Na ponta dos pés, me debruço e olho por cima da veneziana do castelo, para me certificar de que não há nenhum guarda real patrulhando a torre ali embaixo. Logo após, puxo a beira do vestido, subindo no parapeito e, de costas, me penduro nele. Então, escalando as pedras, começo a descer a torre em direção ao jardim. Assim que meus pés tocam a superfície do capim úmido de orvalho, respiro aliviada. Faço isso há meses e ainda não me acostumei ao cansaço causado pelo esforço. No entanto, duvido que vá necessitar permanecer fazendo isso durante muito tempo. Em breve Friedrick retornará a Marselha e provavelmente nunca mais iremos nos ver. Minha mãe, a rainha, raras vezes permite minha saída do castelo. De modo que ir visitá-lo do outro lado do continente está fora de cogitação. Por conta diss

