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3358 Words
- Oi? Assim que eu cheguei perto dele no ônibus, fiquei com uma sensação estranha. Ele me causava isso, e eu não sabia o porquê. - Posso falar com você um pouco? Ele concordou com um gesto e eu sentei ao lado dele. - Falar comigo? - Ele sorriu. - Achei que você não ia querer falar comigo nunca mais. - É, eu não vou. Mas não é por mim, é pela Ju. - Quem é Ju? - Você não está falando sério? - meu queixo caiu. Eu queria estrangular ele. - É brincadeira. - Ele riu de mim de novo, me fazendo parecer uma i****a. - Juliane é sua amiga, e ela beija muito bem. Ele mordeu o lábio inferior, e eu iria chingar ele por isso, mas nem estava ouvindo oque ele dizia, pois eu estava imaginando como será que ele beijava com aqueles lábios tão rosados e lindos. - Para! - eu gritei, me repreendendo. - Hey, oque foi? - ele me olhou, brincalhão. - Nada, eu só... pensei alto. - Então, oque a Ju te mandou me falar? - Por que você faz isso? - Essa é você... ou ela falando? - Ele riu de novo, fazendo minha paciência se esgotar. - Responde! Por que você fica com a minha amiga, deixa ela iludida, achando que você é o cara mais legal do mundo, e depois fica com uma garota tão i****a, descarada e ignorante, como a Manu? - Olhe, - ele apertou os olhos. - Eu não quero que você fale assim da minha namorada. Como o namorado dela, eu não posso deixar que ninguém chingue ela pelas costas. Eu congelei. - Namorada? Vocês estão... - Sim. - Ele riu, - Por que? - e se aproximou seu rosto do meu, e me encarou com os olhos mais escuros, e cheios de veneno sedutor. - Você tem alguma coisa contra isso? - Não. Eu não tenho nada contra o namoro de vocês. Aliás, eu não tenho nada à ver com a sua vida. Eu só tenho que te avisar que ela não é do bem, ela já fez muitas coisas ruins, a não ser que você também seja assim... que pelo oque estou ouvindo, você é. - Fica tranquila... - ele desviou o olhar do meu. - O amor muda as pessoas. Eu me calei, como pode sair palavras tão bonitas de um cara tão s*******o? - Nesse caso... Eu dúvido muito. - Eu olhei para o outro lado. - Qual é? - ele voltou a olhar para mim, de repente. - Você teve sua chance de ficar comigo, você me deu o fora. E agora que eu estou bem, você fica jogando praga no meu namoro! - Eu não estou jogando praga no seu namoro! Você é um i****a! Quer saber? Seja muito feliz com ela, tomara que assim, vocês dois parem de me atormentar e ficam fora da vida de todos. Eu saí às pressas e desci do ônibus bem na frente da minha casa e aproveitei que o portão já estava aberto pra entrar correndo. *** - Mãe... são só as minhas amigas, e quatro outros amigos. - Eu estava falando com ela pelo celular. - Você sabe que eu não gosto dessas coisas. - Eu sei. Mas, não é nada demais. E além disso, eu fiquei com todas aquelas crianças quando você me pediu. Você me deve uma, mãe. - Está bem. - ouvi ela suspirar. - Seus irmãos já foram para o colégio? - Sim. - Eu respondi, empolgada. - Mas olha só, não quero que vocês assistam filmes proibidos para sua idade. - É de terror, tem que ser p******o. - Você sabe oque eu acho... - Está bem. Obrigada mãe. Tchau... um beijo! - Eu desliguei, ou ela iria mudar de idéia. - Tati, será que você pode me fazer um favor? - Oque é desta vez? - Uns amigos estão vindo pra uma sessão de cinema... - Já sei... você quer que eu saia pros seus amigos não pensarem que você ainda tem babá né... - ela riu - Tudo bem, eu precisava fazer compras pra dispensa mesmo. Mas eu confio em você Isabella, nada de fazer algo que a sua mãe não queira que você faça. - Tudo bem. - Dei um abraço nela. - Obrigada. Depois de tomar um banho, vesti uma camiseta de basquete número oitenta e sete e um short por baixo. Sei que o short é uma grande desculpa, já que a camiseta é como um vestido para mim, mas gosto de me sentir segura. Depois de me arrumar e ficar bonita, mas não demais... cheirosa, mas não demais... e confortável, mas não demais... eu desci para a sala. Peguei o aspirador para tirar o ** do sofá e do tapete, eu tinha que disfarçar um pouco a bagunça que meus irmãos faziam. Fechei as cortinas e aumentei o ar para deixar aquele clima de cinema, depois que eu fui até a cozinha, coloquei o último saco de pipoca para estourar, e a campainha tocou. - Oi pessoal, entrem... e podem ficar à v*****e, sério, podem fazer bagunça... porque são vocês mesmos que vão limpar tudo depois. - Eu ri, e observei enquanto a Carol entrava com o John, a Bianca com o Ian, a Ju e por último, o Mateus e o Lucas. Os dois eram bem gatos e bem populares no colégio, eles jogavam no time de futebol da escola. - Nossa! Está frio aqui. - A Bia esfregou os braços, e sentou com o Ian no sofá. - Eu te esquento. - O Ian abraçou ela. - John, você trouxe os filmes? - Sim. - Você pode colocar, que eu e a Ju vamos na cozinha pegar a pipoca e os refrigerantes. - sinalizei para que a Ju me seguisse até a cozinha. - Ju, o Lucas? Sério? - Eu dei as pipocas para ela e abri a geladeira para pegar as latas de refrigerantes. - Amiga, ele é lindo... e é o único que podia vir. Ela me ajudou com algumas latas e voltamos para a sala. - Está bem. Boa sorte com ele. Eu entrei na sala, dando uma lata de refrigerante pra cada um e depois de apagar as luzes, eu sentei ao lado do Mateus, o segundo cara loiro mais bonito do colégio, depois do Diego. A Ju sentou entre a Bianca e o Lucas, e a Carol e o John se acomodaram no outro sofá. Então começou o filme de terror chamado Annabelle. O Ian estava com os braços ao redor da Bianca, dividindo pipoca com ela, o John estava fazendo o mesmo com a Carol, e a Ju estava deitada no meu colo com as pernas em cima das pernas do Lucas, o qual é conhecido como o ''j*****a mais pegador do colégio''. E eu... bem, eu estava me sentindo estranha perto do Mateus, e olha que eu já tinha ficado com ele umas vezes, foi antes de namorar com o Léo. Mas eu não estava com a mínima v*****e de ficar com ele, eu só estava dividindo pipoca e prestando atenção no filme. Mesmo que ele ficava se aproximando, até colocou os braços ao redor de mim, pegando na minha mão, eu nem liguei. Era como se eu estivesse desligada de todos os meninos, minha raiva estava focada apenas em um garoto. Na metade do filme, eu fiquei um pouco desconfortável, pois a Bia e o Ian estavam se beijando e fazendo brincadeiras um com o outro, a Carol e o John também, e a Ju e o Lucas também se beijaram, fazendo com que eu e o Meteus nos sentissemos um pouco constrangidos. Percebi que a "sessão pipoca" virou "sessão amasso" e isso me fez arrepender por ter tido a ideia. - Nossa, então ninguém está assistindo.- Eu sussurrei para o Mateus. - Não é para isso que servem os filmes... para assistir? - Acho que ninguém quer fazer isso. - Está bem, e você também não queria... não é mesmo? - Não. - Ele mordeu o lábio, e chegou mais perto de mim. - Eu ainda gosto de você... - Ah, é... é mesmo? - me atrapalhei. Mas quando ele ia me beijar a campainha tocou. Ufa! Salva por alguém... seja lá quem fosse. - Vou ver quem é. Espera só um minuto. Eu saí da sala e corri para abrir o portão para ver quem era, e era quem eu menos esperava. - Ricardo!? Oque você está fazendo aqui? - Ual! - Ele riu, e olhou para as minhas pernas muito brancas, que parecia que eu estava usando só a camisa. - Está dando uma festinha e nem me convidou? - Oque você quer? - eu disse, já irritada com ele. - Eu vim te entregar isto. - Ele estendeu a mão, e me deu uma pulseira de prata com corações pendurados, a minha pulseira da amizade. - Acho que é sua, você deixou cair quando saiu correndo do ônibus. - Minha pulseira... - Eu peguei ela. - É mesmo minha. Hmmm, obrigada. - Por nada. - ele apertou os lábios e ia se afastando. - Você quer entrar? - Eu perguntei por educação, mas eu não queria mesmo que ele aceitasse. - Você está me convidando para entrar na sua casa? - Ele riu, debochando. - Se não quiser não precisa vir... eu estou com alguns amigos. - Eu não quero atrapalhar... Revirei os olhos, se ele quisesse ir embora, já tinha ido. - São seus amigos também. - Eu dei um espaço e ele passou por mim, tão perto que meu coração quase saiu pela boca. Que m***a de efeito era essa que ele causava em mim? Segui ele até a sala onde estavam todos esperando por mim, todos pararam oque estavam fazendo quando viram quem tinha entrado. - Gente, para quem não conhece esse aqui, é o Ricardinho. Ele é do nosso colégio. - Me arrependi de ter apresentado ele, pois ele saiu comprimentando os garotos, porque já conhecia todos. - Mas vocês já se conhecem... é claro. - Estamos assistindo um filme, quer ficar? - Eu ignorei a cara de surpresa da Ju, e perguntei para ele. - Eu vi que eu atrapalhei vocês... então já que eu já devolvi a sua pulseira, eu vou embora. - Ele se virou, e eu, sem saber muito bem o motivo... segurei o braço dele e nós dois paramos muito perto um do outro. Eu notei nos olhos brilhantes dele, alguma coisa diferente. - Por favor, não vai... - Eu parei, e olhei ao redor. Todos estavam me olhando. - Quero... quero dizer, se quiser, você pode ficar, não tem problema algum. Acho que eu só não queria ficar sozinha com o Mateus né? Eu acho. Ele deu um sorriso de lado e olhou para o Mateus, que eu nem notei, mas ele estava alcançando minha cintura. Como se nós dois estivéssemos fazendo alguma coisa. - Não, eu não quero atrapalhar ninguém. - ele apertou os lábios, e me lançou um último olhar apertado. - Eu já vou indo... vejo vocês no colégio. Ele saiu, e depois que eu fechei o portão, eu voltei para a sala, onde todos estavam me esperando com trinta pedras na mão. - Oque foi aquilo? - A Ju me olhou, incrédula. - Por que você ia convidar ele, para assistir com a gente? Ele é namorado da Manu, você mesma que me disse no celular. - Eu só quis ser educada... - Eu sentei ao lado do Mateus no sofá, tentando disfarçar meu constrangimento. - Ah! Você não precisa ser mais educada com ele, porque agora ele não é mais seu amigo, ele é amigo das loiras oxigenadas. - Juliane... - A Carol repreendeu a Ju, que lembrou que o Lucas já tinha ficado com a Cristina e poderia contar pra ela. - Será que agora podemos voltar a assistir? - Eu olhei para o John, que logo apertou play no controle remoto e voltamos a assistir o filme, só que desta vez todos estavam prestando atenção e comentando juntos. Acho que o acontecimento tirou o clima de ''beijos'' da sala. Ainda bem. - Foi legal assistir filme na sua casa Isa... acho que vou parar de ir ao cinema, e vir sempre pra cá. - A Bia riu, e apertou as mãos do Ian, que já estavam na sala prontos para irem embora. - É verdade, foi bem legal Isa. Adorei. - A Carol estava abraçada com o John. - E manda um beijo para tia Val, por ter deixado a gente usar a sua TV enorme. - Pode deixar que eu mando. - Eu ri, e acompanhei todos até a entrada da casa. - tchau gente, até amanhã. O Mateus se aproximou de mim e beijou meu rosto. Eu sorri. - Obrigada por ter vindo, eu adorei sua companhia. - Olha... Eu sei que pelo que aconteceu, nós não tivemos a oportunidade de ficar junto. - Ele me fitou com aqueles grandes olhos azuis. - Mas teremos várias outras oportunidades. Ele me pegou de surpresa, e me deu um rápido beijo nos lábios. - E por que não agora? - Ele me deu outro beijo, seguido de outro, ele segurou meu rosto com as mãos e enfim nos beijamos. Eu só ouvi a Ju, a Carol, e a Bianca rindo e observei ele soltando minha cintura, após dar um sorriso e depois ir embora. - Tchau. - Eu acenei, meio sem graça, com as mãos. Aquele beijo. Não acredito que aquele beijo que eu acabei de ganhar de um garoto tão legal, inteligente, e muito... muito gato, não tenha significado simplesmente nada pra mim. Não sei porque, mas enquanto eu estava segurando a minha pulseira que o Ric me devolveu, estou bem longe de pensar em outra coisa, a não ser... nele. Oque estava acontecendo comigo? Meu Deus. Eu estava pensando no garoto mais galinha do colegio. Por que ele? Oque eu vi nele? Oque eu tenho que fazer para me livrar desse pensamento? Vou continuar evitando ele. Vou continuar evitando chegar perto dele, e também ouvir falar dele, oque vai ser impossível, já que a Ju só sabe falar dele o tempo todo. Mas quem sabe assim, ele sai da minha cabeça. E é assim que se passou minhas semanas: com o Mateus se aproximando de mim, m*l sabendo ele, que eu não estava nem um pouco a fim de namorar, com o Léo me secando e secando o Mateus o tempo todo, e a Bia e o Ian estavam tão apaixonados à ponto de nem prestar atenção nas aulas, o Ian até deu um anel lindo para ela, e a mãe dela já até aprovou o namoro. A Carol também estava feliz com o Jhon, aliás mais feliz que no ano passado, não param de se olhar e de trocar palavras gentis um com o outro. Isso chegava a ser estranho já que ela é uma garota que menos gosta desses casais melosos. Mas eles tinham passado por muita coisa, então era compreensível que eles estavam curtindo o momento juntos. O Diego não estava mais falando com ninguém, ele está diferente desde que soube que a Ju tinha ficado com o Rick, e que a Ju estava saindo com o Lucas, mas entre eles não estava rolando nada além de abraços e conversas. A Ju só precisava de alguém pra manter sua mente ocupada, pelo que ela me disse. De vez enquanto ela estava olhando o Ricardinho, e dizendo: Olha lá, ele já está com outra garota. Que galinha. E era verdade, nas últimas quatro semanas, ele namorou com três meninas diferentes, pelo que nós sabemos. Ou seja uns ''namoros''' que duraram pouco mais que uma semana. Mas mesmo assim, ele continuava me irritando, mandando mensagens no meu celular. - Oi gata, como está indo o seu namoro com o Mateus? Uma d***a? Cada dia que se passava, ele tirava mais ainda o meu sossêgo. Sem contar que a minha mãe estava saindo mais dias com o pai dele e a Natasha, não saía mais da minha casa. Meus irmãos continuavam aprontando comigo. Pelo visto o tempo não estava ajudando em nada. Tudo estava ficando cada vez mais complicado. *** - Alô-ou? - A Bia estalou os dedos na minha frente, quando me pegou olhando para o Ricardinho, que estava sentado no banco, sozinho, mechendo no celular. - Perdi alguma coisa, amiga? - Não, hmm, eu... Eu só estava pensando, é só isso. - Pensando? - Ela pôs as mãos na cintura. - Lembra que eu tinha que conversar com você? - Você está me dizendo isso desde o mês passado, e ainda não disse nada de importante. Oque foi afinal? - É por que eu estou criando coragem. - Ela ficou séria. - Coragem? Fala logo, oque foi? Você está me deixando preocupada. - Vou aproveitar que estamos sozinhas... - Eu olhei ao redor, vendo que estamos cercados de alunos por todos os lados, eu olhei para ela. - Ok, eu quero dizer sem os meninos e a Ju. - A Ju? Oque tem à ver a Ju? - Bom... Quando eu e o Ian começamos a namorar, você sabe, ele ficou um pouco distante por um tempo... - Sim. - Olhei para ela, esperando uma continuação. - É porque ele sabia de uma coisa, quero dizer... Não estavamos certos, mais achamos que você gosta do Ricardinho. Eu congelei. E depois, quase engasguei com saliva enquanto ria. - Olha, você sabe que eu sou sua amiga, que você pode me falar qualquer coisa, e eu vou fazer de tudo para te entender. - Eu... - Oi meninas. Alguém quer um pouco de mousse de chocolate? A Carol e a Ju veio com copinhos de mousses de chocolate, nos interrompendo e sentando entre eu e a Bianca. - É a sobremesa na cantina hoje, e está uma delícia. - Eu vou dar uma volta, meninas. Vejo vocês na sala. - Eu sai com o meu celular, e com os fones de ouvido na direção do banheiro feminino. - Eu enh, oque deu na Isa? - A Carol perguntou. - Eu também queria saber. - A Bia respondeu, bem pensativa, e depois sorriu quando viu o Ian trazendo mousse de chocolate para ela. Como se não pudesse piorar, a Bianca estava desconfiando de que eu gosto do Ricardo. Fala sério? Não tinha lógica, ok que ele era lindo, claro! Espera... acho que é isso. Devia ser só um surto de curiosidade, para saber se ele é tão bom quanto parece ser, mas logo ia passar. Porque eu jamais ficaria com alguém que sai ficando com todas as meninas do colégio, e que já ficou com uma amiga minha, isso seria contra o nosso pacto. Mas eu estou deixando isso tão claro assim? Eu não estou nem desfarçando quando fico olhando para ele? Preciso mudar isso antes que seja tarde demais. Eu olho um pouco para mim mesma em frente ao espelho do banheiro, tiro um gloss de melancia da bolsa, passo nos lábios e depois eu guardo ele de volta. - Oque você quer Isabella? - olhei pro meu reflexo, acho que eu estava ficando louca. Na última aula os professores, falaram que temos que ir na sala do terceiro ano para ver os trabalhos de Física deles. Então, depois de ver os trabalhos de todos os grupos, eu tinha que ir ver o Diego, o Ian e o Ricardo, explicarem sobre o deles. Eu deixei eles por último, tentanto evitar, mas quando olho para minha professora na porta, sei que ela está cuidando para que eu não saia sem deixar de ver nenhum, então eu respirei fundo e me aproximei deles. - Olá. - O Rick olha para mim e sorri, enquanto o Ian e o Diego tagarelam sobre o trabalho, que eu nem estou muito interessada, mas mesmo assim, ignoro o Ricardinho e olho para o Diego e para o vulcão feito de jornal, e pintado de marrom. Ele sabia que eu estava ignorando ele. E ia fazer de tudo para me provocar.
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