Lucian Eu me sentei no sofá no quarto de hospital dela, exausto. A culpa tinha começado a surgir, claro — mas não da maneira que a Tina poderia ter esperado. Não era culpa por estar com a Mara ou por seguir em frente. Era culpa por como essa bagunça tinha tomado tamanha proporção. Pelo que isso poderia custar à criança. Em algum momento, eu peguei no sono, e quando eu acordei, a luz do sol já estava se filtrando pelas persianas. — Lucian… — eu ouvi a voz dela. Fina. Suave. Viva. Eu me virei em direção à cama. Ela parecia menor de alguma forma — pálida, mas não frágil. Na verdade, ela parecia bem descansada. Para alguém que tinha tentado acabar com a própria vida, ela não parecia nem de longe tão destruída quanto eu esperava. Eu não amoleci. Não desta vez. — Como você pôde? — eu per

