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1629 Words
Nunca tive tempo de reparar se a minha casa era realmente bonita, era normal pra mim. Era toda decorada com o gosto da minha mãe, com móveis modernos e tudo muito claro e limpo, mas ainda tenho que mencionar que aquele quadro com uma foto de quando eu era pequena, pendurado na parede da sala de estar, não era muito moderno. Assim que entrei em casa, fui direto para a cozinha tomar um copo de água, e vi a Tatiane, a governanta da casa, cozinhando alguma coisa que cheirava muito bem. Ela cuidava do meu irmão Eduardo de seis anos, e também cuidava da casa, uma espécie de fada madrinha. Eu já a considerava da família. - Oi Isabella, como foi no colégio? - Foi tudo muito bem, obrigada. - sei um beijo na bochecha dela e fui direto para meu quarto. Encontrei a Sabrina, a minha irmã do meio de dez anos, mechendo nas minhas coisas. Ela se vestia como Emo e gostava de agir como uma rebelde a maior parte do tempo. - Sabrina! Sai do meu quarto agora! - Eu só queria o seu batom vermelho emprestado pra ir pro colégio. - ela estava segurando meu batom novo na mão. Eu a encarei, furiosa. - Pega esse batom pra você por favor, e sai rápido do meu quarto! Ela correu pra fora, depois de ter conseguido oque queria. Nós, irmãos, nunca paramos de brigar, eles sempre achavam um jeito de me tirar do sério. Eu fechei a porta do quarto quando ela saiu e coloquei a música Come and get it da Selena Gomez no último volume pra tocar no meu rádio, tirei o tênis, troquei de roupa e pulei na cama, abrindo meu laptop. Ouvi alguém bater na porta e abaixei a música. - Oi? - A Sabrina ligou pra sua mãe e ela falou para você abaixar a música. - Tá... Eu faço isso. Sabrina fofoqueira. - Isabella você não vai descer pra almoçar? - O que tem? - Eu fiz espaguette para as crianças, mas tem frango pra você. - E...? - E salada. - Tá, obrigada Tati, eu desço em cinco minutos. - Fechei a porta. Ela era a melhor pessoa no mundo, sempre cuidando da minha dieta. Desliguei a música, coloquei meus chinelos e desci as escadas pra ir pra sala de jantar, onde encontrei meu irmão, devorando a espaguete com molho como se nunca tivesse comido na vida. A "roqueirinha" da Sabrina estava sentada à cabeceira da mesa, com seus cabelos loiro-cinza lisos presos em um r**o de cavalo perfeitamente feito, a Tati devia ter ajudado ela, com a boca toda manchada com oque um dia foi meu batom vermelho novo e com o molho do espaguette. Minha família não era normal, mas ao menos, nós nos juntavamos para as refeições. Meus pais eram separados desde que eu tinha seis anos de idade, e a minha mãe é a mulher mais ocupada do mundo, ela é advogada e quando não está no trabalho, ela fica trancada em seu quarto resolvendo coisas. A senhorita Valentina Collins não conversava muito com a gente nos dias de semana, mas no final de semana ela sempre compensa isso, passando o dia inteiro com a gente em um longo passeio em família. Ela era filha de pais americanos por isso nós íamos visitar nossos avós ao menos uma vez por ano nos Estados Unidos, ela é a mulher mais bonita que eu conheço, e não falo isso porque eu me pareço com ela. As vezes eu penso que meus irmãos são meio complicados por causa da falta de tempo que a minha mãe tem com eles, a Sabrina é a "garota revoltada" e o Edu é o "pestinha", uma dupla e tanto. E na minha família tem dois cachorros, o Taylor, meu pastor alemão preto e minha cadelinha Belinha, ela era uma chihuahua muito sapeca. Cachorros são como membros da família, então eu tinha uma família muito grande, oque torna o trabalho da Tati muito difícil as vezes. Me servi com o frango e a salada, Tati sabia que eu só estava comendo carnes brancas, uma nova dieta que adotei pra ajudar ao equilíbrio na terra. - Vocês não comem nada faz quantos dias? - eu ri, olhando para meus dois irmãos. - Edu, come devagar. A Tati estava observando todos almoçarem. - Ele deve estar ansioso pra comer pudim de chocolate. - Tem pudim de chocolate? - Sim, eu fiz. - Me deixa levar um pedaço pro meu quarto? Por favor! - supliquei. Ela sorriu. - Claro que sim. Só não manche nada de chocolate ou já sabe quem vai surtar. Eu dei uma risadinha, minha mãe era maluca por limpeza, então a Tati mantinha tudo o mais limpo possível. O ônibus escolar veio buscar a Sabrina e o Edu para irem ao colégio. Eles foram, depois de se despedir de mim, e da Tati. Eu terminei de comer e fui pro meu quarto, e depois de comer meu delicioso pudim de chocolate, eu fui escrever a primeira página do meu diário novo: Querido diário, Meu nome é Isabella. Tenho quinze anos, minha cor favorita é rosa e minha fruta preferida é morango, adoro tudo que é fofo e que tem brilho, por isso adoro as estrelas. Meu maior sonho é viajar o mundo todo com minhas amigas. Adoro música, adoro desenhar, tirar fotos e cantar. Por trás desta garota sensível e sonhadora, existe uma garota determinada e que ama os seus amigos. Eu sou uma pessoa que não gosta de mentiras, falsidade e m*l caráter, me nomeiam como ''angel girl'' no nosso g***o e não sou chata mais sei ser. Eu estudo no segundo ano do ensino médio e minhas melhores amigas são a Carol, a Juliane e a Bianca, entre muitos outros amigos pois eu faço amizades facilmente. Vou falar um pouco das minhas amigas: a Carol ela é muito especial pra mim, é como uma irmã, sempre fica preocupada comigo e me manda mensagem todos os dias pra saber como eu estou, ela gosta de um garoto do terceiro ano que se chama Jonathan, eles namoraram no ano passado mas terminaram porque a Carol era muito ciumenta. Ele é muito bonito, mas gosta muito de provocar. A minha amiga Juliane é muito teimosa em questões de relacionamento, mas ela é apaixonada no Diego, o loirinho mais gato e cobiçado do terceiro ano, ele já foi modelo de comercial de TV, por isso é bem querido entre as meninas, oque torna as coisas muito difíceis pra Ju. E a Bianca é a amiga mais tranquila de todas, é compreensiva e mente aberta, sempre fica ao meu lado nos momentos complicados, mas ela morre de ciúmes do Ian desde o ano passado. Somos quatro amigas unidas desde a quarta série e nada separa a gente, cada uma tem um estilo próprio, mas todas temos um sonho em comum: viajar o mundo todo, conhecer novas culturas, novas pessoas e experimentar todas as comidas. Ano passado, eu tive a festa de quinze anos mais perfeita do universo graças à minha mãe. Todos estavam lá, meus amigos, meus melhores amigos, a minha família e o Léo, que era meu príncipe na época. Eu dançei com ele quase a noite toda. A nossa história tinha sido linda: Ele me conheceu com quatorze anos e gostava de mim desde o primeiro dia de aula, era muito romântico e fofo. Eu disse que só ia namorar quando fizesse quinze anos. Então ele me esperou e quando fiz quinze, ele me pediu em namoro. Foi o meu ''first love''. Era tudo perfeito até que no mês de dezembro, no natal, eu percebi que ele estava ficando muito à ver comigo. Ele virou fã do Justin Bieber só porque eu sou fã, ele até comprou DVDs, baixou músicas e fotos do cantor. Eu achei isso estranho demais. Ficava cada vez pior à medida que os dias passavam e eu não me sentia bem, então decidi terminar tudo. Enfim, hoje foi o meu primeiro dia de aula no segundo ano, por sorte minhas melhores amigas ficaram na mesma sala que eu, mas por azar, as nossas piores inimigas também. A Manu se acha a mais linda, com seu cabelo tingido de loiro, ela se achava a Barbie girl e a Michelle vivia dando em cima do Ian o que faz a Bia querer m***r ela. As vezes me dá v*****e de expulsar elas do universo! O mundo seria bem melhor sem elas. Por hoje é só. Beijos diário. Alguém bateu na porta do meu quarto novamente. - Oi? - A sua mãe ligou e disse pra você ir passear com os cachorros mais tarde. - Eu? - Sim, porque eu vou dar uma saída, tenho que resolver algumas coisas na minha casa. - Mas Tati, o Taylor é muito grande... - Deixa que eu passeio com ele amanhã, mas leva a Belinha para passear por favor. - Tá bom. Pode deixar. - Tome cuidado, e não fale com estranhos. - ela saiu. Eu levantei com todas as forças que ainda me restavam, pois eu estava com muito sono, e fui tomar um banho. Coloquei minha roupa de correr, tênis de ginástica, peguei meu celular e fones de ouvido e desci as escadas pra chamar a Belinha. - Belinha! Vem aqui, vamos passear. - gritei, e quando ela veio correndo e pulou no meu colo de alegria, eu coloquei a coleira nela e saí. Fiquei passeando com ela pelo bairro e ouvindo músicas no meus fones de ouvido, ela não corria muito como o Taylor então dava pra mim ter meus momentos de relaxar. Eu estava indo muito bem até meu celular tocar, me dando um baita susto e me tirando da tranquilidade.
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