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2546 Words
Por um momento pensei que uma outra pessoa estava ligando, fui pega de surpresa por estar esperando ele ligar, mas era a Carol. - Oi Amiga. Tudo bem? - Tudo sim, e com você? - Tudo bem por aqui também, tive que sair pra passear com a Belinha. - Ah você adora fazer isso que eu sei. - ela me conhecia tão bem. - Eu só queria saber quando a gente vai ir no shopping comprar os uniformes escolares? - Pode ser amanhã. - Tá, que horas? - Depois do colégio. - Ok. Beijos. - Tchau, beijos. Quando desliguei a chamada, a Belinha escapou das minhas mãos e saiu correndo pela calçada. Eu chamei ela, mas ela não veio. Então eu fui atrás dela. Só consegui pegar ela na outra rua. - Bad dog! Nunca mais faça isso comigo! Quando eu peguei a minha cadelinha, vi quatro meninos jogando bola sem camisa, no meio da rua. Parei para olhar, e reconheci o Ricardinho entre eles. Eu não quis que eles me percebessem, mas o Ricardinho me viu, e veio na minha direção. Ele estava todo suado e ofegante. - Oi. - Oi, eu estava passeando com a minha cadelinha e... - Ah tá... Sei. - ele sorriu, irônico. - Eu já estou indo. - virei. - Não. Espere! - ele segurou minha mão. - Já que você está aqui, eu vou te apresentrar meus amigos. - Está bem. Eu o segui, enquanto ele corria na direção dos amigos. - Aquele lá é o Felipe. Ele apontou para um garoto alto, e de olhos castanhos, que acenou para mim de longe. Eu reconheci ele, estava na mesma sala que eu. - Esse é o Jean. Apontou para um garoto baixinho, mas cheio de músculos, que corria atrás da bola. - E aquele é o Rafael. Ele apontou para um dos garotos suados, esse tinha os cabelos loiros e olhos claros. Eu reconheci ele também da minha classe. - Oi. - acenei de longe e dei um sorriso. - Oi. Bom te ver de novo. - o Rafael respondeu sorrindo, enquanto vinha em nossa direção. - Tudo bem? - Tudo sim, obrigada. - Ah então vocês já se conheciam. - o Ricardo disse, levantando uma sobrancelha. - Ela está na mesma classe que eu e o Felipe. - Ah, é verdade. Eles voltaram a jogar bola, e eu me virei para falar com o Ricardinho. - Valeu por apresentar seus amigos, mas eu tenho que ir agora... - Você está ocupada? - Não muito. Por que? - Quer assistir um filme com a gente? - Onde? - É na minha casa mesmo. Só vão estar eu, minha irmã Natasha, o Rafael e o Felipe. O Jean tem que ir treinar daqui a pouco e não vai poder ir. - Qual é a sua casa? - Aquela ali. Ele pontou para uma casa de cor marrom claro, bem grande, e bonita. Fiquei desconfiada sobre ir assistir um filme na casa de um garoto que eu m*l conhecia, mas de certa forma ele parecia ter boas intenções... pelo menos parecia. - Por que não? Okay, eu vou levar a Belinha na minha casa, e já volto. - Não demore. - ele sorriu, que sorriso lindo meu Deus. Eu peguei a Belinha no colo e dei meia volta meio sem graça, indo a caminho de casa. *** Toquei a campainha, e logo ele veio abrir o portão para mim entrar. - Esses cachorrinhos lindos, mas eles não são perigosos? Eu olhei para dois poddles que latiam sem parar ao meu redor. - Não. - ele sorriu. - Vamos? Eu segui ele até a sala, onde estavam sentados o Rafael, o Felipe e a Natasha, a irmã dele. - Oi. - eu disse, quando entrei na sala grande, bonita, e escura. - Oi. - a irmã dele respondeu por último. - Senta aqui, eu vou trazer pipoca. - o Ricardinho saiu por outra porta. Eu sentei no sofá, ao lado da irmã dele. - Você gosta de filme de terror? - tentei puxar conversa com a garota. - Gosto. - Eu também. Nesse instante, o Ricardinho apareceu com pipoca e refrigerantes. E depois de servir todos, ele se sentou bem do meu lado. - Quer refrigerante? - ele me ofereceu uma lata. - Sim, eu quero. Obrigada. - eu peguei da mão dele e bebi alguns goles. Não sei porque eu estava nervosa, eram só alguns garotos, uma menina e um filme de terror. Eu sempre tive a mania de comer demais quando estava nervosa, por isso nossa pipoca tinha acabado muito rápido. Quando o filme já estava no final, eu notei que o Ricardinho estava ficando ''perto de mais'' como se quisesse me abraçar, ele colocou os braços atrás de mim. Eu só não briguei para não deixar ele sem graça, mas fui me afastando dele aos poucos. - Rafa, Felipe, vocês podem buscar mais pipoca? - ele disse para os garotos. Os garotos sairam sem falar nada. Só ficamos eu, ele e a irmãzinha dele que por ''coincidência'', saiu logo em seguida dizendo que ia no ''banheiro''. Parecia que ele tinha tudo planejado. - Todos sairam. - eu ri. - É... Ficamos sozinhos. Ele olhou pra mim com os olhos semicerrados e mordeu o lábio inferior, eu fiquei mais sem graça ainda. Queria me esconder em algum buraco, não sei oque deu em mim pra aceitar ver esse filme com ele. Qualquer garota comum saberia que ele estava dando em cima de mim. Então eu esperei acabar o filme para poder me livrar logo dele. - Bem, eu amei o filme mas... eu tenho que ir embora agora. - levantei e fui na direção da porta. - Fica mais um pouco. - ele veio atrás de mim e segurou o meu braço. - A gente nem conversou direito... - Sabe oque é? - aproveitei que recebi uma mensagem no celular. - A Tati, a babá do meu irmão está chegando e eu tenho que chegar antes dela. - Por que? Você já não é grandinha demais para ter que pedir permissão? - ele riu, debochando. - Na verdade... Não. - respondi, séria. - Mas é sério, se minha mãe souber que eu estou na casa de um garoto e acompanhada de mais dois garotos... ela corta minha mesada por um século, e eu não quero que isso aconteça. - eu estava saindo. - Tchau. A gente se vê amanhã. - Tá. - era evidente o desapontamento em seu rosto. - Eu te acompanho até sua casa... - Obrigada, mas eu prefiro ir sozinha. - Você que sabe. - me deu um beijo no rosto, quase no quanto da minha boca. - Tchau. - Tchau. E manda um beijo pra sua irmã e para seus amigos por mim. - Pode deixar. Ele entrou pra casa dele, então eu saí e fui praticamente correndo pra casa. Assim que eu cheguei, a Tati chegou. Eu corri pro meu quarto, entrei embaixo do edredom e fingi estar lá faz horas. - Oi Isabella, tudo bem por aqui? - ela disse, abrindo a porta. - Sim. E por que não estaria? - Nada, só queria saber porque você não está lá embaixo com seus irmãos. Comeu alguma coisa? - Sim, eu... Comi. Obrigada Tati. - Então... Se precisar de alguma coisa me chama. Tá? - Tá. - dei um sorriso de lado, e quando ela saiu, soltei o ar de desesperada, que estava preso dentro de mim. Era melhor minha mãe não saber que eu estava assistindo filme na casa de um completo estranho. Querido diário, Fala sério, aquele tal de Ricardinho estava mesmo dando em cima de mim? Eu não fiquei com ele porque... bom, na verdade eu não sei porque, ele é um gato, e eu sou livre e desimpedida, mas eu sei lá... pareceu muito rápido. Depois disso, eu fiz todas as coisas comuns de uma terça-feira comum, fiquei dentro do quarto até meus irmãos chegarem e tirarem meu sossêgo. Quando minha mãe chegou, eu disse um ''olá mãe, como foi no trabalho?'' Como eu sempre perguntava, apesar de não querer saber sobre os casos de divórcio dos casais que ela resolvia. Então ela me deu um presente: A chave do meu quarto de volta. Ela tinha pego porque eu ficava trancada no meu quarto de três à quatro horas seguidas. Depois, todos jantamos em família, e eu fui assistir novela no meu quarto, porque meus irmãos estavam assistindo Bob Esponja na sala. Então eu assisti até pegar no sono. Eu sonhei que estava abraçando um garoto alto, muito estiloso, e extremamente cheiroso. No sonho estávamos vestidos pro baile de fim de ano no colégio, eu não reconheci o garoto. Mas foi um abraço que durou quase meia hora, no sonho eu me sentia quente e segura ao mesmo tempo, nos braços dele. A única coisa quente em um mundo frio. Que sonho bizarro. *** Acordei com o alarme do meu celular, tocou a música do Bieber, eu estava com muito frio porque esqueci de abaixar o volume do ar condicionado, então estava debaixo do meu edredom muito confortável, mas tinha que levantar pra ir pro colégio. Levantei, fui no meu banheiro e tomei um banho depois de escovar os dentes, eu fui no quarto fazer A ESCOLHA fui ver com que roupa eu iria pro colégio, e acabei escolhendo uma saia jeans cor de rosa e uma blusa de manga cumprida branca, com uma boca bem brilhante desenhada na frente. Mas abusei na maquiagem com batom vermelho e coloquei uma sandália, estilo deusa grega. Eu sequei meus cabelos e penteei depois, coloquei um pouco na frente e a outra parte eu joguei pra trás. Antes de sair do quarto, eu notei que estava faltanto alguma coisa, então toquei no meu pulso e notei que não estava usando minha pulseira da amizade, uma pulseira de prata com pingentes de coração representando minhas amigas. Então eu voltei e peguei ela na minha penteadeira, depois desci pra cozinha e preparei um tradicional cereal com leite, comi e depois saí pra pegar o ônibus escolar. Eu não vi o Ricardinho na escola, oque me deixou aliviada, eu iria ficar constrangida demais se ele me perguntasse porque eu não quis ficar com ele. Quando cheguei no colégio foi quase tudo bem normal, eu abracei minhas amigas e falei feito uma tagarela tudo oque eu passei, tirando a parte que o Ricardinho deu em cima de mim. Eu até contei pra Carol o sonho estranho que eu tive, ela concordou que era estranho, mas disse que podia ser o Léo, por ele ter me beijado no dia anterior. Mas eu sabia que não era ele. Na hora de entrar pra primeira aula, vi que a Manuela estava usando a mesma saia que a minha, e pior: da mesma cor! - Oi querida Isabella. - ela disse com sarcasmo, me olhando dos pés à cabeça. - Você não achou uma outra saia pra você usar hoje? Talvez de outra... cor? - Na verdade Manu, eu peguei a primeira coisa que eu vi no armário. Isso devia dar um jeito nela por enquanto. - Eu também sua i****a. - ela jogou os cabelos loiros pra trás e foi se sentar, parecia que ela ficou furiosa. Eu sentei no meu lugar abri a mensagem no g***o que tínhamos só para as melhores amigas. - Quem ela pensa que é? - a Ju mandou. - Não fiquei ofendida, eu prefiro não ligar para o que ela fala. - eu digitei. - Eu acho que você devia puxar os cabelos loiros falso dela até arrancar o último fio! - a Carol mandou. - Eu acho isso uma perca de tempo, e eu não vou me rebaixar. Eu olhei pra Manu e ela olhou pra mim e começou a rir. Eu só entendi o porquê, quando a professora de Biologia veio na minha direção, bem chateada. - Isabella, eu não permito celulares durante a minha aula e você sabe disso! - Eu sei professora. Desculpe. - guardei meu celular, e as meninas fizeram o mesmo. - Eu espero que seja a última vez que tenho que avisar, e isso serve pra todo mundo... Ouviu senhorita Manuela? A professora se virou para Manu que estava rindo, e parou imediatamente. - Ouvi professora. Depois da professora de biologia, tivemos aula de filosofia, depois veio a aula de química, e finalmente chegou a hora do intervalo, onde eu só tomei um copo de suco e alguns biscoitos. Nós estávamos sentadas no nosso banco de sempre quando um garoto com altura mediana, cabelos e olhos castanho escuro, muito fofo, veio em direção à nós. - Oi meninas tudo bem? - Oi Ian. - eu e a Carol dissemos juntas. - Oi. - a Ju disse, sem tirar os olhos do celular dela. A Ju não olhava para ninguém enquanto estava no celular. - E você Bia? Não vai me dar oi também? - Só hoje você veio dar ''oi'' depois de um dia inteiro? - A Bia disse para ele, irritada. - É que eu estava conversando com os meus amigos e organizando tudo, eu tentei falar com você na saída ontem, mas... você já tinha ido embora. - Tá, tudo bem. Você não precisa explicar nada. - ela cruzou os braços, desviando o olhar. - Você não me deu um abraço hoje. - ele fez bico. - E nem vou! - ela fez cara de brava e balançou a cabeça. - E não adianta fazer cara de coitadinho! - Xiii... Eu acho melhor a gente deixar os pombinhos conversarem meninas. - saí com a Carol e a Ju. - Eu acho que o Ian está tentando evitar a Bia. - Carol disse, depois que já estavamos longe dos dois. - Eu não acho isso, aliás eu acho o contrário. E você Ju, oque você acha? Ela nem piscou. - Ju? - Oi? Sorry. Eu não ouvi! - Oque você está vendo de tão importante no celular? - fui ver no celular dela e vi uma foto do Diego abraçando a Ágata, e li a legenda: "casal perfeito" - Carol, olha oque a Ágata postou no i********: dela. - Eu não acredito! - ela viu a foto. - Que safados! Você está bem Ju? - Claro. - ela deu um sorriso nervoso. - Por que eu não estaria? O Diego só mentiu pra mim de novo, qual é a surpresa? - Ju... você sabe que pode falar tudo pra gente. Não sabe? - eu disse. Ela fechou os olhos bem forte, estava prestes a chorar. - Eu acho que quero m***r duas pessoas! - ela disse, cerrando os punhos, claramente irritada. - Eu sei exatamente oque você está sentindo. - a Carol disse, olhando para o outro lado do pátio. - Como sabe? - eu ri. - Olha ali. - ela apontou pra mim, o John abraçando a Cristina e sorrindo como se ela fosse muito íntima dele. - Meu Deus, que cara de p*u! Eu não estou acreditando. Isso é sem dúvida um começo de dia r**m. - Carol... e Juliane, precisamos relaxar. Precisamos ter calma... Respirem. Eu segurei no ombro das duas, tentando manter tudo tranquilo, mas elas se afastaram de mim.
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