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O Homem Que só Queria Ela

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Blurb

Rubens Monteiro sempre acreditou que tinha o controle de tudo. Empresário poderoso e adepto do b**m, enxergava Lídia apenas como sua submissa perfeita dentro do quarto, sem perceber que ignorava a mulher incrível que existia além desse papel.

Tudo muda quando Lídia descobre que o marido frequenta um clube para assistir mulheres dançando. Disfarçada, ela sobe ao palco, o deixa completamente fascinado e, ao revelar sua identidade diante dele e de seus amigos, destrói a certeza de que o casamento continuaria o mesmo. Ela tira a aliança, vai embora do país e deixa Rubens sozinho com as consequências de suas escolhas.

Consumido pelo arrependimento, ele mergulha em uma profunda depressão. Perde o interesse pela empresa, pela própria vida e percebe que nunca desejou outra mulher — queria apenas a esposa que sempre esteve ao seu lado. Enquanto isso, Lídia também sofre, dividida entre o amor que sente e a dor de nunca ter sido enxergada por inteiro.

Quando uma crise de asma coloca a vida de Rubens em risco, Lídia volta para salvá-lo. É nesse reencontro que os dois finalmente têm a conversa que nunca tiveram: ela exige ser amada como mulher, companheira e parceira, e não apenas como uma submissa. Rubens entende que amar é admirar todas as versões de Lídia, respeitando sua liberdade, seus desejos e sua essência.

Anos depois, com um casamento reconstruído sobre confiança, respeito e cumplicidade, os dois recebem a notícia mais emocionante de suas vidas: Lídia está grávida. A chegada do bebê transforma ainda mais a relação deles,quando mais filho vier um se vai e ai tudo vai mudar .

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Ela tinha descoberto a verdade quase por acaso. Do tipo que não se conta em voz alta nem quando dói. O marido, Rubens, um homem bem-sucedido, respeitado nos negócios, daqueles que falavam bonito em público… tinha um hábito que ele chamava de “desestressar”. Um clube discreto, luz baixa, música alta, mulheres dançando em quartos reservados. E ele jurava que “não era nada demais”. Naquela noite, Lídia decidiu não chorar. Decidiu entender. Ou pior… confrontar. — Ela entrou no clube disfarçada. Vestido curto, máscara cobrindo metade do rosto, salto firme no chão frio. O coração batia forte, mas o rosto não tremia. No quarto reservado, estavam eles. Rubens. E os amigos dele. Henrique, Caio, Marcelo e Vitor — todos rindo alto, copos na mão, como se o mundo lá fora não existisse. Quando ela entrou e começou a dançar, o ambiente mudou na hora. O silêncio veio primeiro. Depois o olhar. E por fim… o interesse. Ela não precisava mostrar o rosto para saber. Rubens estava hipnotizado. Henrique foi o primeiro a rir baixo. — c*****o… essa aí sabe o que faz. Caio soltou um assobio. — Essa performance é nível profissional. Marcelo inclinou pra frente, impressionado. — Rubens, tu ficou sério do nada, irmão… Vitor só riu. — Deixa o cara, ele tá apaixonado pelo show. Mas Rubens não dizia nada. Só olhava. Como se tivesse esquecido de respirar. Então veio a frase. — Tira a máscara, gostosa. A voz dele. Baixa. Confiante. Errada. Lídia parou. Devagar. E riu. Um riso curto, quase triste. Ela levou as mãos ao rosto e retirou a máscara. Um segundo de silêncio absoluto. Rubens congelou. — Lídia… que p***a é isso? Henrique levantou da cadeira na hora. — Não… pera aí… Caio arregalou os olhos. — Vocês são casados?! Marcelo soltou um “c*****o” baixinho, sem acreditar. Vitor ficou parado, sem reação. Lídia ajeitou a postura, como se nada estivesse desmoronando dentro dela. Olhou diretamente para Rubens. — Pois é, meninos… enfim. Ela pegou a aliança do dedo. Devagar. Sem pressa. E jogou sobre o peito dele. — Adeus, Rubens. — Não, não, Lídia! Você vai me explicar isso agora! Ele levantou, nervoso, tentando alcançar ela. Ela deu um passo para trás, fria. — Explicar o quê, querido? Você não gosta dessa boate? Então fique com ela. Os amigos ficaram em silêncio, desconfortáveis. Lídia olhou ao redor, depois voltou o olhar para eles. — Obrigada pelos elogios, meninos. Agora eu entendi uma coisa… o problema nunca fui eu. Eu só casei com o homem errado. E sem esperar resposta, virou as costas. Colocou os óculos escuros. E saiu. O som do salto dela foi a última coisa que ficou no quarto. Henrique soltou um riso nervoso. — Mano… isso foi pesado. Caio balançou a cabeça. — Tu perdeu, Rubens. Perdeu feio. Marcelo cruzou os braços. — Essa mulher nunca mais vai olhar na tua cara. Vitor completou, rindo baixo: — Arrependimento chegou mais cedo hoje. Rubens ficou parado. O peito subindo e descendo rápido. O olhar perdido na aliança sobre a mesa. E então, sem dizer mais nada, virou e saiu furioso. Atrás dele, os amigos ainda riam. — Lá vai o arrependido…

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