Cena paralela – Os Bastidores do Jogo

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Cena paralela – Os Bastidores do Jogo O som das botas de Martellini ecoava pelas pedras antigas da viela enquanto ele se afastava do castelo. Já não sorria. Seus olhos estavam semicerrados, frios como lâminas. Assim que virou a esquina de um beco discreto atrás da igreja de Santa Croce, um homem encapuzado o aguardava. Baixo, de ombros largos e postura militar — um dos muitos espiões que o conde mantinha bem pagos e melhor informados. — E então? — murmurou o capanga. Martellini tirou as luvas com lentidão e as guardou no casaco. — Ela estava lá. A irmã errada. E com uma língua afiada, para piorar. — Ele fez uma careta sutil de desprezo. — Mas o que mais me interessou foi o olhar do duque. Está diferente… vulnerável. — Devemos agir? — o homem perguntou. — Ainda não. Mas avise nossos contatos no conselho. Quero que os boatos sobre o escândalo se espalhem como praga. Que Florença comece a duvidar da estabilidade do ducado. Um governante apaixonado… é um governante fraco. O capanga assentiu e já se virava quando Martellini o deteve. — E mais uma coisa: investigue tudo sobre essa Isabela. De onde veio. Quem eram seus aliados. Se ela tem pontos fracos, quero cada um deles na minha mesa até o fim da semana. — E se não tiver? Martellini finalmente sorriu. Mas agora era um sorriso gelado, c***l. — Então vamos criá-los.
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