Helena dirigia-se à estrada estreita que levava ao cemitério. A cada curva, sentia o peso do passado apertando o peito como uma mão invisível, lembrando-a de que a vida, por mais que tentasse, não perdoa quem ignora as próprias raízes. O carro avançava lentamente, e ela mantinha os olhos fixos na estrada, tentando conter a mistura de ansiedade e nostalgia que ameaçava transbordar. O cemitério parecia silencioso demais para uma manhã de primavera. Os galhos secos se curvavam sob a brisa fria, e a neblina se espalhava pelo chão, cobrindo cada túmulo como um véu tênue de memória. Helena estacionou e permaneceu alguns segundos contemplando o ambiente. O coração acelerava, mas a mão direita tocou a porta do carro como se quisesse se firmar na realidade. Cada passo até o túmulo de seu pai ser

