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A Afilhada do Mafioso

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Blurb

Maurice Moreau é o temido chefe da máfia francesa, mergulhado até o pescoço no submundo do crime. Aos olhos da sociedade, é apenas um empresário de sucesso, dono de uma fachada impecável e inalcançável. Vive sem limites, sem amarras, e sem nada a perder. Impiedoso, Maurice conduz seus negócios com punhos de ferro e decisões letais.Mas tudo muda quando seu melhor amigo morre tragicamente, deixando para trás uma única herança: uma bebê órfã chamada Violeta Vilart. A única exigência deixada por ele é simples — que a menina seja criada com dignidade e, no tempo certo, encaminhada a um bom casamento. Maurice resolve cumprir o mínimo: manter Violeta longe, num orfanato. Distante de sua vida caótica.Anos depois, um imprevisto o obriga a acolher a jovem em sua própria casa. E é então que Maurice descobre que nem o poder, nem a frieza, são capazes de prepará-lo para o furacão que é Violeta Vilart. Ela cresce desafiadora, livre e inesperada — exatamente tudo o que Maurice não controla.Porque proteger uma menina do mundo é fácil. Difícil é protegê-la de si mesmo.Violeta Vilart nunca viu o homem que jurou protegê-la. Sabia apenas que era sua afilhada, uma obrigação herdada por Maurice Moreau — o mesmo nome que fazia até os mais poderosos estremecerem em silêncio. Criada em um convento sob os cuidados das freiras mais rígidas da França, Violeta teve acesso à melhor educação, aos melhores costumes, e foi moldada para se tornar a esposa perfeita. Ou, ao menos, era isso que esperavam dela.Mas o que Violeta fez de melhor foi desafiar cada uma dessas expectativas. Rebelde, impaciente e absurdamente perspicaz, ela transformou a vida das freiras em um inferno silencioso. Não rezava, não se dobrava, e não pedia desculpas. Aos dezessete anos, foi expulsa do orfanato com uma carta selada e uma sentença: que seu destino agora fosse problema de Maurice Moreau.Quando a porta da mansão do Dom francês se abre para recebê-la, não é uma menina assustada que entra. É um vendaval de olhos atentos e língua afiada. Maurice, acostumado a dobrar reis, não está pronto para a presença tempestuosa da jovem que cresceu sem saber o gosto da submissão.Ela não o teme.Ele não sabe se quer protegê-la… ou trancá-la.E talvez, tarde demais, descubra que certos monstros não nascem — eles são criados.

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A Chegada
O carro preto cortava as ruas de Paris como uma sombra silenciosa, imponente. Os vidros escurecidos protegiam o que havia dentro, mas quem visse de fora sabia: não era um veículo qualquer. Carros assim não paravam em sinais vermelhos. Não davam explicações. Apenas passavam, deixando atrás de si um rastro de silêncio e receio. Violeta mantinha os braços cruzados, os olhos fixos na janela. O uniforme do orfanato ainda colava em sua pele com o suor do fim da tarde, mas ela se recusava a pedir por outra roupa. Havia aprendido que pedir era inútil. Que o mundo não oferecia nada — ele apenas tirava. E, naquele momento, ela já perdera o pouco que tinha: o teto do convento, a rotina sufocante das orações, e até mesmo o direito de se despedir das outras órfãs. — Vamos chegar em dez minutos — informou o motorista, sem encará-la pelo retrovisor. Violeta não respondeu. Apenas moveu os olhos para o vidro, onde seu reflexo parecia ainda mais firme do que sua vontade. Ela não conhecia Maurice Moreau. Sabia apenas que ele era seu padrinho — um título vazio, sem rosto, sem voz. Um nome sussurrado entre as freiras com medo, como se pronunciá-lo em voz alta fosse invocar o d***o. Quando os portões da mansão se abriram, Violeta conteve o impulso de rir. Aquilo não era uma casa. Era uma fortaleza. A construção de pedra n***a, envolta por jardins meticulosamente silenciosos, mais parecia saída de um filme — ou de um pesadelo. Ela desceu do carro sem esperar ajuda. O salto de seus sapatos gastos ecoou contra o mármore da entrada. A porta se abriu. E lá estava ele. Maurice Moreau era tudo o que os jornais jamais disseram. Alto, impenetrável, envolto num terno escuro feito sob medida, com um olhar que parecia atravessar os ossos. Ele não sorriu. Apenas observou a jovem que agora pisava em sua casa como quem invade território inimigo. — Então, você é a Violeta — disse ele, a voz baixa como uma ameaça velada. Ela ergueu o queixo, olhos fixos nos dele. — E você demorou dezessete anos pra lembrar que existo. O silêncio que se instalou era cortante. Maurice estreitou os olhos. Aquela menina — não, aquela mulher em formação — não era o que ele esperava. Nada nela se curvava. Nem a postura, nem a língua. E naquele instante, ele entendeu que cometera um erro ao trazê-la para perto. Violeta sorriu, um traço de ironia nos lábios. — Vai me mandar de volta? — Não — respondeu ele, frio. — Agora você é problema meu. Mas nenhum dos dois sabia… O quanto, de fato, seriam problema um para o outro. Ela deu mais um passo, parando diante dele com um brilho provocador nos olhos. — Confesso que estou na dúvida… devo chamá-lo de dom, padrinho assim como no Brasil ou… parrain como os franceses? Maurice nem piscou. — Não sou as freiras, Vilart — disse, cortante. — Que fique claro: detesto e não aceito deboche. Violeta se aproximou apenas o suficiente para que ele sentisse o cheiro de liberdade colado à pele dela, crua e insolente. — Ótimo. Porque brincar com elas estava ficando chato. Espero que aqui seja mais… divertido. Maurice manteve o olhar fixo. Por trás da expressão impassível, algo em sua mente calculava e recuava ao mesmo tempo. Ela era afiada demais, altiva demais. Era como um fósforo aceso num cômodo cheio de pólvora. E ele sabia disso. Sabia que teria problemas. Ela caminhou pelo saguão com a calma de quem observa um palco antes da peça começar. Os olhos varreram o teto alto, as colunas de pedra, os tapetes pesados. Um leve sorriso dançou em seus lábios antes de virar para ele com a voz carregada de veneno doce. — Eu adorei o castelo. Os muros do orfanato… eram mais baixos. Maurice manteve o silêncio. Não desviou o olhar, não moveu um músculo sequer. Mas havia algo em seus olhos — uma sombra de irritação contida, talvez. Violeta deu mais alguns passos, tocando com a ponta dos dedos o corrimão entalhado da escada. O som de sua voz voltou a cortar o ar, como uma navalha embebida em ironia: — Será que o dinheiro que meu père deixou… não era suficiente pra me jogar num hospício melhor? Ela se virou, encarando Maurice com um sorriso enviesado, quase preguiçoso. — Ou foi uma economia proposital? Um castigo planejado? Porque se for, preciso dizer… o teatro está ótimo, só falta combinar as falas com o roteiro. Maurice respirou fundo, mas ainda em silêncio. Ele sabia reconhecer uma provocação. Mas Violeta… ela era mais que isso. Era uma afronta com batimentos cardíacos. Uma lembrança viva de algo que ele tentou esquecer — ou esconder. Ela se virou devagar, encarando Maurice com um sorriso enviesado, o olhar feito de desafio puro. O silêncio durou exatos três segundos. Maurice fechou o maxilar com tanta força que os músculos da face ficaram visíveis. A raiva subiu como um veneno antigo, mas ele não explodiu — ainda que cada palavra parecesse ter que atravessar uma muralha para sair. — Seu pai não deixou nada. Nem para mim, nem para você. A voz dele era fria como o mármore sob os pés dela. — E se está viva hoje, é porque eu paguei por isso. Cada centavo. Violeta piscou devagar, como quem saboreia a irritação do outro. — Que generoso… padrinho. A palavra saiu carregada de veneno. Maurice deu um passo à frente. Não a tocou. Não gritou. Mas sua presença, ali, tão próxima, era como uma ameaça silenciosa. — Está sob o meu teto agora. E neste lugar, Violeta, deboche não compra liberdade. Nem respeito. Ela apenas sorriu. — Sorte a minha que nunca quis nenhum dos dois. Maurice respirou fundo, como quem conta até dez para não agir por impulso. Os olhos cravados nela pareciam atravessá-la, procurando rachaduras naquela couraça feita de sarcasmo e feridas m*l cicatrizadas. — Você vai descobrir, cedo ou tarde, que aqui as coisas funcionam do meu jeito — disse ele, a voz baixa, mas carregada de ameaça. — E eu não costumo repetir ordens. Violeta inclinou levemente a cabeça, os braços ainda cruzados, como se ele estivesse dando uma aula entediante. — O senhor devia avisar isso antes. Eu teria trazido caderninho pra anotar. Ele deu mais um passo. Agora estavam a menos de um metro um do outro. Maurice era uma muralha de controle e fúria velada, mas Violeta não recuou. Nem por um instante.

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