Maurice olhou para o relógio de ouro no pulso — uma peça robusta e luxuosa que havia custado uma pequena fortuna, discreta apenas para quem não entendia o valor das coisas. Ele girou levemente o braço, conferindo as horas com um suspiro pesado. — Eu preciso estar em um compromisso daqui a meia hora. Você descansa — disse, firme, enquanto ajeitava os punhos da camisa — assim que a reunião terminar, eu venho te pegar. Violeta sorriu, com aquele ar petulante que fazia Maurice ter vontade de rir e gritar ao mesmo tempo. — Você sabe que eu vou fazer dezoito anos, né? Tô sem entender por que está me tratando como se eu ainda fosse fazer oito. Ela caminhou até a mala, abriu o zíper com calma e puxou de lá uma saída de praia leve e translúcida, que deixou pendurada sobre o braço. Depois, o olh

