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1043 Words

Ava ainda estava com os olhos marejados, encarando o chão como se tentasse encontrar ali algum tipo de absolvição silenciosa. Seu corpo tremia levemente, e seus dedos apertavam com força o tecido do lençol, como se quisessem se agarrar a algo que impedisse sua queda no abismo que ela mesma acreditava ter aberto. Foi então que a voz grave de Gael cortou o silêncio do quarto, serena e firme como o sopro de vento que antecede uma tempestade. "Você não é um monstro, Ava", ele disse, com os olhos fixos nos dela. "Você é uma pessoa que sofreu durante anos. E mesmo tendo motivos para se vingar, você nunca o fez. Agora que tem poder, querer justiça é... humano." Ava fungou, tentando conter o choro que ameaçava desabar outra vez. As palavras de Gael pareciam um bálsamo, mas também uma faca afiada

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