Capítulo 4

1329 Words
Edgar comenta, quase como quem não quer nada, que já está tarde demais para atravessarem a cidade de volta e sugere, com naturalidade estudada, que passem a noite no apartamento. O tom não é impositivo, tampouco casual demais. É o tipo de convite que soa educado, mas que carrega uma segurança desconcertante. Penso em recusar. Penso seriamente. Penso em sair dali, em agradecer pela noite e desaparecer da presença daquele homem que parece feito de músculos, ossos e uma confiança que intimida. Mas lembro do modo como ele observa o mundo, como se estivesse sempre dois passos à frente, e de como Charlie já sorria, claramente animada com a ideia. Edgar não parece alguém acostumado a ouvir não — e, pior, eu não parecia pronta para dizer. Sorrio. Um sorriso pequeno, quase defensivo. E sigo Charlie pelo corredor. — Você tem certeza de que a gente vai acordar a tempo da faculdade? — pergunto, tentando soar responsável. — Claro que sim — ela responde animada. — Enquanto você conversava, eu baixei todos os arquivos que a gente precisa. É só copiar amanhã cedo. — Ótimo… — murmuro, mais para mim mesma do que para ela. Charlie para de repente e se vira com um sorriso travesso. — Só tem um pequeno detalhe — diz. — Você não trouxe roupa. — Charlie… — Relaxa. Vou resolver isso agora. Antes que eu possa protestar, ela me puxa pelo braço até o quarto do pai. Entramos rápido demais para que eu observe qualquer coisa além do tamanho absurdo do cômodo. Ela atravessa direto até o closet, que mais parece uma loja de departamento silenciosa e organizada demais. Charlie abre uma gaveta. Depois outra. Depois mais uma. — Uau… — escapa de mim, antes que eu consiga me conter. Dentro das gavetas, roupas íntimas novas, delicadamente dobradas, com etiquetas ainda presas. Reconheço a marca sem dificuldade. Tudo parece recém-comprado, perfeitamente alinhado… e, para meu desconforto, exatamente do meu tamanho. — Enfim, mesmo corpo — Charlie comenta, como se fosse o detalhe mais irrelevante do mundo. Pego uma calcinha preta simples, com renda discreta, e uma camisa branca grande demais para mim. Não presto atenção no que Charlie escolhe para si. — Acho que ela não vai gostar disso — digo, sem convicção. — Problema dela — Charlie pisca. — Vem, seu quarto é no fim do corredor. Fica à vontade. O quarto é elegante, mas neutro. Cama grande, colcha azul-clara, iluminação suave. Fecho a porta e respiro fundo. Tiro o vestido ali mesmo e sigo para o banheiro. O banho é rápido, quase automático. Tento organizar os pensamentos, mas tudo parece embaralhado. Quando volto para o quarto, ainda ajeitando a camisa larga no corpo, ouço uma voz atrás de mim. — Desculpe incomodá-la, srta. Taylor. O susto é imediato. Levo as mãos ao peito, por puro reflexo. — Sr. Collins, eu… — começo, sentindo o rosto queimar. — Me desculpe — ele diz, parando perto da porta. — Achei que Charlie estivesse aqui. Ele não avança. Não invade. Apenas observa, com uma expressão difícil de decifrar. Está sem o blazer. A camisa branca marca o corpo de forma simples, mas impossível de ignorar. — Eu… posso falar com você um instante? — pergunta, num tom mais baixo. Assinto, mesmo sem saber exatamente por quê. — Vim fazer uma proposta — ele diz, com um meio sorriso. — Que tipo de proposta? — pergunto, cruzando os braços, tentando recuperar algum controle. — Antes disso — ele inclina levemente a cabeça —, posso te chamar pelo nome? Prefiro não continuar chamando você de “srta. Taylor”. — Amy — respondo, quase num sussurro. — Amy — ele repete, como se testasse o som. — Certo. Há um silêncio breve. Denso. — Eu sei que isso pode soar… inadequado — ele começa. — E, se for, me diga. Eu paro. Isso me desarma. — Eu me interessei por você hoje — continua. — Não aconteceu nada além disso. Mas achei justo dizer. Meu coração acelera. — O senhor tem uma namorada — respondo, mais firme do que me sinto. — Tenho uma relação complicada — ele admite. — E não faria nada que a deixasse desconfortável. — Eu não sou esse tipo de garota — digo, quase defensiva. Ele sorri, mas não debochado. — Eu não sei que tipo de garota você é, Amy. E não estou pressupondo nada. Ele se aproxima um passo. Apenas um. Para longe o suficiente para que eu pudesse sair se quisesse. — Posso te pedir algo? — pergunta. Engulo em seco. — O quê? — Um beijo. Só isso. Meu corpo reage antes da razão. Ainda assim, hesito. — Só um — digo. Ele assente. Devagar. Quando seus lábios tocam os meus, é suave. Controlado. Não há pressa. Não há mãos erradas. Apenas calor. Apenas tensão. Apenas algo que me deixa sem ar por um instante curto demais. Sua mão esquerda sobe por meu braço até minha nuca, me fazendo arrepiar, enquanto à direita me puxa pra que ficássemos colados. Ele é bem mais alto que eu. Respiro em seu peito, já ofegante, apenas por seu toque. Ele se inclina pra que seus lábios fiquem diante dos meus. O quarto escuro, cria sombras no seu rosto o deixando sexy. Observo a pele perfeita, com uma barba rala. Ele roça nossos narizes, me fazendo querer sorrir. Levanto um pouco à cabeça e ele encosta seus lábios nos meus. Eu não sei o que aconteceu comigo, instantaneamente minhas mãos foram pra seu pescoço. Eu tentava ignorar de qualquer forma esse desejo infernal de rasgar suas roupas e as minhas. Ele separa a boca da minha e vai pro meu pescoço, não seguro um gemido. Uma mão caminha por dentro da minha roupa e vai até meus s***s. Massageado e me deixando excitada num nível desconhecido. Nunca tinha sido beijada por um homem como ele. Só tinha namorado uma vez e mesmo assim nunca transara. Sua boca vai até a minha novamente e minhas pernas estão bambas. Ele pega a barra da mas minha blusa e a puxa pra cima, nos separando apenas para tirá-la ele me arrasta pra cama e eu me deito. Ele beija minha boca de novo e desce da boca até meus s***s. Ele chupa com fervor me fazendo gemer baixinho enquanto sua mão faz círculos no meu c******s por cima da calcinha. Eu estava desesperada pra sentir aquele homem dentro de mim. Pego sua mão e à deslizo para dentro da calcinha. Estou tão molhada e que ele mesmo geme de prazer. - Oh Amy... eu quero tê-la - ele sussurra e beija minha orelha - arregalo os olhos... isso era pra ser apenas um beijo! - Sr. Collin, eu...- falo me dando conta do que estava fazendo - não me chame assim... temos um trato - ele diz sorrindo e me puxando para que eu ficasse em pé e eu abraço meu seio nu automaticamente com vergonha Olho meus dedos do pé. Me sinto péssima. O observo pegar a camisa e me entregar sorrindo torto. Fito discretamente a ereção enooorme em suas calças. Se controle Amy! Ele é o pai da sua melhor... aliás, da sua única amiga. - desculpe - ele murmura - eu não consegui me controlar... você dessa forma e... - ele passa as mãos por seus cabelos, frustrado. Visto a camisa em silêncio. - e sua resposta? - - por que não fazemos isso direito? - dou um sorriso de canto - claro - ele arqueia uma sobrancelha - amanhã... você aceitaria sair comigo... Amy? - - claro, Edgar. À que horas? - - às 8h ? - - está ótimo - bocejo - agora, preciso dormir - abro a porta - está me expulsando? - ele sorri brincando - talvez - pisco um olho - OK, fui rejeitado ... - ele faz menção em sair mas me agarra e me beija, em seguida cheira meu pescoço, me deixando arrepiada.
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