O táxi parou em frente a bela resistência, Andrea desceu após pagar ao motorista e seguiu para a porta, subindo os pequenos degraus que ali havia, tocou a campainha e logo a porta foi aberta.
— Andy, que bom vê-la.
— Olá Kara — Disse sorrindo simpática.
— Entre.
— Obrigada — Disse passando pela mulher de cabelos curtos e claros — E as meninas?
— Estão no quarto.
— Kara! — A voz de Mira ecoou — Quem está... Ah Andrea, é você — Disse sem muito interesse.
— Boa noite Mira, eu vim ver as meninas e aproveitei para trazer livro, espero que não se importe — Mira levou o olhar para a mulher de cabelos claros.
— Você já pode ir.
— Claro, com licença e boa noite, foi um prazer revê-la, Andy.
— O prazer foi todo meu, Kara — A mulher da cabelos claros sorriu ainda mais e saiu, deixando uma Mira completamente séria para trás.
— Íntimas vocês, não?
— Nem tanto, não dividi cama com ela, ainda.
— O que quer dizer com ainda, Andrea? Por acaso pensa nessa possibilidade?
— Claro que não Mira, não seja ciumenta.
— Eu não tenho ciúmes — Andrea revirou os olhos.
— Onde estão as meninas?
— No quarto delas — Disse ainda séria.
— Irei subir para vê-las, aqui está o livro — Disse entregando o livro para a mais velha e seguiu para as escadas, assim que chegou ao andar, seguiu pelo corredor e bateu na porta.
As gêmeas olharam para a porta, as duas correram até a morena.
— Andy!
— Oi minhas princesas — Disse abraçando-as e enchendo-as de beijos — Como vocês estão?
— Eu estou melhor, mas Kara me fez tomar um montão de remédio.
— E eu tive que ir para a escola — Cassidy disse emburrada, assim como a mãe estava a alguns minutos.
— Mais você pelo menos não ficou doente como a sua irmã, Cass, em algum momento vai ser diferente.
— Mesmo?
— Sim e você não gostará nem um pouco de ficar em casa.
— Eu duvido — Andrea riu.
— Por que demorou tanto para vir nos ver, Andy?
— Vocês estavam com o pai de vocês lembra?
— É verdade, havia esquecido.
— Caro está na hora do seu remédio — Mira disse entrando no quarto.
— De novo?
— Sim querida, o outro que você tomou foi para o estômago, esse é outro — Disse tranquila.
— Esse é o que dá um soninho?
— É sim — Disse sorrindo para a filha e lhe deu o remédio.
— Eu posso tomar também?
— Não bobbsey, pois pode fazer m*l a você — Disse beijando a cabeça da ruivinha.
— Podemos dormir na sua cama outra vez?
— Vocês estão ficando muito m*l acostumadas.
— Por favor, mamãe — Pediram juntas, Mira revirou os olhos.
— Tudo bem, mas não acostumem — As duas comemoraram — Eu estarei no escritório.
— Tudo bem, vem Andy — Cassidy disse puxando a mão da morena para fora do quarto sem deixa-la debater, Mira apenas sorriu negando quando as perdeu de vista.
.§.
Andrea observou as gêmeas que dormiam abraçadas e se levantou com cuidado cobrindo-as e saiu do quarto.
Fechou a porta e seguiu para o escritório de Mira, bateu na porta e abriu, Mira a olhou.
— Eu já estou indo.
— Fique mais um pouco.
— Está ficando tarde, Mira, nós vemos manhã na Runway.
— Tudo bem, então venha, eu quero ao menos um beijo de despedida — Andrea aproximou-se e inclinou-se sobre a mais velha beijando-a com lentidão.
— Boa noite.
— Boa noite querida, até amanhã — Disse em um sussurro assim como Andrea havia feito.
— Até amanhã.
Andrea a beijou mais uma vez e saiu do escritório.
.§.
A semana passou-se de forma rápida, Andrea e Mira sempre tiravam um tempo para elas, principalmente quando as gêmeas iam para a casa do pai, Lily ficava cada vez mais animada com o romance da amiga, assim como Doug, mas sempre repreendiam a morena por não ter dado o próximo passo por conta do medo.
— Eu acho que você deveria aproveitar que hoje a noite as ruivinhas estarão na casa do pai e chama-la para te fazer uma visita essa noite.
— Não sei se devo, Doug — Disse apoiando o rosto sobre a mão enquanto passava o canudo pelo copo, haviam ido ao shopping com os amigos para curtir o sábado e descansar a mente de tanto trabalho.
— Andy, você precisa relaxar, não é fácil em nenhum dos dois modos, nem com homem, nem com mulher, mas quando você se entrega a coisa simplesmente vai.
— Doug tem razão, amiga, você precisa relaxar, não faça nada do que não queira, peça para que ela guie você e deixa rolar.
— Eu não sei gente.
— Faz o seguinte, chame ela para um jantar, para passarem um tempo juntas e se acontecer algo, você deixa rolar, vocês já estão a um mês nisso, Andy.
— Eu concordo, ligue de uma vez e marque esse jantar, mesmo que seja para jantar, se você não ligar eu mandarei uma mensagem — Andrea revirou os olhos e pegou o celular, procurou o número de Mira e discou.
— Alô? — A voz imponente ecoou.
— Oi querida, sou eu.
— Andrea? Aconteceu algo? Você parece... Tensa.
— Está tudo bem, eu liguei para saber se quer jantar comigo hoje, na minha casa, se você não puder eu entendo e aceito bem não se preocupe, nos vimos ontem, não é mesmo? — Disse rapidamente.
— Eu aceito, Andrea, pode respirar agora, chego às oito.
— Oito? Tudo bem, então nos vemos mais tarde.
— Até mais tarde — Andrea guardou o celular.
— E então?
— Ela irá às oito, eu preciso ir pra casa, aquilo está um caos.
— Nós ajudamos você, amiga.
— Você está bem depilada?
— Você não deveria está me perguntando sobre a casa, Doug?
— A casa é o de menos, Andy, o que Mira quer está bem ai, em você — Lily gargalhou alto fazendo algumas pessoas olha-los — Está depilada?
— Sim.
— Ótimo, vamos logo ainda temos que pensar em um cardápio para o jantar.
.§.
Os amigos de Andrea foram embora vinte minutos antes do horário que Mira havia dito que chegaria.
Andrea checou suas roupas e a casa umas vinte vezes, só não olhou mais, pois a campainha tocou fazendo-a despertar de seus devaneios.
Ela seguiu para a porta e abriu vendo Mira mais elegante que nunca, Andrea sentiu um leve arrepio na barriga ao pensar na possibilidade de Mira entender o motivo do jantar.
— Boa noite querida — Mira disse enquanto beijava os lábios da morena.
— Boa noite, entra.
— Obrigada — Disse passando pela morena e seguindo para o sofá, onde colocou a bolsa — O cheiro está ótimo — Andrea sorriu.
— Aceita um vinho?
— Sim.
— Eu irei buscar — Disse sorrindo e seguiu para a cozinha.