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2459 Words
- Respirar? - A Carol disse entre dentes. - Eu estou respirando. Mas eu vou conversar com o Jonathan, e não vai ser uma boa conversa. Ela saiu e foi na direção do John, logo depois que a Cristina se afastou dele. - E você Ju? Não vai ter uma ''conversa'' com o Diego? - Não. Eu prefiro deixar ele vim conversar comigo se ele quiser. - Ela cruzou os braços. - Está bem, - olhei pra frente - Porque ele já está vindo aqui, por favor... olha oque você vai falar amiga. - Oi Isabella. - O Diego deu um beijo no meu rosto. - Oi Diego. É... Eu vou deixar você e a Ju conversarem aqui. Saí, e fui na direção do Gabriel e do Pedro, no corredor do pátio. - Oi Ju? - O Diego disse sorrindo para a Ju. - Oi. - Ela disse, friamente. - Tudo bem com você? - Eu estou ótima e você pelo visto também. - Virou o celular e mostrou a foto. Ele apenas riu, e ela ficou furiosa. - E você está rindo de que? - Dessa foto, eu não acredito que você está com ciúmes. - Eu não estou com... ciúmes de você. Você se acha muito, sabia disso? - Ju, eu e a Ágata não temos mais nada, eu nem quis tirar essa foto com ela, ela que veio em cima de mim já tirando. Eu nem entendi. - E você vai me dizer que ela tirou a foto sem você querer? - Sim. - Eu não sei se acredito muito nisso... - Ela revirou os olhos para ele. - Eu só quero que você não fique brava comigo. - Ele pegou nos braços dela, como se fosse abraçá-la. - Eu não vou ficar brava com você, afinal você não me deve satisfações porque eu não sou nada sua... apenas amiga. - ela abaixou o tom de voz. - Não é? - É. Mas... Antes de o Diego terminar de falar, a Ju saiu e virou as costas pra ele, ele ficou sem palavras e nem a seguiu. E então ela viu pra onde eu estava, com uma espressão de muita raiva. Achei melhor dar um tempo a ela. - Bianca, por que você não quer falar comigo? - O Ian disse, com uma voz preocupada para a Bia. - Você está diferente desde que eu mandei mensagem e você não me respondeu. - Eu não vi sua mensagem. - Não adianta mentir, você nunca deixou de responder uma mensagem minha. - Como? Você acha que eu gosto tanto assim de você? - Acho... - Você tá brincando, não é? - Não. Porque eu acho que você n**a que desde o ano passado, as evidências são claras... você tem ciúmes quando eu falo com outras meninas... - Isso não é verdade. - Você sabe que é. - ele a encarou, insistente. - Isso não tem nada a ver Ian! Nós somos apenas amigos... melhores amigos. E nada mais que isso. - Eu quero ser tudo seu Bianca... Menos seu melhor amigo. - Ele disse isso olhando bem nos olhos da Bia. Como a Bianca era muito inocente, ela não entendeu que o Ian estava se declarando para ela, ela achou que ele estava dando um fora nela. - Se você não quer ser mais meu amigo, então por que ainda fala comigo? - Foi isso que você entendeu? - Sim. - Ela virou as costas pra sair, mas ele puxou o braço dela. - Bianca espera! Por que você saiu assim? Eu não entendo. - Me dá um tempo Ian! - ela gritou, quase chorando, e se afastou dele. Desta vez, ele deixou ela ir. - Olá minha roqueirinha favorita. Você ainda está brava comigo? - O John disse. - Não estava, agora... - A Carol disse, e olhou para a Cristina que estava de costas pra ela. - Você esta com ciúmes de mim, com a Cristina? - ele riu. - Não acredito! - Não estou com ciúmes de você John. Eu apenas vim te perguntar como que você tem a cara de p*u de ficar abraçando ela, depois de tudo que ela fez ano passado, você se lembra, que foi por causa dela que a gente terminou? - Eu me lembro perfeitamente, e você foi injusta, porque não quis me perdoar até hoje, por causa de algumas mensagens bobas que ela me enviou. - Eu não fui injusta! E eu te perdoei sim, depois disso eu ainda voltei a falar com você, quando eu nem deveria. - Mas você não quis voltar a namorar comigo. - Ele se aproximou dela, o bastante pra deixar ela nervosa. - E isso não é a mesma coisa. - Eu tenho os meus motivos. - Você gosta de outro cara? - Não! - Ela disse mais rápido do que queria. - Quer dizer... Ainda, não. - Eu não entendo você. Você tem que se decidir se você quer ou não ficar comigo, porque eu já disse mil vezes que quero ficar com você, mas você nunca me dá outra chance... eu só preciso saber, você ainda gosta de mim? - Ele a olhou com os olhos brilhando, e esperançosos. - Eu... A Carol já tinha se perdido das palavras. O coração disparava quando estava perto dele, mas não podia enfraquecer. Ele tinha partido o coração dela uma vez e podia fazer de novo. Ela tinha que se decidir. - Eu não sei. - disse por fim. - Você tem que saber, e me falar agora. E se você não gosta mais de mim... então não vai se importar se eu ir lá e dar um beijo na Cristina, ou vai? - Ele provocou. - Você faz oque você quiser Jonathan! A vida é sua! Só... Me deixa em paz! Ela empurrou o peito dele com as mãos, mas ele quase não se moveu, e então ela saiu de perto dele e veio até onde eu, a Bianca e a Juliane estávamos. - E ai Carol? Você está bem com o Jhon? - Perguntei, com medo que ela possa responder as mesmas coisas que a Bianca e a Ju tinham me falado. - Você quer mesmo que eu te responda? Ela estava de braços cruzados e com muita raiva. - Não precisa. Eu já sei, vem aqui eu vou te dar um abraço... Me aproximei dela, mas ela me afastou. - Agora não, senão o John vai ficar pensando que eu estou triste por ele. - Ela disse. - Está bem, no shopping a gente conversa. O sinal tocou, e fomos para nossa sala de aula. *** - Eu vou embora, porque eu não estou nem um pouco afim de encontrar o Ian. - A Bia disse, quando estávamos saindo do colégio. - Tudo bem, vê se não se atrase, esteja no shopping exatamente as duas horas da tarde. - Tudo bem, eu vou estar lá. - A Bia disse. - Eu já estou indo, vejo vocês mais tarde. - Abraçei as meninas e depois entrei no ônibus, segurando minha mochila e pronta para colocar meus fones de ouvido. - Oi? Posso sentar aqui? - Era o Ricardo. - Sim. Eu tirei as minhas pernas para ele passar e sentar ao meu lado, na janela. - Bom, eu acho que eu devo desculpas para você, não é? - Não. Que eu saiba, você não me fez nada de r**m. - Eu fui um completo i****a, eu... eu não devia dar em cima de você daquele jeito... - Bem, - apertei os lábios e olhei para ele. - Acontece, não é? Você não tem que se desculpar. Sério. - Mesmo assim, eu quero ter certeza de que estamos bem. E então? Ele arqueou uma sobrancelha, divertido, esperando minha resposta. - Sim, estamos bem. - Eu ri. - Ótimo. - ele respirou, aliviado. Eu coloquei meus fones de volta, iam ser os trinta minutos mais longos da minha vida. - Que música você tá ouvindo aí? - ele perguntou, quebrando o gelo. Eu sorri, eu adorava falar sobre música. Então foi assim que passamos o caminho do colégio até em casa só falando sobre nossos gostos musicais. E eu não me senti incomodada. *** - Os pestinhas não vão ter aula hoje? - Não. - a Tati disse, pra minha tristeza. - Parece que eles estão com um problema na eletricidade na escola deles, e não dá pra ter aulas hoje. - Você tem certeza que isso é verdade? - Sim, a sua mãe quer que você leve os seus irmãos para o shopping. - Mas, por que? - Porque eu tenho que sair, e não tem com quem eles possam ficar. - Eu não posso levar eles. Vão me dar muito trabalho. - Eles são seus irmãos, eles não vão fazer nada que te prejudique. - É Tati. Você não tem a menor noção do que está dizendo. Eu fui na geladeira, e tirei um copo de água. - Eu prometo que não vou mais precisar sair, mas desta vez é urgente. - Ela juntou as mãos, suplicando. - Olha... Tudo bem, pode ir. Eu vou ficar com eles. Mas, com uma condição. - Xiii, lá vem bomba. - Quero que você convença a minha mãe a me deixar ir na festa de boas vindas, é no Sábado. - Bem, isso não vai ser fácil, mas... eu vou tentar. - E... Sem horas pra voltar. - Você sabe que a sua mãe tem regras muito rígidas quanto ao horário, não sabe? - Eu sei, mas... Por favor? - Agora era eu que estava suplicando. - Tudo bem, eu faço o possível. - Obrigada, eu prometo que vou cuidar muito bem, das pestes. - Dei um beijo no rosto da Tati e subi as escadas. - Não fale assim dos seus irmãos! - Ela gritou. - Tem certeza de que você não vai mais poder ir comprar os uniformes hoje? - Era a Bia, pelo celular. - Tenho. Eu estava sentada no meu puff vermelho, enquanto checava o esmalte das minhas unhas. Hmm, eu estava precisando fazer as unhas. - Por que? - É que tenho que ficar com meus irmãos hoje. - E por que você não leva eles também? - Você bebeu, ou oque? - Olha, é só colocarmos eles em uma sala de cinema... e ir comprar as roupas. - Eu não sei se é uma boa idéia Bia, já que eles podem incendiar a sala de cinema, e eu tenha que pagar tudo depois. - Vai dar certo. - Ela riu. - E ai? - Tudo bem. Eu vou ver se levo as criaturas. - Está bem. Te encontro no shopping. - Até logo. - Desliguei, e fui no quarto ao lado (o quarto da Sabrina). Bati na porta, e depois entrei, dando de cara com uma garota deitada sobre uma pilha de batons vermelhos e lápis de olhos. - Oque quer? - Pirralha eu preciso falar com você... - Eu parei para olhar ao redor. - Nossa! Esse seu quarto está uma baderna. Eu olhei ao redor, eu m*l entro nesse quarto, que o chamo de quarto ''obscuro''. As paredes foram pintadas de lilás um dia, uma mesinha com um computador, um armário, um criado mudo com um abajur, decoração de uma garota comum de dez anos de idade. Mas hoje, as paredes estavam cobertas com posteres de bandas que eu nunca vi na vida. A cama de solteiro dela que um dia foi limpa, estava cheia de lençóis e travesseiros juntos em um amaranhado, maquiagens e cadernos, e pares de all star para todos os lados, as cortinas fechadas e benecas riscadas e ATERRORIZANTES jogas pelo carpete. - Oque você fez com o seu quarto? A mãe já deu uma olhada nisso tudo? - Me deixa em paz! - Ela escorregou da cama, tentando me empurrar para fora. - Espera! - Eu voltei para o ''obscuro'' de novo. - Hoje você não tem aula, e eu vou ter que tomar conta de você. Então, se nós duas concordarmos, chegaremos em algum... acordo. - Eu não preciso de babás. - Ela cruzou os braços e fechou a cara, mostrando a sombra escura dos olhos, o blash muito rosado, e o batom super vermelho. Em um r**o de cavalo torto, uma blusa preta de mangas longas, legging preta, e uma saia de ballet roxa e cheia lantejoulas e paetês. - Você só tem dez anos garota! Se encherga! Bom... Eu tenho que ir ao shopping com minhas amigas... - Xiii. As Patricinhas de Beverly Hills? Eu não aguento isso! - Ela tapou os ouvidos. - E você está planejando me deixar aqui, não é? - Se eu pudesse! - Revirei os olhos. - Sabrina, por favor, vista uma roupa descente, ao menos uma vez na sua vida aja como uma garota de dez anos comum. - A Carol vai gostar das minhas roupas. - Ela riu. - Acredite... ela não vai gostar! Tudo bem... Eu espero que você não apronte. E eu te dou oque você quiser. - Oque eu quiser? - Ela fez cara de Malévola. Interesseira. - Menos as minhas maquiagens. Ou ler o meu diário. - Eu não quero ler um livro que conta passo a passo da sua vida patética! Meu deus! Nem sabia que essa garota sabe oque significava a palavra ''patética''. - Eu vou querer que você me leve para festa de boas vindas do seu colégio. - Como? Você está louca? Pra que você quer ir nessa festa? - Porque eu quero me divertir com gente do meu tamanho. - ela fez beicinho. - Sabrina, não tem ninguém no meu colégio que seja do seu tamanho, e além do mais, você não vai poder ir mesmo, é exclusivo só pra alunos. - d***a!.. Oque então, eu poderia arrancar de você? - ela colocou a mão no queixo, mechendo o dedo indicador. Pensativa. Ela me olhou desde os pés descalços, até o meu coque m*l preso, mas voltou para a minha mão, onde eu segurava meu tablet. - Que tal isso? - ela apontou para ele. - Você está falando sério? - Eu escondi meu tablet nas minhas costas. - Você n******e estar falando sério. Eu sinto muito, mais eu prefiro não ir mais para o shopping. - eu me virei. - Está bem. Eu prometo que não vou te encher, se você me der aquela blusa de caveira, a que você tem preta. Sabe? - Não, que blusa de caveira? - Eu tentei me lembrar. - Claro! Ela nem vai caber em você, mas pode pegar. Ela m*l deixou eu terminar de falar e correu pro meu quarto para pegar a blusa. Eu enh! Que menina maluca!
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