Prato que incendeia o Salão

1148 Words

Era por volta das dezenove horas quando bateram à porta da suíte. Violeta abriu e encontrou a bandeja com o jantar: uma refeição meticulosamente escolhida, como tudo o que vinha de Maurice. Ela agradeceu com um aceno silencioso e empurrou a bandeja para dentro. Sentou-se à mesa, mas o apetite não veio. O estômago, inquieto, estava mais cheio de tensão do que de fome. Ainda assim, pegou o celular e respirou fundo antes de escrever a mensagem: “Maurice, eu me comportei. Cumpra sua parte. Quero sair desse hotel.” Aguardou alguns minutos, olhando para a comida sem tocá-la. Então, o visor do celular acendeu com a resposta dele: “Ainda estou em reunião. Jante no hotel. Iremos para uma espécie de baile de morro. Mando te buscar depois das vinte e duas horas.” Ela largou o celular sobre a mes

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