Ela acordou com uma sensação estranha, um peso silencioso no peito que ela não podia ignorar. O reflexo no espelho não a enganava: por mais que tentasse manter a postura firme e os olhos ardendo de determinação, havia momentos em que o desejo de desaparecer era quase palpável. Sumir do mundo, desaparecer da mansão, do olhar de Estevão, das expectativas sufocantes que ela mesma carregava, parecia uma solução tentadora. No entanto, ela sabia que fugir não era uma opção. Fugir era fraqueza, e fraqueza era algo que Estevão não perdoaria. Ele a observava com atenção silenciosa, sabia de cada gesto, de cada emoção contida. Helena respirou fundo, tentando transformar a vontade de desaparecer em combustível. A raiva, a frustração e a sensação de impotência podiam ser transformadas em estratégia,

