capítulo 21

1870 Words
Camorra - Itália Algumas horas antes. __ eu estou ficando entendiado. __ confesso, fitando o homem com o rosto bastante machucado em minha frente, amarrado pelos braços, me encarando como se eu fosse o próprio Hades. É, talvez eu seja mesma, ou pior. __ cara, colabora comigo, eu deveria estar fazendo algo de suma importância agora, mas ao invés disso estou aqui preocupado em mantê-lo vivo para que me fale onde está a v***a. __ explico num tom calmo e o vejo engolir em seco. __ senhor ... eu ... não sei. Quis sorrir, agora eu sou " senhor " onde enfiou o " fedelho "? __ você é quem fodia com ela e quer mesmo mentir sobre não saber o seu paradeiro? __ questiono, e ele cospe sangue, a cor carmesim se derramando sobre sua pele. __ eu ... já ... disse que não sei. __ se defende e acerto outro soco na sua face, alguns dentes caem da sua boca, quando abaixa o rosto e o seu sangue suja meu chão. __ tutto bene, temos o dia inteiro, eu vou te torturar até que me fale, deve ser uma boa vagabunda e f***r como uma para te deixar morrer sem ajudá-lo. __ Gabriel ... eu lamento tudo que aconteceu. __ confessa e sorrio, um tão vazio quanto a minha alma. __ não lamente, não me decepcionou em nada, não esperava nada vindo de você, mas ela sim, me deve uma boa satisfação, vamos! Me diga onde ela está, para ver a criação de vocês. __ incito e respira fundo, engasgando com o sangue. __ ela é ... __ não ouse pronunciar esse nome. __ alerto deslizando a faca pela ferida já aberta em sua barriga e fito o líquido carmesim jorrar um pouco mais e aprofundo a lâmina em sua costela mas não ao ponto de atingir a sua derme. Uma leve ameaça de que se não abrir essa boca imunda, eu o farei abrir. __ eu me arrependo. __ por Hades! Pare de se lamentar, acha que isso vai mudar o seu destino? Um pedido de desculpas? __ não por ter fodido ... com ... com ... ela, mas por ter feito parte do grupo que te mandou para o experimento. __ explica e agora sim, a lâmina atinge a segunda camada da sua pele, o líquido brilha sobre a lâmina e um sorriso maquiavélico toma conta do meu rosto, ergo os olhos e fico face a face com o homem. __ então é isso que sou? Um experimento? Me pergunto em que momento vocês decidiram que isso daria certo e que o " m*l " não se voltaria contra os seus criadores? Não foi assim que aconteceu no éden? A criação se volta contra o criador? __ seu ... seu ... pai, decidiu isso, quando a menina do Ferrari foi sequestrada e você quis protegê-la. Cada dia me convenço mais, que meu pai mereceu o destino que teve, mas isso não alivia minha sede de vingança, como não posso revive-lo para mata-lo novamente, posso me divertir com o desespero do capo da Cosa Nostra. __ então a minha vida seria somente para servir á Camorra? Matando Pietro Ferrari por ceifar a vida do meu papai injustiçado? __ questiono irônico e homem balança a cabeça. __ não só ele, o plano era matar todos os Ferrari e assim Camorra tomar posse de todo o território da Itália... mas a situação fugiu do nosso controle... quando... você... matou os homens que estavam cuidando do seu psicológico. __ ah! Então você está me dizendo que aquilo era terapia? __ pergunto, arrastando a lâmina para a esquerda vendo a superfície esbranquiçada ganhar o tom carmesim. __ não podíamos ter falhas ... se você tivesse qualquer pensamento racional ... e ainda gostasse dela, colocaria todo um projeto em risco, a solução era fritar a sua mente. Esboço um sorriso retirando a faca do seu corpo e encosto na sua jugular, encaro os seus olhos quase sem vida. __ esse é o problema de f***r o psicológico de alguém como eu. __ começo. __ nunca tive medo da morte, vocês fizeram um excelente trabalho eu admito, mas apenas uma coisa não tiraram de mim. __ lembro e ele deve saber pelo seu olhar. __ eu achei que ver você fodendo a minha mãe me machucaria, mas não o fez, isso significa que não há mais um lugar para ela aqui certo? Eu odiava lembrar daquela cena, de mim recém saído do treinamento com o psicológico fodido queria vê-la, mas assim que abri a porta do seu quarto querendo uma " mãe " encontrei apenas uma v***a sendo fodida por um dos conselheiros do meu pai. __ ela é sua mãe... ela te ama. Esboço um sorriso. __ aquela v***a ama dinheiro, eu fui o meio dela conseguir, mas preciso reaver a minha parte. __ não faça nada com ela... não vai conseguir machucar a mulher que te trouxe ao mundo. Ledo engano, quando eu morri na cadeira elétrica, havia apenas um rosto no qual enxergava e chamava-me de volta, e ela não é a minha mãe. __ acha mesmo? Se ela estivesse amarrada ao seu lado eu enfiaria essa faca na sua jugular sem pensar duas vezes, entende os predadores não é? Filho de peixe, peixinho é? E filho de v***a é o que? __ Gabriel! Pare com isso. __ me repreende. __ já sei, filho de v***a é a escória, mas não me rotularam dessa maneira, eu sou o experimento e caçarei um a um, fazendo tudo que me obrigaram a fazer, não é uma ideia magnífica? __ eu... eu... eu... não concordei com as violações, juro eu... votei contra violarem você. Era só mais uma coisa na curta lista de primeiras vezes que arrancaram de mim. __ não havia muito para se extrair de mim, mas eu o fiz, no começo foi vergonhoso eu admito, mas depois eu comecei a gostar de comer as vadias quando estava drogado, não era assim que me queriam? Chapado para f***r com elas? __ questiono e ele abaixa a cabeça e quase corto a jugular sem querer. Afasto a lâmina e ergo seu rosto. __ vamos, encare o projeto EVIL, " o m*l à espreita esperando para atacar " __ ela está em Trentino, não vai conseguir passar pela segurança do Ferrari lá. __ alerta e quis sorrir, se soubesse que entro na casa dele, vejo a sua linda filha dormindo, não falaria essas merda. __ a sua informação é mais que útil, sua vida no entanto... __ me deixe viver... eu posso ajudá-lo. Estreito os olhos e sorrio, tornando a pressionar a faca em sua pele. __ a parte boa do projeto EVIL, é que o m*l, não precisa de ajuda para ser do jeito que é, isso foi concluído com sucesso, não preciso de ninguém, mande lembranças minhas aos meu pai. __ declaro e a lâmina afunda na jugular o sangue jorra, enquanto fito o rosto do homem e a vida se esvaindo do seu corpo, os olhos permanecem assustados como quando o encontrei fodendo a v***a que me trouxe ao mundo. Retiro a faca da sua pele, deixo sobre a bandeja com os outros objetos cortantes que nos divertimos. Cinco horas em que Davi me ligou avisando que o rato foi encontrado, e esse merecia minha atenção pessoalmente, precisava mostrar para ele que o experimento foi um sucesso. A única parte r**m é que deixei ma belle sozinha por uma semana, mas a vi pelas câmeras que instalei na sua casa, na última checagem ela pareceu feliz, e contava para a irmã mais nova por chamada de vídeo que se candidatou para alguns escritórios de advocacia na Flórida. Eu gosto desse lado independente da minha Perséfone, ela não quer viver as custas do pai, isso me deixa eufórico. Precisei desmembrar o corpo do homem e descartá-lo em uma vala qualquer, em seguida segui sozinho para a casa em que estive preparando para o meu lírio. E ficou quase tão perfeita quanto ela, aproveitei para vê-la e o resultado não me agradou. Pareceu chateada e estava bebendo, isso me fez pegar o primeiro vôo para a Miami e depois seguir para Flórida.  Flórida - Estados Unidos Só não esperava encontrá-la bêbada e muito tentadora, mas não posso leva-la dessa maneira, então a levo para o seu quarto. __ eu não vou t*****r com você. __ declara enquanto coloca a mão em meu peito, abrindo de maneira evasiva os botões do meu terno. Não gosto de toques íntimos, mas o meu corpo sabe a quem pertence, assim como minha alma. __ não é o que está parecendo. __ cala a boca. __ manda e um soluço escapa dos seus lábios. __ eu só estou dando uma conferida. __ se defende, e coloco seu corpo sobre a colchão. Ela continua a desabotoar meu terno, e então o lança para fora do meu corpo, fita a minha camisa e bufa. __ não gosto desses botões, assim como não gosto de você. __ mas quer ver o meu corpo? __ é só curiosidade. __ explica e sorrio. Devia leva-la para o banho me certificar que está bem, mas a uma força maior que me prende aqui e me leva a abrir os botões da camisa e fitar os seus olhos analisando todo o meu gesto. E quando o último é feito, abro a camisa e ela faz uma análise demorada em mim. Quis sorrir do seu olhar curioso. __ uma fênix? __ pergunta causando-me um arrepio na pele, ao me tocar a tatuagem. __ sim, elas também renascem das cinzas. __ explico e o toque evasivo contorna a ave mitológica e agora fita o outro lado da barriga. __ uma rosa cheia de espinhos, por que? __ algum dia eu conto, mas agora você precisa de um banho. __ tudo bem. __ fala, se levanta meio atrapalhada e retira a camisola na minha frente. Fecho os olhos sentindo o seu cheiro. __ pode abrir, já estou de toalha. __ diz sorrio ao abrir os olhos e encontrá-la despida. __ se estivesse sóbria, iria arcar com essa petulância. __ eu só bebi um pou... __ soluça. __ quinho. __ e coloca os braços ao redor do meu pescoço, os m*****s enrijecidos e com piercings encostaram na minha pele e quase gemi com o contato. Me afasto com cuidado e a pego em meu colo, carregando até o banheiro, ligo o chuveiro e evito olhar para qualquer lugar que não seja o rosto com traços delicados que me apaixonei desde que a vi pela primeira vez. Depois de retirá-la da água, enxuguei o seu corpo, a coloquei na cama e cobri a sua nudez. Fito os seus olhos cansados. __ descanse ma belle, amanhã eu te sequestro. __ aviso e ela sorri. __ está me avisando. __ você é uma vítima diferenciada. __ i****a, obrigada. __ não me agradeça, o inferno é logo ali, e eu estarei lá. __ lembro e ela fecha os olhos, me dando uma visão de como será quando estivermos juntos de vez. Eu deitaria ao seu lado e me aninharia ao seu corpo, e talvez alguns dos meus demônios conseguissem se silenciar.
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