Passamos alguns minutos cavalgando, ele me fazendo medo de cair do cavalo, toda a hora ele dava umas freiadas bruscas, passava pelos obstáculos, e corria muito, mas em compensação ele devia estar todo arranhado. Quando terminamos, a Natasha e a Sabrina foram de novo para o parquinho na piscina, a minha mãe e o Marcelo saíram juntos e eu já estava cançada, então nós voltamos e deixamos o cavalo.
- Gostou do passeio? - ele me perguntou, depois de me ajudar a abrir o capacete.
- Está brincando? Você quase me matou de medo! - Ele apenas riu e se encostou na cerca de madeira, já estava um pouco suado e os ventos batiam nos cabelos dele, o fazendo ficar bem mais principesco. - Mas eu gostei sim, acho que foi a melhor coisa e a mais arriscada que eu já fiz na vida.
- E foi comigo.
- Acho que você é o pior cavaleiro que eu já conheci na minha vida!
- Quantos você já conheceu?
- Nenhum. - Eu ri e ele também.
- Nossa! - ele reclama de repente, curvando as costas. - Minhas costas e barriga estão ardendo muito... por sua culpa!
- Ai, deixa de ser tão mentiroso! - Eu me aproximei dele. - Foram bem merecidos, esses arranhãozinhos.
- Arranhãozinhos? - Ele levantou a blusa dele e eu pude ver alguns arranhões vermelhos no abdomên dele - Isso aqui são cortes gravíssimos, acho que vai ter que chamar uma ambulância.
- Você chama isso aí de cortes?! Eu vou fazer mais alguns... - eu avancei com as unhas para a barriga dele, mas ele me segurou pelos pulsos bem forte, igual a vez em que ele me beijou. Nós ficamos à poucos centímetros um do outro.
- Por que você só sabe me machucar? - Ele sussurrou, olhando bem dentro dos meus olhos.
- Talvez por que você mereça...
- Eu acho que mereço outra coisa... - Ele já estava se inclinando para me beijar, mas no mesmo segundo trovejou bem alto e acabou com o clima, então eu me afastei dele.
- Acho melhor... Nós voltarmos para a pousada, porque parece que vai chover.
- É - Ele olhou pro céu, um pouco decepcionado. - Talvez tenha razão.
Então nós caminhamos de volta para a pousada.
- Venham crianças, vamos jantar. - Minha mãe apareceu na porta do quarto, onde eu estava assistindo Barbie e o Castelo de Diamantes com a Sabrina e a Natasha, e o Rick estava assistindo outra coisa com o Edu na cama dele.
Então todos levantamos e fomos atrás da minha mãe, na direção do restaurante onde almoçamos mais cedo. Depois do jantar, as meninas e o Edu foram dormir mais cedo, deviam estar muito exaustos de tanto brincar na piscina, logo em seguida, a minha mãe e o Marcelo também se recolheram pro quarto deles, então eu também fui pro quarto.
- Não acredito! - Eu olhei a Sabrina dormindo toda espalhada na cama, e ao lado dela a Natasha, quase caindo. - Minha irmã, é uma folgada mesmo.
- Onde você vai dormir agora?. - O Rick estava rindo de mim, ele estava mechendo no celular dele, deitado na cama e falando baixo para não acordar o Edu, que estava dormindo tranquilamente ao lado dele.
- No sofá, onde mais? - Eu peguei alguns edredons na cama, e fui na direção do sofá cama. - Eu sabia que ia ter que dormir aqui...
- Ual! Uma patricinha dormindo no sofá?! Inacreditável. - Ele caminhou da cama dele para a geladeira da cozinha, pegou uma garrafa de água e bebeu, sempre com muito cuidado para não acordar ninguém.
- Você não me conhece! - Eu me joguei no sofá e peguei meu celular, para conversar com as meninas.
- Então por que não nos conhecemos agora? - Ele apareceu de repente ao meu lado, e eu levei um susto. - Já sei que você gosta de suco de morango, da cor rosa, tem medo de cavalos, não se importa de dormir no sofá... Ah! E arranha mais que uma onça... - Eu ri. - Me fala mais? - Ele sentou do meu lado no sofá, sem ser convidado. Audacioso.
Olhei pra ele desconfiada, mas resolvi me render, não ia dar mesmo pra gente conversar outro horário sem que alguém atrapalhasse a gente.
- Ok eu falo de mim, mas você tem que falar de você primeiro.
- Certo, humm... Eu sou lindo, como você já deve ter percebido... inteligente, educado e muito cavalheiro...
- Chato, a*******e, galinha, s*******o, e******o, extremamente convencido... e o mais... s****o, idiota... Quer mais? Eu posso falar até amanhã.
- Uau! Você me conhece tanto assim? - Ele riu, mas estava todo vermelho. Talvez de vergonha, por saber que eu estava certa.
- Como sabe que eu gosto da cor rosa? - Perguntei. Ele olhou para o vestido que eu estou usando, que era rosa clarinho. - Ah, ok.
- Andei pesquisando...
Eu ri.
- Oque você faz quando está sozinho?
- Além de jogar video game, gosto de desenhar...
- Desenhar? Uau. Tá, isso é legal... E eu não esperava.
- E você? Além de cantar muito bem... E tocar piano, oque faz nas horas vagas?
- Eu não canto tão bem... - me encolhi, envergonhada. - E como sabe que eu toco piano?
- Eu vi um na sua sala e com detalhes rosa nele, eu adivinhei.
- Você é muito observador, sim, eu toco piano desde pequena, eu faço um pouquinho de tudo...
- Perfeita. - Ele disse olhando nos meus olhos com os lindos olhos castanhos claro dele.
- Agora que já sabemos um pouco um sobre o outro... Se importa de apagar as luzes da cozinha e ir dormir?
- Tá... Então você está me mandando embora? - Ele se levantou do sofá. - Mas é você que vai embora.
- Oque?
- Eu vou ficar no sofá e você dorme com o seu irmão.
- Eu acho que não, para de bancar o cavalheiro agora, por favor.
- Eu não ia dormir bem sabendo que você está aqui, desconfortável. - Eu não aguentei e começei a rir.
- Para de gracinhas e vai dormir! Eu vou ficar bem!
- Se você não ir, eu te pego no colo! - Ele se aproximou de mim, e parecia estar falando sério.
Me controlei pra não soltar um gritinho.
- Está bem! - Eu levantei do sofá. - Está bem, eu vou. Boa noite seu s*******o! - Eu fui até a cama dele e deitei embaixo dos edredons.
- Boa noite princesa.
Já eram uma da manhã, todos no f*******: e no w******p já tinham ido dormir, e eu ainda estava sem sono. Eu levantei da cama, devagar para não acordar ninguém, fui até as minhas coisas e peguei o meu diário e a caneta, então voltei pra cama, acendi a luz do abajur, no meu lado da cama, e fui escrever alguma coisa. Eu acabei me inspirando a terminar a letra da minha música. Quando terminei, eu fui na cozinha para tomar um copo de água.
- Sem sono também? - Alguém sussurrou atrás de mim e eu quase gritei de tanto susto.
- Que susto! Oque você está fazendo acordado?
- Algo não me deixa dormir...
- Oque?
- O sofá. Fala sério, é muito r**m. - Ele riu ao ver minha expressão, eu achei que ele ia falar que era eu, quem não o deixava dormir.
- Engraçadinho.
- E você? Não está dormindo por que?
- Pesadelos. - Menti.
- Vem comigo? - Ele pegou a minha mão e me puxou.
- Pra onde?
- Confia em mim? - Ele me olhou nos olhos, e eu sou atraída para dizer que sim, mesmo sabendo que isso tinha cheiro de coisa errada.
- Acho que sim...
- Então vem.
Depois que ele pegou um roupão e o vestiu, pois ele estava usando somente shorts, ele abriu a porta do quarto devagar e nós atravessamos o grande corredor na ponta dos pés para não acordar ninguém.
- Oque está querendo fazer? Sabia que tem câmeras?
- Sim. Mas eles só veem as gravações se alguma coisa sumir, ou se acontecer algo grave. - Ele me puxou pela mão e abrimos a porta dos fundos, então ele me levou até as piscinas, onde não tinha ninguém, só eu e ele. Para minha surpresa, ele tirou o roupão e imediatamente pulou na piscina. - Você não vem?
- Está louco?! Nunca! Essa água está fria, eu posso pegar uma gripe. Está muito frio. - Eu me abraçei. - Não vou entrar ai.
- Deixa de ser patricinha só por um segundo e pula logo? A água está muito melhor que aí em cima. - Ele disse e mergulhou de novo, sumindo de baixo d'água.
Respirei fundo, esse menino sabia meu ponto fraco.
- Você vai ver quem é patricinha! - Eu tirei minha blusa de pijama, ficando só de s***ã e shorts e mergulhei na piscina, foi quando eu vi que ele tinha me enganado. - Seu mentiroso! Essa água tá um gelo!
Ameacei jogar água nele, enquanto tentava me aquecer, esfregando as mãos nos meus braços. Ele sorriu pra mim e logo ficou sério.
- Vem aqui que eu te aqueço. - Ele me puxou pela cintura pra perto dele e encostou os lábios extremamente gelados nos meus, mas o beijo era quente e frenético.
Por que nessas horas eu me esquecia de tudo... A Ju, a Manu, o Léo , os nossos pais e até essa água congelante? Fico aquecida com o toque dele, e com uma extrema carência por mais, como se nunca fosse o suficiente. Porém eu precisava acordar para a realidade, acordar para saber que isso não podia rolar.
- Rick, espera... - Eu me afastei dele, lutando contra meus desejos, ele ainda tentou me puxar de volta, mas eu nadei até a beira da piscina e fui sentar numa espreguiçadeira.
- Oque foi? Eu fiz algo errado? Você disse que gostava de mim e... - Ele sentou ao meu lado, me abraçando para me aquecer.
- Não podemos fazer isso. - eu escondi meu rosto com as mãos, envergonhada.
- E por que não?
- Por causa de muitas coisas, você sabe quais são.
- Que coisas?
Eu olhei pra ele, já irritada, mas não saí de seus braços.
- Por causa da Ju...
- Essa conversa de novo?
- Acho que ela gosta de você.
- Acha?
- Sim. Não tenho certeza...
- Tá. E oque mais?
- E você sabe... Os nossos pais...
- Acha que não podemos ser irmorados? - Eu olhei pra ele desintendida. - Irmãos que se beijam...
- Isso é nojento!
- Mas nós não somos irmãos de verdade... Então nós podemos. - Ele colocou uma mão no meu rosto e acariciou a minha bochecha com os dedos. - Você não quer?
- Não é isso, é que eu sei que é errado. E tem mais...
- Oque? Pode me falar...
- Você... quer ficar comigo igual todas.
- Não entendi...
- Uma semana, e não mais que isso. E a verdade é que... - Eu não tive coragem pra continuar.
- A verdade é que?
- A verdade é que eu tenho medo de como eu vou ficar depois que isso acabar pra você.
- Deixa eu ver se entendi, você está dizendo que... não quer ficar comigo, ou que quer ficar comigo por mais de uma semana?... - Os olhos dele brilhavam à noite, e mesmo ele não sendo tão esperto pra sacar de primeira, eu gostava dele assim, então eu sentia que podia contar tudo pra ele.
- Sabe por que eu estou com o meu cabelo azul?
- Não. Eu nem quis comentar, porque sei que todos no colégio estão te chamando de smurf, mas saiba que eu adorei, acho que você fica bonita de qualquer jeito. - ele disse isso olhando pra mim e mordeu o lábio inferior, eu sorri. - Mas... Oque isso tem a ver?
- Eu fiquei com o cabelo azul, porque eu dormi na aula de química...
- Você dormiu na aula da professora Angélica? - ele parecia surpreso.
- É, sim. - Eu respirei fundo antes de dizer, Tive que ter muita coragem para confessar tudo oque eu sentia por ele, mas eu não estava mais aguentando, eu tinha que dizer pra ele. - E durante o sono... eu sonhei com a professora falando sobre o nosso beijo na aula dela... e quando eu acordei tive que me virar para explicar oque ela realmente tinha falado, e eu não sabia nada então acabei explodindo tinta azul no meu cabelo.
Ele riu, colocando uma mão sobre a boca para tentar esconder, mas eu ri também.
- Oque eu estou querendo dizer é que... eu não consegui tirar aquele maldito beijo da minha cabeça....
- Maldito?
- Sim, maldito. É o beijo que chegou, e virou a minha vida de cabeça para baixo! Desde quando você me deu aquele beijo, eu fiquei todas as noites sentindo falta de algo e queria estar perto de você, mas eu sabia que você não sentia o mesmo e com tudo que estava acontecendo... Eu decidi me esforçar ao maximo para esquecer...
- Foi por isso que você beijou o Mateus? Foi pra tentar me esquecer?
- É... foi mais ou menos isso.
- Eu fiquei com muita raiva naquele dia.
- Então por que você estava com a Ju aquele dia? Você me disse que não sentia nada por ela!
- Era pra te esquecer também. Desde quando você disse que aquele beijo não significou nada pra você, eu também decidi que eu ia te esquecer, é por isso que eu não falei mais com você e tentei te evitar, era difícil ver você com o Mateus e não poder fazer nada. Isa, eu não quero ser só seu amigo, e jamais ser seu irmão, Porque eu quero ficar com você de verdade... - Ele ia me beijar, mas eu me afastei novamente.
- Não podemos ignorar tudo e fingir que nada acontece...
- Ei, nós podemos sim. - ele segurou meu queijo e virou até nossos rostos ficarem colados. - Eu acho que se você me pedir para esquecer de você neste momento, acho que eu não vou conseguir... Foi difícil ficar pensando em você todas as noites e toda hora...
- Parece que temos um pegador apaixonado! - Eu ri.
- E parece que a patricinha também está. Calma, vamos deixar rolar... não precisa pensar no amanhã, porque o hoje é incrível. - Ele me beijou, e dessa vez eu deixei. Eu não sabia que horas eram, mas passamos a noite nos beijando à beira da piscina e trocando elogios e carinho, os braços dele era meu lugar favorito no momento.
***
- Acorda filha! Nós vamos fazer uma trilha para achar a cachoeira... - Minha mãe me sacudiu e eu me cobri com o edredom e me virei para o outro lado, eu estava dormindo à pouco menos de duas horas. - Ela não quer acordar, e agora?
- E nem o Ricardo. - ouvi a voz do Marcelo. - Ele está parecendo um morto no sofá.... nem se meche!
- Esses adolescentes dormem tarde demais, ficam até tarde no celular e depois acordam super tarde. É terrível.
- Bom... acho que vamos ter que ir sem eles, talvez eles nos achem depois que acordarem. Vamos, as crianças estão esperando.
Ouvi a porta se fechando e o silêncio voltou, então eu pude continuar a dormir.
Eu acordei uma hora depois, fui no banheiro escovar os dentes e tomei um banho, depois eu vesti uma camiseta grande com um biquíni por baixo, fui na cozinha tomar água e encontrei o Ric fazendo o mesmo.
- Acordou cedo?
- Acabei de acordar.
- Sabe onde foram todos? - ele colocou água pra mim em um copo e logo em seguida pra ele também.
- Acho que... Minha mãe me chamou para irmos para uma cachoeira... trilha... ou uma coisa do tipo.
- Ótimo. Eles foram para uma cachoeira, sabe onde vamos tomar café da manhã?
- Acho que no mesmo restaurante que jantamos ontem.
- Uau! Que inteligência magnífica! - Ele dramatizou, e chegou perto de mim por trás. Ele me apertou pela cintura, e eu me arrepiei toda quando ele mordeu minha orelha, de leve.
- Aiii! Para! - Eu me afastei. - Isso é estranho, nós acordarmos no mesmo quarto, parece que estamos...
- Casados? Então vem aqui minha esposinha linda... - Ele veio na minha direção, me agarrando, mas eu corri e pulei em cima da cama.
- Credo! Isso soa tão cafona. Vai vestir uma roupa! - Eu olhei pra ele, que estava usando só um shorts de dormir. Ele estava tão perfeito, com os cabelos sem pentear e aquele sorriso brincalhão no rosto. - Por favor... se quiser que eu vou com você tomar café da manhã, coloque uma camisa ou então eu vou sozinha.
- Tudo bem, eu vou tomar um banho e fico pronto em um segundo. - Ele pegou a roupa dele no armário, sempre olhando pra mim e foi pro banheiro.
Depois que ele terminou de se arrumar, oque demorou meia hora, mas que valeu a pena por que ele estava muito gato, nós fomos juntos tomar café da manhã no restaurante.
- Isso tudo que trouxeram pra gente na mesa é de graça né? Por que eu não tenho dinheiro nenhum comigo! - Eu ri quando ele disse, olhando para todas as frutas, suco e panquecas que tinham trazido pra gente.
- Acho que sim... é cortesia da pousada, porque se não for, a gente corre.
- Ual, para uma patricinha, você é bem caloteira.
- Tá, quer parar de me chamar de patricinha?
- Não dá. Você é linda, mimada e se veste muito bem...
- Questão de ética! - Eu ri, enquanto comia uns morangos e me servia suco. - Mas eu não sou snob, não sou egoísta e nem namoro com o capitão do time de futebol. - Eu ri.
- Você anda assistindo muitos filmes de adolescentes americanos. - Ele riu. - Mesmo assim você parece uma sim, sem contar que você já namorou com o capitão do time de futebol.
- Ele era capitão? Eu nem sabia.
- Vou fingir que acredito. - ele estava comendo uma pilha de panquecas com mel sobre elas.
- Está me chamando de interesseira? - apertei os olhos pra ele.
- Não sou eu quem está dizendo. - Ele disfarçou.
Assim que terminamos o café da manhã, nós decidimos perguntar a recepcionista qual era o caminho até a trilha, ela disse tantas direções e curvas que eu m*l entendi alguma coisa.
- Tem certeza que é por aqui? - Eu estava andando atrás do Rick por uma trilha bem pequena, afastando os ganhos de árvores secas que me pinicavam. - Porque é muito estreito...
- Eu já vim aqui a vez, tenho certeza que é por aqui.
- Então, já estamos chegando? Porque eu já estou toda arranhada e cansada... - Ele riu.
- Só estamos andando à trinta segundos Isabella! Depois você reclama quando eu te chamo de patricinha.
- É porque eu não pratico esportes, e eu não sou acostumada a andar no meio do mato, sabia? - Ele parou e virou pra me olhar.
- Ah minha nossa, coitadinha da minha princesa... - Ele fingiu pena, enquanto se aproximava mais de mim e segurou meus braços. - Então... Estamos sozinhos no meio do mato, que tal eu aproveitar um pouco?
- Oque? Você está louco! E se alguém aparecer? Eu não posso correr o risco.
- Ninguém vai nos ver aqui, porque essa não é a trilha.
- Mas... Você disse que era! - Eu me afastei dele.
- Ah, - ele agiu como se não fosse nada demais. - Eu menti pra passar mais tempo com você.
- Mas você sabe ir pra cachoeira, não sabe?
- Sobre isso... - Eu ia chingar ele, mais ele riu. - Claro que eu sei, mas oque que custa nós ficarmos aqui um pouco?
- Custa minha pele, que está sofrendo com esses mosquitos! Vamos logo.
- Tudo bem, chatinha! Vamos. - Ele continuou a andar, desapontado. Eu apenas segui ele, irritada, mas feliz por ele querer passar mais tempo comigo.
Eu me sentia tão bem ao lado dele, como se não tivesse nada de errado, como se não existisse o mundo.
Esse sentimento me assustava.