Helena de Verdade

1037 Words

Ao acordar antes do sol. O quarto de Helena, ainda estava mergulhado em sombras suaves, mas o silêncio era pesado, carregado de algo que ela não sentia há anos: consciência. Não a consciência do poder, do controle ou da aparência impecável. Mas a consciência de si mesma, nua de máscaras, sem trono, sem aplausos, sem armas. Sentou-se na cama, as mãos apoiadas sobre os joelhos, observando os dedos que há tanto tempo não tremiam diante de nada e de ninguém. Agora tremiam — não por medo, mas por reconhecimento. Reconhecimento da própria humanidade, da própria vulnerabilidade. Ela sempre fora forte, implacável, inteligente. Era a mulher que dominava cada sala, que seduzia e manipulava com a mesma facilidade. Mas aquela manhã, em silêncio, algo dentro dela reclamava. Não era poder que ela busc

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