Capítulo 5 - Sequestro (Part. I)

2167 Words
BERNARDO Se amar é uma loucura, então eu estou louco tão louco que sequestrei Valentina, não poderia deixar a mulher que amo se casar com outro, não poderia perder - lá assim sem fazer nada, se revela a ela que amo não adiantou de nada o jeito foi esse, sequestra - lá para que ela perceba que pode aprender a amar-me, na verdade, ela me ama só ainda não percebeu, eu sei que quando ela acorda e ver o que realmente aconteceu a princípio vai odiar-me, mas com tempo todo o ódio se tornará amor eu estou convicto disso, serei paciente com ela, até porque tirei ela dos seus pais, isso também para mim é doloroso, são pessoas maravilhosas de bem que amam a filha a cima de tudo e que estão sofrendo, mas para tranquiliza um pouco a situação deixei um bilhete como se Valentina tivesse escrito, espero que a letra seja bem convincente e não desconfiem de nada, assim também não terei a polícia atrás de mim. Eu trouxe Valentina para uma cidade pequena no interior do Rio de Janeiro, Miguel Pereira uma cidade com pouca população, mas muito bonita, é distante ninguém pensará que Valentina está aqui, comprei uma casa bem um pouco distante da cidade e bem grande, com muros bens altos, com um jardim lindo Valentina vai amar, pensei em tudo até nos mínimos detalhes, com ajuda do meu braço direito Aníbal, contratei pessoas de extrema confiança para manter a segurança, Aníbal trabalhava para meu pai como segurança, mas era mais que isso ele era um amigo para meu pai, quando o meu pai morreu ele resolveu proteger-me, e ele já provou várias vezes que é de muita confiança. — Senhor, a senhorita Valentina já está na suíte, o que faremos agora? - pergunta Aníbal tirando dos meus pensamentos — Por agora nada, pode se retirar e ir até aos empregados e alerta los, mas uma vez sobre Valentina, e peça a eles e sigilo completo, se não sofreram consequências e não serei piedoso e por favor certifique a segurança não quero saber de nem um bisbilhoteiros rodeando a casa - Digo ele, ele acena com a cabeça e sai do escritório. Em seguida levanto-me e também saio e subo até o suíte de Valentina, escolhi a maior suíte para ela é bastante confortável apesar de ter a sequestrado não quero que ela se sinta prisioneira, abro a porta tranco e escondo a chave no meu bolso e vou até ela, está tão linda, dormindo tão profundamente acaricio o seu rosto ela tão perfeita, como amo essa mulher, então devagar retiro aquele vestido de noiva, os sapatos só a deixou com a lingerie e a cubro com uma manta, e fico a olhar para ela, um rosto tão doce, a sua pele é tão macia, então ouço bater na porta e a raiva-me toma porque fui bem claro que não quero que ninguém se aproxime da suíte sem a minha permissão a não ser os seguranças que ficaram de vigia, vou até a porta e abro e vejo Aníbal parado na minha frente. — O que você quer Aníbal? Eu fui bem claro sobre a restrição da suíte da Valentina - Digo com ódio — Perdoe-me só queria informar que a senhora Lúcia já está la em baixo aguardando. — Então mostre-lhe qual aposento vai ficar e deixe se acomodar logo irei até ela para conversar e por favor não me interrompa mais, ah - saio da porta e vou em direção a chão e pego o vestido de noiva da Valentina e vou até Aníbal. - Por favor pegue esse vestido e queime. - Mas senhor? - diz ele pegando o vestido e olhando-me espantado. — Faça o que eu te pedi, Valentina não precisará desse vestido. Digo trancando a porta. Já me tinha esquecido de Lúcia ela foi me babá, mas ainda cuida de mim ele é como uma mãe para mim, sempre me educou e cuidou de mim como uma mãe, porque a minha mãe nunca estava presente em nada da minha vida eu não sei como ela foi tão generosa, que conseguiu uma bolsa de estudos para Valentina porque a minha mãe não sabia o que era ser uma boa pessoa ao contrário do meu pai que sempre foi bom com todos. Volto até a cama onde Valentina está e sento-me ao seu, e fico a observando o quanto ela é bonita, e penso em quando a beijarei novamente o quanto seu beijo é quente, envolvente como o meu corpo fica em alerta quando fico perto dela, mas também penso como ela reagirá quando descobri que a raptei, olho para o seu corpo vejo o quanto é perfeito, o quanto fico e******o e descontrolado perto dela, mas eu tenho que me acalmar porque tudo deverá ser no seu devido tempo, do, um beijo na sua testa e levanto-me para ir embora, mas chegando a porta ouço um gemido e sinto calafrio na minha espinha, com a mão na maçaneta, fecho os olhos e sinto que ela está acordando, agora toda a calmaria se acabara, viro-me e fico a olhando vejo que ela está acordando, ela abre os olhos, ela olha para os lados parece que ainda está com os olhos embaçados presumo, se levanta e senta na cama olha para os lados com olhar confuso e quando me ver dar um grito de susto, apavorado olha para todos os lados ofegantes olha para cama, para manta que a cobrir e olha por baixo da manta fica ainda mais assustada, eu estou parado na porta sem saber o que fazer, o que falar, eu treinei muito para esse momento mais, mas agora eu não consigo nem mexer nenhum músculo do corpo e só fico a olhar para ela, ela está muito apavorada segurando a manta no peito vejo lágrimas nos seus olhos então ela olha-me. — Bernardo, você não fez isso, você não podia ter feito isso, você não tinha o direito algum - Diz gritando e chorando Então vou até a beirada da cama fico a olhar para cama e ela se levanta meio-tonta e colocar a manta em volta do seu corpo e passa por mim e vai até a porta e tenta abrir, mas está trancada e viro-me, mas ela está de costa segurando a maçaneta da porta tentando abrir — Por favo Bernardo diz-me que isso é um sonho que, que você não me raptou, diz-me que isso é um sonho por favor - Diz ela, mas uma vez gritando e chorando com rosto encostando na porta. — Não Tina isso não é um sonho eu te sequestrei para mim, você agora é minha e de mais ninguém. - digo-lhe sentindo-me muito seguro nas minhas palavras e colocando as mãos nos bolsos. — Eu não sou sua! - diz ela e começa a bater na porta e grita - Por favor alguém ajuda-me, por favor ajudem-me- Diz ela gritando e repetindo Ajuda várias vezes. — Valentina, Valentina, Valentina - a chamo calmamente, mas ela ainda grita -Valentina! — Então grito o seu nome ela para e vejo apoiando a testa na porta - e digo calmamente a ela - Valentina não adianta você gritar ninguém irá ouvir-te estamos em lugar deserto, você poderá gritar e esperneia o quanto você quiser ninguém te ouvirá. Então ela se virá e me olha vejo o seu rosto borrado pela maquiagem e vejo o seu olhar de raiva para mim. - Você é louco, louco, louco - diz gritando - Então ela começa a ir ironicamente - você acha que me mantendo aqui, você vai conseguir o quê? Em? Me diz Bernardo o que acha que vai conseguir? — Que me ame só isso, mas nada, quero você para mim, fiz tudo para você percebe o quanto eu te amo, o quanto quero você. - Digo-lhe calmo -Que eu te ama? Isso só pode ser piada, sabe o que você acabou de conseguir? O meu ódio, estou com tanto ódio de você, nunca vou-te amar eu nunca vou ser sua, você só conseguiu o meu desprezo, minha raiva, eu amo o Bruno e isso não vai mudar, eu sempre serei dele, nunca a sua. - Você está dizendo isso tudo no momento de raiva eu te entendo. Digo-lhe calmamente — Você é um grande filha da p**a mesmo, acha mesmo que vou fica aqui por muito tempo, eu não vou ficar e vou dar um jeito de fugir ou logo viram atrás de mim, a minha família já colocou a polícia atrás de mim com certeza. — diz ela vindo para cima de mim. Eu seguro-a pelos braços firme, mas não para machucar. — Entenda de uma vez por todas, você agora é minha e ninguém virá atrás de você todos acham que você fugiu - digo-lhe segurando os seus braços derrepente ela começa a se debater no meu peito e choramingar e gritar desesperadamente - Eu odeio você, me solta eu vou matar você, eu te odeio, você nunca terá o meu amor, você nunca me terá, jamais me apaixonarei por você. - Então a solto e seguro os seus pulsos firmes. - Eu amo você, você é tudo para mim, o que fiz foi a única maneira que encontrei de não te perde, Valentina amo você como nunca amei ninguém, você me pertence e a mais ninguém. - Isso não é amor, isso é obsessão, você é louco e tem que ser internado num hospício, sabe - ela pausa engole o fôlego e continua - se me amasse realmente não pensaria só e você tem ideia do que os meus pais passam nesse momento, você não teve dó nem um pouco deles então não venha falar de amor, você é muito egoísta. - Então ela consegue se soltar de mim e senta na cama com as mãos no rosto e começa a chorar como criança. Ver ela, sim, dói-me muito então saio rapidamente antes que eu ceda e deixa ela ir embora e saio sem olhar para trás, desço as escadas o mais depressa possível entro no escritório e começo a beber uísque, tenho ultimamente bebido além da conta, mas é a única coisa que tem me distraído, sento-me com o copo e a garrafa de uísque e fico-me lembrando de cada palavras que Valentina me disse, eu sei que seria dessa forma, mas cada palavra dela foi como uma facada no meu peito, ouço batidas na porta, mando entrar e vejo que é a Lúcia e já entra falando. — Filho, quando pensei que ia fazer algo para conquista Valentina não achei que ia sequestrar - lá, o meu filho isso é errado não pode aprisionar - lá aqui e nem obrigar - lá a gosta de você dessa maneira. - diz Lúcia me dando um sermão — O que senhora queria que eu fizesse? Eu declarei-me e humilhei-me e de nada adiantou, Bá não tinha outro jeito não podia perder Valentina para aquele merda - digo dando um gole no meu uísque — A culpa é sua se fosse mais corajoso a Valentina já estaria casado com você, pudera né meu filho você teve várias oportunidades antes e logo resolver se declarar-lhe justamente quando ela encontrou alguém e quando estava prestes a se casar, e você já pensou o vai fazer quando todos descobrirem, porque por mais que você tenha feito tudo para ninguém saber desse sequestro, alguma brecha ficou, Bernardo pense bem você pode ser preso por que sequestro é crime. - Me diz ela em pé diante da minha mesa. - Pode ficar tranquilo ninguém irá descobrir eu e a Aníbal cuidamos até dos mínimos detalhes e estou ciente do que fiz, mas vai vale a pena e por favor Bá me ajude a cuidar dela eu prometo a você que não deixarei ela por muito tempo aqui se nesse tempo que pretendo que ela fique, Valentina não sentir nada por mim eu a deixo e ir embora e aceito que nunca terei o amor dela - digo meio-triste — Isso é completamente errado, mas amo muito você como o meu filho e vou-te ajuda por algum tem mesmo sendo contra a minha vontade, mas não quero que Valentina fique por muito tempo aqui, porque por mais que eu amo eu entrego-te menino, agora dê-me permissão para ir até o quarto dela para levar algo para ela comer. — Sim Bá, diga a Aníbal que te leve até ela, mas os seguranças vão ficar na porta. - Digo-lhe pouco animado por aceita-me ajudar. — Tudo bem meu filho, mas está avisado, ah outra coisa se quer aquela conquista a Valentina comece a parar de beber. - Então ela sai. Eu vou cumprir a minha promessa se ela não me amar no tempo que ficar aqui e deixarei partir, mas nesse meio tempo vou lutar muito pelo seu amor e tenta conquista - lá todos os dias. Darei tudo de mim por estar mulher.
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