Já estamos no baile, o Polegar está com uns aliados dele que vieram de outros complexos, eu estou na minha, na grade observando o movimento, tem muito tempo que eu parei de curtir baile, mas parece que só me dei conta agora.
O Hugo está junto do meu marido e a Alana veio com ele, essa está longe de mim graças a Deus, e graças ao show que eu dei no almoço hoje. O Polegar sinaliza para mim pegar mais bebida para ele, eu pego o copo dele e vou montar sua bebida, olho bem a minha volta para ter certeza que não estou sendo observada, tiro um comprimido do meu decote e jogo na bebida dele, mexo um pouco com meu dedo mesmo e levo a bebida para ele.
Polegar: fica aqui comigo n**a, o Lobão vai lá dar uma atenção na Alana- fala me puxando para sentar no colo dele- tá curtindo?- pergunta beijando meu pescoço.
Eu: tá legal, mas acho que não curto mas esse tipo de ambiente - ou esse lugar, penso sozinha.
Polegar: hoje tá paradão mesmo, mas amanhã o seu pagode vai tá melhor bebê - fala beijando meu rosto.
Eu: o que você tá achando do Lobão com a Alana?- pergunto só para confirmar um ponto.
Polegar: o mano é muito sozinho pô, tem que arrumar alguém mesmo e a Alana é mina firmeza- fala e eu olho para ele com desdém.
Eu: esse projeto de Jezabel é uma mina firmeza? Se liga Lucas- falo me arrumando no colo dele.
Polegar: o que você tem contra ela?
Eu: tudo, é mais fácil me perguntar o que eu não tenho contra ela.
Polegar: o que você não tem contra ela?
Eu: nada- falo e ele da risada contra meu pescoço.
Polegar: esquece ela agora, você está uma delícia hoje hein n**a- fala passando a mão pelo meu corpo.
Ignoro o Polegar com as investidas dele e olho bem para o Hugo com a Alana, tento até disfarçar, mas quando vejo minha atenção já está neles de novo, e vice-versa, quando vejo o olhar dele também está em mim e no Polegar.
A Alana tenta beijar o Hugo e eu levanto com tudo do colo do Polegar, o mesmo até se assusta com meu gesto abrupto e fica me olhando confuso.
Eu: eu quero ir embora - falo e ele respira fundo.
Polegar: tem certeza disso?
Eu: absoluta
Polegar: vou ver se arrumo alguém para te levar lá, não vou embora agora não - fala e eu confirmo com a cabeça, logo percebo o Hugo se aproximando da gente.
Lobão: tô indo nessa chefia, para mim já deu aqui já, tô com uma p**a dor de cabeça - fala fazendo um toque com o Polegar.
Polegar: irmão, dorme lá em casa hoje pô, amanhã vai ter pagonejo lá, aí tu já fica lá pô, aproveita e leva essa aí que cismou que quer ir embora agora também.
Lobão: beleza chefia, vou mandar um da contenção de casa levar uma roupa lá tua casa para mim então, boa noite aí chefia, aproveita - fala se despedindo do Polegar e eu me forço a me despedir do meu marido.
Eu: tchau n**o, juizo- falo e ele me puxa para um beijo.
Polegar: te encontro em casa gostosa- fala encerrando o beijo com selinhos.
Saio andando com o Lobão atrás de mim e na rua eu já trato de limpar minha boca com nojo, seboso, asqueroso. Vou para casa de moto com o Hugo e chego em casa já entrando, só tem nós dois aqui e sei que o Polegar só chega manhãzinha agora.
Lobão: qual foi da cara de cu?- pergunta e eu subo ignorando ele- vai me ignorar agora?- pergunta subindo atrás de mim e me segue para o meu quarto.
Vou pro banheiro e já trato de escovar os dentes com nojo do beijo que dei no Polegar, eu tenho nojo do Polegar, só consigo sentir repulsa quando ele me toca ou me beija, é um inferno ter que sentir ele me tocando, me beijando, me alisando.
Lobão: qual foi? Responde logo- fala se encostando no batendo do banheiro
Eu: só estou com dor de cabeça Hugo- falo secando minha boca na toalha de rosto do banheiro.
Lobão: já te vi com dor de cabeça, tu não fica com essa cara de cu não, e desde hoje cedo que eu tô te vendo com essa cara de cu - fala me observando pelo espelho.
Eu: é só enxaqueca - falo prendendo meu cabelo em um coque desengonçado para poder tirar a maquiagem- escura, vai ficar aí mesmo? Eu preciso de privacidade - falo e em um movimento muito rápido ele me pega pelo braço e me puxa para ele com brutalidade.
Lobão: não minta, essa é a última vez que vou te perguntar, o que você tem?- pergunta com o rosto bem próximo do meu.
Eu: já disse que não tenho nada além de uma dor de cabeça.
Lobão: dor de cabeça? Engraçado que essa dor de cabeça começou quando chegamos e você jogou papinho meu para a Alana.
Eu: você está imaginando coisa.
Lobão: estou mesmo? Vai mesmo negar que está com ciúmes?- pergunto e me empurra contra a pia, ficando na minha frente, muito próximo de mim, me prendendo entre ele e a pia.
Eu: ciúmes? De você? Só pode estar maluco.
Lobão: tão maluco que quase enlouqueço quando vejo o Polegar perto de você, admite Rebecca, você sente ciúmes de mim, assim como eu fico a ponto de enlouquecer quando vejo seu marido te tocando.
Eu: você está maluco- falo quase sem voz, nossas bocas estão próximas, nossos olhos vidrados um no outro.
Lobão: estou? Então você não se importa que a Alana encoste em mim? Que ela me olhe demais, que ela me beije- fala segurando meu quadril com firmeza- admite diabinha, você me deseja como eu te desejo, você sabe quem tem posse sobre mim assim como eu tenho sobre você - fala roçando nossos lábios.
Eu: por favor - peço baixinho, quase por um fio de voz, meu peito subindo e descendo pela respiração ofegante.
Lobão: por favor, o que diabinha? Você precisa ser mais clara com o que você quer- fala aproximando os lábios do meu ouvido- você quer que eu me afaste, ou que eu te mostro como posso te dar mais prazer do que você é capaz de sentir- pergunto e morde meu lóbulo.
Eu: por favor Hugo- fecho meus olhos e inclino a cabeça levemente para trás.
Lobão: diz diabinha, diz o que você quer, eu quero ouvir com todas as palavras, diz para mim, diz o que você quer.
Eu: eu quero você Hugo, por favor, me possua, me faça sua- quase imploro e ele toma minha boca com desejo.
O nosso beijo é quente, é avassalador, ele me ergue no colo e me coloca sentada na pia, seu corpo grande se encaixa entre minhas pernas e suas mãos deslizam por todo meu corpo, dominando cada pedaço meu.
Nossas bocas estão numa guerra, nossas línguas brigam por controle e logo ele vem, o seu beijo é bruto, é dominante, é... Delicioso.
Uma de suas mãos segura meu cabelo na parte da nuca com força, mantendo minha cabeça no lugar para ele dominar como quiser, e sua outra mão segura meu quadril com força, me mantendo no lugar.
Lobão: deliciosa, diabinha - fala rouco descendo seus beijos para o meu pescoço.
Solto um gemido surpreso quando seus lábios alcançam o topo dos meus s***s por cima do decote, ele distribui beijos pela região e afunda o rosto no vale entre meus s***s, quase perco o fôlego quando ele volta a me beijar, porém dessa vez é mais forte, mais dominante, mais necessitado, e mais delicioso.
Eu quero ser completamente dele, eu quero que ele me marque como dele, que ele me transforme em algo dele, quero lhe dar prazer e receber o prazer que sei que ele me dará, quero lhe sentir em mim, quero sentir rosa sua grandeza e ver até onde vai toda essa dominância dele, meu Deus, eu preciso provar esse homem.
Lobão: não vou te comer hoje- fala separando o beijo e se afasta de mim me deixando frustrada- mas isso não acabou aqui, você é minha Rebecca, e eu sou bastante egoísta com o que me pertence- fala segurando meu rosto - gostosa- fala e me beija novamente antes de partir e me deixar sentada na pia do meu banheiro.
Confusa, surpresa, excitada para c*****o, e frustrada.
Esses são os adjetivos que me descrevem nesse momento, o Hugo me paga, e eu não vejo a hora de ele cumprir todas as suas promessas silenciosas.