Sophie...
Eu estava ali, no quarto do Antonie, esperando a irmã dele chegar eu não sabia o que me esperava, porem o medo estava grandemente, mas estava mais que na hora de eu seguir em frente e tentar ser alguém, e deixar essas vozes de lado. E tentar quem sabe viver uma vida com o Antonie. Meu Deus só posso estar ficando louca, onde já se viu eu achar que eu vou ter uma vida, com o Antonie, e principalmente em relação a nossa vida sentimental, na verdade eu nem sei o que pensar, ou falar, minha cabeça nem funciona direito. Estava ali maluca pensando nisso, quando escuto um toque na porta.
Alexia: com licença, posso entrar?
Sophie: claro pode entrar.
Alexia: oi eu sou a Alexia, irmã do Toni, desculpe Antonie
Sophie: sim claro, eu sei quem você, ouvir você conversando com o Antonie.
Alexia: então você sabe, o que eu vim fazer aqui?
Sophie: sim eu sei. Mas eu não sei como fazer isso. e eu não sei como funciona isso, e nem sei qual será o resultado.
Alexia: fica em paz, vamos conversa e depois te explico como funciona.
Sophie: ta bom. E como eu faço?
Alexia: me conta sobre você, seu nome, sua idade, onde mora, de onde você vem?
Sophie: meu nome é Sophie Bernardi, tenho 18 anos, mas quando eu me olho no espelho eu não me reconheço, porque meu rosto está muito envelhecido, eu não me lembro do meu rosto assim. Eu sou de Toscana na Itália e minha mãe morreu, e meu pai bebe muito. Eu gostava de um menino chamado Joseph, mas ele me magoou muito, ele me usou e foi embora, e por conta disso eu nunca mais foi a mesma pessoa.
Alexia: certo. Mas você nunca mais reencontrou esse homem? É só isso que você se lembra da sua vida?
Sophie: sim, é só isso. Mas as vezes eu escuto algumas vozes que me deixa estranha, faz eu fazer coisas que eu não gosto. Eu não sei se já vi ele depois dessa noite, e quando eu ouço essa voz, eu não sei como reagir a isso.
Alexia: O que essas vozes falam para você?
Sophie: eu não sei direito, mas com essas vezes ela manda eu sair com homem casado, a beber, mas eu não sei me lembro de muita coisa, eu tenho apenas fragmentos que deixa minha mente muito confusa.
Alexia: então podemos tentar fazer uma sessão e você vê como se sente. O que acha?
Sophie: pode ser. Vamos ver sim
Alexia: ótimo então vamos. Quero que você firme o olhar nesse sino espire fundo, feche os olhos. Agora eu vou falando algumas coisas e você vai respirando fundo e fazendo o que eu mando. Ok?
Sophie: ta bom.
Ela começa a falar algumas coisas, e eu vou ficando com sono e minha mente esta longe, bem longe eu não me lembrava disso.
Sophie, minha filha venha, a mamãe está aqui, Sophie venha, está ficando tarde temos que volta para casa logo, Sophie venha o seu pai vai ficar bravo.
Sophie: eu estou ouvindo vozes, alguém está me chamando o que eu faço?
Alexia: vai, segue essa voz. Onde você está?
Sophie: eu estou num vinhedo, muito bonito, mas eu não sei onde estou só escuto alguém me chama.
Alexia: vai seguindo essa voz, vê onde essa voz vai te leva.
Continuei seguindo a voz e me paro na frente de um casebre, eu era só uma menina, mas quando me olho no reflexo do espelho, estou grande uma moça de uns 16 anos. Eu abro a porta porque a voz vinha de dentro desse casebre, mas ali não tinha nada, apenas uma casa suja e malcheirosa, continuo caminhando e me deparo com um quarto com uma cama velha, e uma menina ali deitada de uns 10 anos ela estava chorando baixinho, eu caminho para saber quem era essa menina, porque ela chorava, havia um homem sentado na beirada da cama, mas ele estava de costa eu tento ver quem é, mas não consigo. Esse homem começa a passar a mão na criança.
Alexia: caminha até essa menina olhe no rosto dela, quem ela é?
Respirei fundo o rodeei na cama, e quando eu firmo a vista essa menina era eu. Minha cabeça começo a doe.
Sophie: NÃO, NÃO, PARE, PARE EU QUERO VOLTA, EU NÃO QUERO VER MAIS NADA.
Alexia: calma Sophie, eu estou aqui.
Antonie: eu estou aqui fica calma pronto passou calma. Shiiiiiii, esta tudo bem.
Sophie: desculpe eu não queria gritar, mas eu não quero voltar para aquele lugar, aquela casa é fria e cheira m*l, eu não quero ficar assim, e não quero ficar naquele lugar.
Antonie...
Depois que termina a sessão eu desço com a minha irmã para sala e começamos a conversa.
Antonie: me diz, o que você achou?
Alexia: olha meu irmão o caso dela é bem difícil ela diz que tem 18 anos, mesmo ela olhando no espelho e se vendo mais velha ainda assim na cabeça dela ela tem só 18 anos e com isso a mente dela ficou presa numa época que só aconteceu na cabeça dela, mesmo a gente falando e falando não adiante a mente dela não alcança esse momento novo, com essa nova idade e novo percurso que a vida dela está seguindo.
Antonie: e quando é assim, o que fazemos?
Alexia: o mais correto, é buscar mais ajuda profissional, e ir desenvolvendo as coisas que estão oculta na mente da Sophie. Mas não lhe digo, que não vai ser tão fácil assim.
Antonie: ela falou sobre um casebre, e um homem e uma menina, você acha que esse casebre possa ser onde ela morava?
Alexia: sim é provável, mas temos que ir até o final, é muito importante que ela se depare com ela mesma e ver qual foi o gatilho que desenvolveu essas personalidades e vozes que ela escuta.
Antonie: e qual é o próximo passo?
Alexia: vou conversa com alguns amigos e pedir uma ajuda, e depois vemos se ela vai querer continuar ou não.
Sophie: eu quero continuar, não importa o que aconteça. Chega de ter medo.