Nova vida e amigos

662 Words
Ethan Parecia que estávamos de férias na primeira semana, mesmo indo assim que cheguei para Colégio Hercília Dalva, um renomado colégio para pessoas que nem eu – falo assim porque é fácil acreditar e ver que sou um privilegiado aqui no Rio, um paraíso rodeado de submundos e pessoas que variam muito em tudo: de temperamento, agitação, olhos desconfiados e alertas, outros indiferentes... Uma parte com pessoas selecionadas da Europa e Ásia e outras que moram em comunidades, favelas… — Ethan? — Eu. — Você quer mesmo entrar no time de vôlei? — Sim, mas eu nunca joguei. — Relaxa, aqui tem toda a estrutura. Me dei bem de cara com Gabriel, que logo me apresentou Tadeu e Gil. Andando com eles, em três dias parecia que estava há mais tempo ali, Yuliya se adaptou bem também e a via malmente em alguns intervalos que nos cruzavámos na parte externa que separava e educação infantil dos adolescentes. Eu passei a flertar mais, a olhar mais para os olhos das pessoas diretamente, ler certas peculiaridades nelas sem ser invasivo, não estava negando meus poderes, estava domando eles. Karen era certamente a melhor garota daquele colégio e mesmo ter prometido não bem relacionar com ninguém, ainda mais tendo o meu pai como meu responsável, era impossível ignorá-la. — Então Ethan, a Rita do primeiro ano mandou te dar isso. — E? — É um convite para uma festa, a festa dela de quinze anos. Os pais dela pediram para te chamar. É só gente nossa! — Mas eu não sei, tenho que ver com meu pai. — Parada boa, tipo um lual, na praia, pista de dança, garotas daqui e de outros lugares. Vai ser legal, você não quer conhecer um agito? — Sim, mas é uma festa familiar, não é? — Tipo, é, mas terão ambientes para todos e a praia. — Mas onde é essa praia? — Aqui, depois da Barra da Tijuca, na praia de Grumari. — Tá bom! — A Karen vai, ela ficou com um amigo meu que voltou para Argentina, então ela está sozinha, coloco ela na sua fita, aí você desenrola. Apesar de não entender muito as gírias, eu entendi muito bem o nome Karen, namorado fora e eu conheceria melhor ela. Meu contato com português foi em Portugal em algumas férias que passamos lá, mas entender na prática é um desafio em tanto ainda mais o do Brasil. Ele passou por bluetooth o convite com QR e apareceu fotos de Rita em um ensaio fotográfico, um texto, que entendi malmente e a data, o local, essas coisas. Karen e Brie me olharam simultaneamente e eu fiquei na minha, reparei em todas as garotas, sendo fato um atração pela bombshel da classe, ou melhor, da escola. E não era exagero, se seu pai não fosse representante de uma das empresas de aviação mais importante do Oriente Médio, ela poderia ousar mais, algo que sua família mulçumana não permitiria, mesmo estando no Brasil. Antes de ir embora, Rita, Vanessa, sua melhor amiga e outras que ainda não tive o prazer em conhecer vieram me sondar: — Você dança comigo no meu baile? — Rita fazia aquela cara de garota carente e humilde. — Se dançar com ela, terá que dançar comigo também. – uma outra adolescente disse. — Se eu for a essa festa, sim. — Você confirmou, então você vai. — Ela saiu andando para não mudar de idéia. Era tudo muito rápido que estava acontecendo e eu gostei do agito, das pessoas e do meu novo colégio. Marcelo explicou mais ou menos quem era a família de Rita e Gil completou que iria pessoas envolvidas com política, empresários, famílias mais abastadas do Rio e São Paulo, coisas desse tipo. Aqui todos, de algum modo, gostaram da minha performance e não era corrigido e nem coagido em nenhum assunto que tinha com eles. — Conversarei com meu pai. Até porquê é um convite super encima da hora...
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