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3842 Words
Quando nós achamos o rio e a cachoeira, olhamos e vimos os nossos pais e os nossos irmãos se divertindo, então nós também entramos e nos divertimos na água, só que o que me incomodava, quero dizer, não incomodava de verdade, só que era meio p******o o fato de estávamos ficamos um pouco longe da minha mãe e do pai do Ric, só pra podermos ficar sozinhos. Ele ficava me roubando selinhos, e também puxando meu pé embaixo da água e fazendo as brincadeiras idiotas dele, porque ele é e sempre será esse i****a. Porém, é por esse i****a que eu estava ficando muito apaixonada. Alguns minutos mais tarde nos juntamos a todos e fingimos ter apenas chegado, mas logo o passeio acabou e voltamos à pousada para almoçar. Então nós ficamos a tarde toda conversando e tirando umas fotos em família, depois, arrumamos nossas coisas pra ir embora. *** Quando eu acordei, já tinhamos acabado de chegar em casa, tinha sido estranho me despedir do Rick depois do final de semana que tivemos, apenas troquei uns olhares com ele é seguimos cada um em um carro diferente. Ainda muito sonolenta, eu peguei minhas coisas e subi para o meu quarto, tomei um banho, depois fui pra minha cama e caí no sono de novo. Quando acordei, já era noite, então eu desci as escadas para encontrar todo mundo, mas minha mãe ainda estava dormindo, e o Edu também, oque me fazia pensar sobre ter a minha família mais dorminhoca de todas. Somente a Sabrina estava na sala assistindo algum desenho muito barulhento, eu apenas segui direto pra cozinha e preparei um sanduíche e um suco. Enquanto eu comia tranquilamente, eu respondia as mensagens no meu celular, as meninas estavam muito empolgadas pra chegar amanhã logo, pois tinham descansado o final de semana inteiro, já eu, estava exausta de tanto nadar e ficar no sol. - Quem vai fazer o jantar Isa? - Quase pulei de susto quando a Sabrina me perguntou, entrando na cozinha de repente. E eu tentei responder, mas não ouvi a minha voz saindo. Que estranho. Tentei de novo, mas não saía nada, eu jurava que não conseguia ouvir a minha própria voz, e nem a Sabrina, pela cara dela de confusão. - Ué!? O gato comeu sua língua? - ela riu. - Você deve ter ficado rouca por nadar no sol, mas não me lembro da água estar tão gelada assim... Meu Deus eu devia ter ficado muito tempo na água gelada à noite! peguei meu celular e escrevi uma mensagem pra Sabrina. - Como eu vou cantar amanhã! - Eu mandei pra ela. - Você não vai poder cantar com toda certeza! E eu não vou poder levar minhas amigas para te ver cantar . - Ela me mandou de volta, enviando um emoji triste. - Sabrina, você não está sem voz, por que não fala, ao invés de escrever? - Eu mandei pra ela . - Ah, porque é mais legal assim. - Ela sorriu, depois que mandou a mensagem, então pegou um pacote de biscoitos e suco e voltou pra sala. Imediatamente entrei no chat em g***o pra falar com as minhas amigas. - Meninas, eu não vou poder cantar no show amanhã!!! - Ué, por que? - A Ju perguntou. - Eu perdi a voz. - Como assim? Explica isso direito. - A Carol mandou, com emojis irritada. - Eu não estou conseguindo falar... Nem um pouco. - Mas, isso é sério? - A Bia perguntou. - Não é uma pegadinha? - Não, é sério mesmo! acho que eu passei muito tempo na água esse final de semana. - enviei emoji triste. - Desculpem meninas, vão ter que cantar sem mim. - Você já chamou o médico? - A Carol mandou. - Não, acho que não é necessário, eu vou tomar um xarope, mas eu acho que não vou ficar bem à tempo. - Você é uma irresponsável Isa! por que ficou tanto tempo na água? Você tinha que ter sido mais profissional, a Demi Lovato, não fica na piscina o dia inteiro, antes de um show, e nem a Avril Lavigne. - A Ju mandou, muito irritada. - Eu sei Ju, mas... Eu juro que me esqueci que isso poderia acontecer! Desculpem meninas, de verdade. Acho que a Carol pode cantar no meu lugar. - Eu não! Já estou satisfeita com a segunda voz, e além do mais... Não vou alcançar essa nota jamais. Eu não fiz aula de canto como você Isa. - E vocês meninas? Nenhuma quer cantar? Bia? Juliane? - Eu não vou cantar nem morta! - A Bia digitou. - E nem eu! desculpe, mas... Nós ensaiamos com você Isa, e se você n******e cantar... Então vamos ter que cancelar o show. - Isso não é justo Ju! - mandei. - Calma meninas... Talvez a Isa fique bem até amanhã, temos que esperar. - Talvez Carol, mas eu não sei. Estou completamente sem voz. - Nós vamos torcer pra você ficar bem Isa. - A Bia disse. - Obrigada. - Eu não acredito que todos já estão sabendo sobre a banda, aposto que a invejosa da Manu, já formou uma banda também... - A Ju mandou. - Pode ser que sim, só que se a Isa ficar boa, vamos vencer deles facilmente, porque somos melhores e ensaiamos muito! - Como pode ter tanta certeza Carol? - Bianca mandou um emoji preocupado. - Dá pra parar de nos subestimar Bia? Somos boa e pronto. - Eu concordo Carol! - a Ju mandou. Então eu me despedi das meninas, tomei o xarope que a minha mãe sempre comprava para as crianças e subi pro meu quarto. Abri as outras mensagem no meu celular, e uma delas era do Mateus. - Oi princesa, tudo bem? Você sumiu o final de semana inteiro. - Oi Mateus. Eu já estive melhor, mas obrigada por perguntar! Como você está? - Eu estou bem. Mas, oque foi? - Eu fiquei rouca! Perdi minha voz completamente porque fiquei muito tempo na piscina. - Que chato gata! Quer dizer que você não vai poder cantar amanhã? - Acho que não. - Que pena, eu tinha certeza de que vocês iam ganhar. - Obrigada. - Então, eu soube que estreiou um filme bom no cinema, você não quer ir comigo um dia desses? Essa não. Oque eu temia aconteceu, ele estava levando nossa r*****o um pouco sério de mais. Eu tinha que cortar pela raiz. Eu já tinha muitas coisas com o que me ocupar. - Me desculpe Mateus, se eu te dei falsas pistas, ou te deixei pensar algo a mais, só que eu não quero nada sério no momento. - Hey, relaxa... eu entendo. Só te chamei como amigos. Nossa! Eu tinha ficado vermelha de vergonha com certeza. - Então neste caso, nós marcaremos sim. Eu me divirto muito com você. - Obrigada. É bom saber. Depois que eu conversei com o Mateus, o Ricardo me mandou uma mensagem, e eu abri, quase que imediatamente, para minha própria surpresa. - Oi gata. - Oi. Também estava dormindo? - Sim, acabei de acordar. Oque está fazendo? - Só estou deitada na minha cama, falando com meus amigos. E você? Ele não me respondeu, e segundos depois, ele me ligou, mas eu cliquei para recusar a chamada, e então ele me mandou uma mensagem. - Oque foi? Por que você desligou? Eu quero ouvir a sua voz. - Acontece que eu estou sem voz. - Como assim sem voz? - Fiquei rouca assim que cheguei da pousada, acho que eu não devia ter ficado tanto tempo na água gelada. - A culpa é minha! Se eu não tivesse tido a idéia de mergulhar à noite, você estaria bem. Então, não vai poder cantar? - Acho que infelizmente não. - Está tão r**m? - Sim. - Desculpe. - Não foi culpa sua, eu entrei porque eu quis, e aliás me diverti muito! obrigada. Se você não estivesse lá, acho que não seria tão divertido. - Eu aposto que sim. Mas, fora estar rouca, você está bem? Não está com febre? - Não. Eu acho que não. - Eu queria te ver. - Oque vai adiantar? Eu não consigo falar. - Mas quem disse que eu quero falar? Meus pelos do corpo todo se arrepiaram só de ler isso. - Você está brincando né? - Desculpe, eu só estou preocupado com você. - Obrigada, mas eu estou bem. Isso logo vai passar, só estou triste por não poder cantar. - E se você melhorar depois que dormir? Temos que ter esperanças. - Eu não sei muito se vou melhorar até amanhã, eu estou completamente sem voz. - Você tomou alguma coisa? Quer que eu vá aí na sua casa? - Não precisa! Eu tomei um xarope, e acho que vou ficar melhor, mas não o suficiente para cantar. - Eu vou torcer para que você melhore. - Obrigada. - Você já comeu alguma coisa? - Na verdade, só um sanduíche. Acredita que a minha mãe está dormindo desde quando chegou? E a Tati está de folga, então acho que não vamos ter um jantar hoje. - Nossa, acho que ela não dormiu bem lá na pousada e esse pensamento me dá enjoo. Enviei emojis rindo. - Mas, que tal eu ir aí na sua casa, e nós pedirmos uma pizza? - ele digitou. - Acho melhor não, já está super tarde, e oque você vai dizer? ''Oi, eu vim dez horas da noite pra ver a minha linda amiga que está rouca?'' - Eu pensei em dizer minha irmãzinha. - Nem sonha! Já disse que isso é nojento. - Não quer mesmo que eu vá ai? Você não quer me ver? Enjoou da minha cara? - Engraçadinho! Não é isso, eu quero muito te ver, só que, eu já vou dormir daqui a pouco, e não estou com fome. Mas obrigada. Mesmo. - Então tudo bem. Descanse e você vai estar melhor amanhã, vai ver. - Tomara. Boa noite. - Sonha comigo. - Vou tentar não sonhar. Eu sorri ao digitar, depois eu fiquei assistindo um filme de comédia até que adormeci de novo, desta vez pra valer. *** Na maioria das vezes eu é que complico as coisas para as minhas amigas, ano passado, eu quase não pude apresentar com elas porque eu tinha torcido o tornozelo, mais por sorte na hora eu consegui dançar. Teve uma vez que íamos para o show do Luan Santana, mas eu tinha perdido minha entrada, então eu não pude ir, muitas outras vezes fui eu que atrapalhei nossos planos. Às vezes chego à refletir se mereço mesmo a amizade delas. Eu ainda não sabia se minha voz tinha voltado, mas mesmo assim eu levantei da cama, me arrumei e cruzei os dedos para poder falar alguma coisa. Então eu abri a boca pra dizer "por favor" nada saiu. Sério, eu fiquei muito triste. Imediatamente peguei o meu celular e só para todos já ficarem sabendo, sem precisar de lamentações no privado... eu digitei no meu status: ''Não recuperei a minha voz.'' e um emoji triste. - Bom dia! - A Tati estava terminando de arrumar os pratos na mesa para o café da manhã. - Isa? Tudo bem com você? Parece triste. Isa??? Apenas olhei pra ela, triste. - Tati, ela não tem voz. - A Sabrina respondeu por mim. - Ficou rouca desde quando chegou da pousada, e pelo visto, ainda não melhorou. Por isso não vai poder cantar com a banda no colégio dela. - Isso é o que dá ficar tempo demais na água, e exposta ao sol... - Tati disse, claramente irritada. - Eu passo só dois dias longe das minhas crianças, e olha só oque acontece... - Ela se aproximou de mim e colocou as mãos no meu rosto para checar minha temperatura. - Você não está com febre, isso é um bom sinal, mas a mãe não te levou ao médico? Balancei a cabeça, negando. Eu peguei o meu celular e digitei pra Tati: Acho que não precisa, eu estou bem, já tomei um xarope antigripal ontem, só minha voz que não voltou ainda. A minha mãe ainda não sabe, porque ela dormiu ontem desde quando chegamos até agora, eu não a vi.'' Ela olhou pra mim, para Sabrina e em seguida pro Edu, que estava comendo cereal de chocolate enquanto checava se vinha algum brinde dentro da caixa. - Ela não fez o jantar? - ela perguntou, com os punhos nos quadris. Ela estava chateada, como sempre ficava quando minha mãe não cuidava bem da gente. - Não. Eu e a Isa comemos sanduíches no jantar. - Depois eu vou ter uma ''conversinha'' com a senhorita Valentina. - Oque foi Isa? - O Edu largou a caixa de cereais e entrou na conversa como se não tivesse ouvido nada do que falamos antes. Então, a Sabrina revirou os olhos pra ele. - Eu acabei de falar Edu. A Isa não fala mais. - Eu olhei com cara f**a pra ela, como ela pode falar desse jeito? Como se nunca mais eu pudesse voltar a falar de novo. - Nunca mais? - Ele arregalou os olhos. - Não! - A Sabrina deu um t**a na sua testa devagar. - Ela só está assim por uns dias. - Que bom. - Ele respirou fundo. - Seria muito r**m não poder falar nunca. Tomara que você fique boa logo Isa. - Ele disse e eu assenti com a cabeça, ele ficava tão fofo quando fingia ser um anjo, mesmo eu sabendo que ele aprontaria alguma coisa em breve. - É, tomara mesmo. - A Tati disse. Então ela foi pra cozinha e em seguida saiu, segurando as chaves do carro dela e uma bolsa em baixo do braço. Eu olhei confusa pra ela. - Isa eu sei que é arriscado, mas eu vou na minha casa agora buscar um xarope especial, e você tem que ficar cuidando dos seus irmãos. Eu não vou demorar, eu prometo! - Eu ia reclamar , mas ela já tinha saído. *** No meu celular, não parava de chegar mensagens, e meu irmão estava pulando no sofá com o controle remoto na mão, com a Sabrina atrás dele tentando pegar o controle, os dois gritando um com o outro, e a Belinha estava latindo sem parar atrás dos dois. E eu na cozinha, guardando as coisas do café da manhã, nunca achei que essa tarefa fosse ser tão difícil, ainda mais quando se tem tantos armários e tantos pratos sujos. Minha cabeça estava quase explodindo. Respirei fundo, terminei de lavar a louça, então fui na sala e peguei o Edu, tomei o controle remoto da mão dele e coloquei no canal da Disney, depois eu coloquei o controle em cima da estante de livros, onde eles dois não alcançariam. Os dois sentaram no sofá de cara f**a, mas ao menos calaram a boca, depois eu peguei a Belinha no colo, levei ela pro meu quarto e sentei na minha cama, quase morta de tanta dor de cabeça. Então eu finalmente, pude responder às mensagens e ligações no meu celular. - Isa, não recuperou a voz? É sério? - Da Carol. - Vamos ter que cancelar o show! - Da Bia. - Isa! Me diz que vai poder cantar. - Da Ju. - Bom dia meu anjo. Você vai melhorar logo, vai ver. - E essa... era do Rick. A única que me fez relaxar. Ainda tinham muitas outras mensagens, parecia que o colégio inteiro estava sabendo da minha voz, até da Manu eu recebi uma mensagem dizendo: ''Parece que a cantora não vai poder participar do show... Que pena não é?'' se ela estivesse na minha frente, eu iria jogar um sapato na cara dela. Até parece. - Meninas, eu ainda não melhorei. Vão ter que se apresentar sem mim, eu sei que vocês vão se dar bem porque são muito talentosas. - Eu mandei para as meninas. E depois eu respondi o Ric. - Bom dia pra você também e obrigada por se preocupar. Você é um fofo. - Até que enfim me respondeu. Oque foi? Por que sumiu a manhã toda? - Eu estava cuidando dos meus irmãos e minha casa estava uma bagunça. Eu tive que arrumar tudo porque a Tati foi buscar um xarope, sei lá, na casa dela. - Que tal eu ir aí agora? - Não acho que seria uma boa ideia. - Por que não? Não se preocupe, eu só vou levar a Natasha pra brincar com os seus irmãos. - Eu não acho certo. - Então Tá. Eu não vou. - Nós vamos nos ver amanhã no colégio. - Só nos ver não é o bastante, eu não vou poder conversar com você à sós, porque ainda é meio que p******o. - Calma. Você mesmo disse que temos que ir devagar. - Eu sei. Espera só um pouco, tá? Eu vou resolver umas coisas agora e depois eu falo com você. - Tudo bem. Eu não respondi mais ninguém por mensagem, não postei fotos e nem entrei no f*******:, simplesmente porque não estava com v*****e. Então eu apenas fui pro meu banheiro para escovar os dentes, e assim que entrei, pisei em algo frio e cremoso, que me fez arrepiar. Meu primeiro pensamento foi que eu esmaguei algum inseto, mas eu não via insetos em casa com tanta frequência, então eu vi que era creme dental, espalhado por todo o carpete do meu banheiro, um pouco na privada e uns respingos na pia e na parede. Eu queria gritar, mas nada saiu. Então desci as escadas furiosa, e fui em direção à sala, onde o Edu e a Sabrina assistiam TV juntos, como anjos, como se não tivessem feito nada de errado. Eu tento chamar a atenção deles, gritar ou falar algo, mas nada sai, a não ser uns chiados. Oque me fez ficar com mais raiva. - Oque ela está tentando dizer? - O Edu perguntou à Sabrina, com ironia, mas meio assustado. - Não faço a minima idéia. Mas ela está furiosa e desta vez eu não tenho culpa. Eu avancei e peguei o bracinho do Edu e puxei ele escadas à cima até chegar ao meu banheiro, e mostrei pra ele o estrago. - Ah... isso? Então... é que é muito gostoso, e acabou o do outro banheiro... então eu peguei o do seu. - ele confessou, calmamente, erguendo os ombros como se fosse inocente. Eu fiquei pasma, não sei se era por raiva de não poder gritar com ele, ou por ele ter comido creme dental. Então de repente a campainha toca, e a Sabrina grita "já vou" e corre para atender. Eu sabia que tinha que deixar de brigar com o Edu para ir ver quem era, ou a Sabrina poderia deixar algum estranho entrar, mas então ouvi gritos de crianças correndo e a Sabrina gritou. - Nati! Você veio! Então eu pensei, se a Natasha estava aqui, então era óbvio que o Rick mentiu pra mim e veio me ver. Eu olhei para mim mesma no espelho e vi que parecia tão cansada e que estava tão triste com a minha falta de voz, que acabei esquecendo do resto de mim. Estava usando um robe rosa claro por cima do meu pijama de unicórnio, descalça, meu cabelo preso em um r**o de cabelo torto e bagunçado e minha cara era de quem não dormia à dias, então eu corri pro meu quarto rapidamente para me arrumar. O Edu então aproveitou a deixa e saiu correndo. Depois de vestir uma camiseta branca com estampa de cachorrinho e uma saia branca até o meio das coxas, eu soltei os meus cabelos e penteei rapidamente. Depois coloquei desodorante e um pouco de corretivo embaixo dos olhos e calcei uma sandália. Então eu respirei fundo e abri a porta do meu quarto, levando um susto quando vi que o Ric estava bem na minha frente, usando uma calça azul bem apertada, uma camisa e um tênis branco, com uma blusa de moletom com capuz, por cima. Ele parecia tão preocupado e lindo. Ele sorriu quando me viu, então varreu os cabelos pretos perfeitamente bagunçados, como fazia sempre. - Oi. - ele acenou. Eu apenas olhei pra ele surpresa, como se perguntasse por que ele veio. - Eu... estava indo levar a Natasha no shopping para comprar umas roupas, e resolvi passar por aqui antes. Você está bem? Eu acenei com a cabeça. E dei um sorriso fraco. - Você parece triste pra mim. Não quer ir ao shopping comigo e com a Nati? Eu neguei com a cabeça, me odiando por estar assim. - Eu sei que está triste por não poder cantar, mas... - Ele olhou ao redor pra ter certeza de que estávamos sozinhos. Mas as crianças estavam todas no andar de baixo, pois se podia ouvir a gritaria. - Eu não gosto de te ver assim, e quero saber oque eu posso fazer pra te ajudar. Eu abaixei a cabeça, mas ele levantou meu queixo e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha, olhando nos meus olhos. - Você vai ficar bem. Okay? - os olhos dele eram sinceros, mas tão tristes quanto os meus. Ele me entendia. E meu coração palpitava muito rápido só de saber disso. Eu acenei com a cabeça novamente, queria dizer tantas coisas, mais eu sabia que não podia, então apenas fiquei parada recebendo a graça que é olhar para ele, e estar sentindo os dedos dele tocar meu rosto. Ele chegou mais perto de mim, mas eu como sou uma boba medrosa, me afastei. - Calma, não tem ninguém aqui. Eu disse que ia ao banheiro. Vamos Isa, por favor... Eu vim aqui pra te ver... E não vou sair daqui sem um beijo seu. Então ele se aproximou novamente, puxou a minha mão para o meu quarto e fechou a porta atrás da gente. Quando ele olhou pra mim, eu estava um pouco assustada, um pouco nervosa, mas também um pouco ansiosa, pra que ele me beije logo. - E então? - ele sorriu, seu rosto pertinho do meu. - Você vai me deixar te beijar agora, sim ou não? se não responder é sim. Ele riu, e eu também, então ele preencheu a distância entre nós, e me beijou. Mas não foi um beijo qualquer, ele ficava cada vez mais intenso e apaixonado, com mais urgência. De repente me senti mais feliz, por um momento esqueci todos os problemas, não havia nada com oque me preocupar, enquanto os dedos dele estavam entrelaçados no meu cabelo, e depois sua mão na minha cintura, me prendendo pra mais perto dele, enquanto eu pude sentir seu delicioso cheiro de creme pra barbear, misturado com shampoo masculino e loção. Ele tinha cheiro de céu. - Está sentindo o cheiro de creme dental? - ele ergueu uma sobrancelha, parando de me beijar só um instante. Eu ri e puxei ele pra continuar me beijando.
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