capítulo 58

1130 Words

POV Diego A casa está silenciosa demais para uma noite de verão em Manhattan. Não deveria estar. Casas como essa costumam ter vida — música baixa, passos nos corredores, gente entrando e saindo, risadas perdidas entre os cômodos. Durante anos foi assim. Jantares, colegas do hospital, pacientes importantes querendo favores discretos. Agora só existe o som do relógio na parede da cozinha. E o leve zumbido da tornozeleira no meu tornozelo quando me movo. Eles chamam isso de prisão domiciliar. Uma palavra elegante para dizer que um homem pode caminhar por todos os cômodos da própria casa… desde que não ultrapasse a porta da frente. Eu caminho até a janela da sala e olho a rua. O bairro é tranquilo, árvores altas alinhadas nas calçadas, luzes suaves nos postes. Um lugar perfeito para que

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