O cheiro de sangue ainda impregnava o ar, denso, quase sólido, como se fosse possível cortá-lo com uma lâmina. O corpo do guerreiro tombado repousava imóvel entre as folhas manchadas de vermelho. A floresta, tão viva minutos antes, mergulhara em um silêncio fúnebre, respeitoso. Gael mantinha os olhos fixos no corpo, os punhos cerrados ao lado do corpo. A raiva e o luto se misturavam em sua garganta como um nó sufocante. Logo, passos leves e decididos quebraram o silêncio. Sam e Heron chegaram, seguidos por um pequeno grupo de guerreiros. Todos pararam ao ver a cena: o corpo estendido no chão, a expressão séria de Gael, a tensão elétrica no ar. Heron foi o primeiro a se aproximar. Curvou-se ao lado do guerreiro morto, tocando-lhe a testa com reverência. "Ele era do Bando do Reino, não er

