Mara Nós passamos o resto do dia como duas pessoas tentando se lembrar de como estar perto uma da outra — assistindo a filmes, conversando sobre tudo e sobre nada. Foi fácil de uma maneira que eu não esperava. Sem pressão, sem fingimento. Quando chegou a hora de dormir, nós nos acomodamos em extremidades opostas da cama como aparadores de livros — próximos, mas sem nos tocar. E foi exatamente assim que nós ficamos até de manhã. No dia seguinte, o sol se derramou no quarto, quente e lento. O café da manhã havia sido entregue, e nós seguimos nossas rotinas calmamente. Pacificamente. Lucian saiu do banheiro de bermuda e uma camisa branca folgada, meio desabotoada. O tecido macio se agarrava o suficiente ao peito dele para revelar a curva de uma tatuagem. Ele estava injustamente bonito — r

