Henzo abriu um meio sorriso sem humor, tentando manter o tom de provocação, mas havia algo no olhar de Maurice que congelou a resposta em sua garganta. Ainda assim, soltou um murmúrio nervoso: — Você não faria isso comigo, Maurice… Mas ao encarar o amigo de perto, viu o que ninguém mais tinha visto: desespero. Real, nu, cravado nos olhos de um homem que sempre pareceu inabalável. E então soube. Maurice faria, sim, se fosse preciso. — Um contrato — disse Maurice, com a voz baixa e medida. — Apenas enquanto penso em outra alternativa. Violeta me pediu que a deixasse livre… talvez pudéssemos forjar a morte dela. Henzo arregalou os olhos e se aproximou rápido, olhando para os lados, como se temesse que até as paredes pudessem escutar. — Tá louco? Se alguém escuta isso, você deixa de ser d

