele faça pelo menos um café aqui. Pego a água dentro da geladeira e subo em uma cadeira pra pegar o copo, eu não sei por que motivo ele colocou os copos tão alto, eu tenho 1,55 de altura, então pra mim qualquer coisa é alta, mas isso aqui tá demais. Olho as horas e já está dando duas da manhã, meus avós nem sequer viram a minha mensagem, eu não sei onde eles estão e se eles estão bem, para os meus pais eu não estou nem aí, morrer eles não vai então eles se viram, pois o pior eles já fez que foi me vender. Desço da cadeira e tomo a minha água em paz, abro os armários e vejo um pão de forma, até confiro se não está vencido, por que vai que o outro lá só compra e não come né, abro a geladeira e pego as coisas pra fazer um misto, quando eu coloco na sanduicheira, guardo o que tinha pra guardar, e lavo o que sujei, sento na mesa e escuto o barulho do carro, que merda, ele não fica a noite nos puteiro não? Qual dono de morro que não passa as noites nas resenhas? Eu só queria comer em paz e sozinha. Escuto ele abrir a porta e me levanto indo até a sanduicheira e vejo que tá pronto, eu sei que ele está aqui na cozinha, posso sentir seu olhar sobre mim, mais finjo que não sinto, tiro os dois sanduíches e coloco no prato, quando me viro ele está sério encostado na porta, mais vejo o desejo em seu olhar. Continuo o que estou fazendo sem dar nem bola pra ele, me sento na mesa pego o meu celular e começo a mexer, ele pega o outro misto e se senta na minha frente. Analu - os ingredientes tá na geladeira - falo e ele me olha pesadelo - eu comprei, se você fez eu tenho muito mais direito de comer - ele fala frio e eu fico calada, c*****o esse homem não tem um senso de humor na moral. Analu - por que é tão sério? pesadelo - não te interessa - bem feito Ana Luiza, não sabe ficar quieta né garota, depois dessa eu não falei mais nada apenas me levantei e lavei o prato e o copo que eu sujei com o suco - a vida me deixou assim Analu - eu não quero saber, isso é um problema seu, com licença - falo mais ele segura meu braço pesadelo - foi você que perguntou - ele parece confuso Analu - e já me arrependi, pouco me importa se você é feliz ou se você é essa pessoa amargurada - puxo o meu braço - não vou mais me meter nos seus assuntos - falo e saio dali subindo para o meu quarto, se ele quer me tratar m*l achando que eu vou ceder pra ele depois tá enganado, eu tentei ser amigável, mesmo ele me comprando eu tentei ser educada, mais ele não foi amigável comigo, e é melhor assim, ele parece querer desabafar de alguma coisa, talvez ele seja r**m assim por conta do seu passado, mais não me interessa, com esses pensamentos eu acabo pegando no sono. { . . . . . . . . . . } Acordo no outro dia escutando uma barulheira, desço sem nem lavar o rosto. Analu - mais que caralhø dá pra fazer menos barulho não seu ogro - grito da cozinha e quando saio vejo os dois meninos que estava com ele ontem, e mais uns 3 estranhos, sinto o cheiro da carne assada e o som um pouco alto. pesadelo - tão olhando o que caralhø - ele fala para os homens que estão ali que desviam o olhar e ele vem até mim - tá maluca Ana Luiza? - ele vem me empurrando pra dentro - tá querendo dar e não tá sabendo pedir filha da püta? se oferecendo assim, tá parecendo p**a pörra - quando ele fala isso eu não me segurei e dei um tapa na sua cara Analu - EU NÃO SOU TUAS PUTAS QUE SE OFERECE PRA QUALQUER UM NÃO PESADELO, ME RESPEITA PÖRRA - grito com o dedo apontado na cara dele e ele vira lentamente pesadelo - sobe agora, quando passar o meu ódio nois dois conversa, tu só vai sair de dentro daquele quarto quando eu mandar - sua voz sai fria e seu olhar está transmitindo ódio Analu - eu vou descer a hora que eu quiser - ele aperta seus punhos segurando sua raiva pesadelo - maldita hora que te aceitei como pagamento Analu - tá em tempo de devolver pesadelo - só depois de morta que você sai do meu lado sua maldita - eu nem gasto mais saliva, só saio dali e vou para o quarto, ele que não ache que eu vou aceitar ele me diminuindo assim, nunca fui de ficar com ninguém, e muito menos né oferecer para homens, eu não preciso disso.
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