A sexta-feira chegou mais rápido do que eu gostaria. Passei o dia tentando ignorar a sensação incômoda de que estava organizando algo além de uma simples presença social. Era irracional. Uma festa corporativa não deveria carregar peso. Ainda assim, havia uma tensão invisível costurando minhas horas. Demorei mais do que o normal para escolher o vestido. Abri o closet, deslizei os dedos pelos tecidos, respirei fundo mais vezes do que precisava. Optei por algo que não gritasse poder, mas também não pedisse permissão. Preto. Corte elegante. Alças finas. O tecido acompanhava o corpo com naturalidade, valorizando sem exagerar. Soltei o cabelo outra vez, castanho, longo, caindo pelas costas em ondas naturais que eu apenas defini com os dedos. Nada rígido demais. Nada ensaiado demais. As péro

